Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — VUNESP 2023
Português›Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
vu183260
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Sorocaba
Ano
2023
Cargo
GCM ( )
Está redigida em conformidade com a norma-padrão da língua a frase:
AA família não quis vim ao hospital para assinar o termo de doação de órgãos e tecidos.
BA equipe médica requereu a autorização da família para fazer o transplante de órgão.
CEle interviu para convencer o restante da família da importância da doação de órgãos.
DSe irmos falar com o médico, compreenderemos melhor os detalhes do processo.
ESe ele impor essa condição para a doação, teremos que pensar em um plano B.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — A equipe médica requereu a autorização da família para fazer o transplante de órgão.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Conjugação de verbos irregulares: a norma-padrão na prática
Gabarito: letra B. A única frase plenamente correta é a da alternativa B, pois o verbo requerer está conjugado no pretérito perfeito do indicativo como requereu — forma correta, embora pouco usual. As demais alternativas apresentam erros de conjugação de verbos irregulares ou derivados, como vim (em vez de vier), interviu (em vez de interveio), irmos (em vez de formos) e impor (em vez de impuser). A banca testa o domínio das conjugações dos verbos derivados de ter, vir e pôr, além do futuro do subjuntivo.
O comando da questão
O enunciado pede a frase redigida em conformidade com a norma-padrão. Isso significa que devemos avaliar cada alternativa quanto à correção gramatical, especialmente no que tange à conjugação verbal. Não se trata de interpretação de texto, mas de conhecimento metalinguístico: reconhecer a forma verbal adequada ao tempo, modo e pessoa exigidos pelo contexto.
O que a banca quer: domínio das conjugações irregulares
A questão explora um dos pontos mais cobrados em concursos: a conjugação de verbos irregulares e de seus derivados. A regra de ouro é: verbos derivados de um verbo primitivo seguem a conjugação do primitivo. Assim:
ter → manter, entreter, reter, conter...
vir → intervir, provir, advir...
pôr → propor, impor, compor, supor...
Portanto, para conjugar corretamente, basta lembrar a conjugação do verbo primitivo e aplicar as mesmas desinências ao derivado. Por exemplo, se ter no pretérito perfeito faz tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram, então manter faz mantive, mantiveste, manteve, mantivemos, mantivestes, mantiveram. Se vir faz vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram, então intervir faz intervim, intervieste, interveio, interviemos, interviestes, intervieram. Se pôr faz pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram, então propor faz propus, propuseste, propôs, propusemos, propusestes, propuseram.
No futuro do subjuntivo, a regra também se aplica: ter → tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem; vir → vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem; pôr → puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem. Assim, os derivados seguem o mesmo padrão: manter → mantiver; intervir → intervier; propor → propuser.
A pegadinha da banca
A banca adora explorar a confusão entre formas verbais que soam parecidas ou que são usadas popularmente de forma incorreta. Veja os casos típicos:
vim (pretérito perfeito de vir: "eu vim") × vier (futuro do subjuntivo: "quando eu vier"). Na alternativa A, o correto seria vier, pois a oração "não quis vim" exige o futuro do subjuntivo após o verbo querer no pretérito perfeito? Não: na verdade, "não quis vim" é um erro de regência — o verbo querer exige o infinitivo "vir", não "vim". O correto é "não quis vir".
interviu (forma popular, mas incorreta) × interveio (correta). O verbo intervir é derivado de vir, então no pretérito perfeito faz interveio, como veio.
irmos (infinitivo pessoal) × formos (futuro do subjuntivo). Na alternativa D, "Se irmos falar" está errado: o correto é "Se formos falar", pois a conjunção se exige o futuro do subjuntivo.
impor (infinitivo) × impuser (futuro do subjuntivo). Na alternativa E, "Se ele impor" está errado: o correto é "Se ele impuser", pois se exige o futuro do subjuntivo.
Análise das alternativas
Verbo (derivado)
Forma correta (norma-padrão)
Forma incorreta (na alternativa)
Justificativa
vir (infinitivo)
vir
vim (A)
Após "quis", exige-se o infinitivo "vir", não o pretérito "vim".
requerer (pretérito perfeito)
requereu
— (B, correta)
Forma correta e pouco usual; as demais alternativas têm erro.
intervir (pretérito perfeito)
interveio
interviu (C)
Derivado de "vir": conjuga-se como "veio".
ir (futuro do subjuntivo)
formos
irmos (D)
A conjunção "se" exige futuro do subjuntivo, não infinitivo.
impor (futuro do subjuntivo)
impuser
impor (E)
Derivado de "pôr": conjuga-se como "puser".
Verbos derivados seguem o primitivo: ter → manter, reter (Pretérito: manteve, reteve, Futuro subj.: mantiver, retiver); vir → intervir, provir (Pretérito: interveio, proveio, Futuro subj.: intervier, provier); pôr → impor, propor (Pretérito: impôs, propôs, Futuro subj.: impuser, propuser); Conjunção "se" exige futuro do subjuntivo (ir → formos, pôr → impuser, vir → vier)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: Em "A família não quis vim ao hospital", o verbo vir foi grafado como vim. "Vim" é a 1ª pessoa do pretérito perfeito do indicativo ("eu vim"), mas aqui o verbo querer exige o infinitivo "vir". O correto é: "A família não quis vir ao hospital". A banca explora a confusão entre a forma do pretérito e o infinitivo, que são homófonos em algumas regiões.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta: "A equipe médica requereu a autorização da família para fazer o transplante de órgão." O verbo requerer é irregular, mas no pretérito perfeito do indicativo faz requereu (e não requis ou requeriu). A forma "requereu" é a correta, embora pouco usada. A frase está plenamente de acordo com a norma-padrão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: "Ele interviu para convencer..." — o verbo intervir é derivado de vir, logo se conjuga como vir. No pretérito perfeito, vir faz veio, então intervir faz interveio. A forma "interviu" é popular, mas não é aceita pela norma culta. O correto é: "Ele interveio para convencer...".
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: "Se irmos falar com o médico..." — a conjunção se exige o futuro do subjuntivo. O verbo ir no futuro do subjuntivo faz formos (não irmos, que é infinitivo pessoal). O correto é: "Se formos falar com o médico...".
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: "Se ele impor essa condição..." — novamente, a conjunção se exige o futuro do subjuntivo. O verbo impor (derivado de pôr) faz impuser no futuro do subjuntivo. O correto é: "Se ele impuser essa condição...".
Conclusão
A única frase que respeita a norma-padrão é a da letra B, pois todas as demais apresentam erros de conjugação: A (vim → vir), C (interviu → interveio), D (irmos → formos) e E (impor → impuser). A banca testa o domínio das conjugações dos verbos derivados de ter, vir e pôr, além do futuro do subjuntivo. Para acertar questões assim, lembre-se: verbos derivados seguem a conjugação do primitivo e a conjunção se exige o futuro do subjuntivo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre formas verbais homófonas ou próximas: 'vim' (pretérito de vir) × 'vier' (futuro do subjuntivo); 'interviu' (forma popular) × 'interveio' (correta); 'irmos' (infinitivo) × 'formos' (futuro do subjuntivo); 'impor' (infinitivo) × 'impuser' (futuro do subjuntivo).
PEGA ESSA DICA!
Ao se deparar com verbos derivados, pergunte-se: qual é o verbo primitivo? Conjugue o primitivo e aplique as mesmas desinências ao derivado. E lembre-se: a conjunção se (condicional) exige o futuro do subjuntivo, não o infinitivo.