Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — VUNESP 2023
Português›Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
vu183353
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Peruíbe
Ano
2023
Cargo
ADIJ ( )
A criança está com raiva? Respire fundo
Todos os que já tiveram a oportunidade ou a responsabilidade de conviver com crianças sabem que as emoções que elas experimentam são bastante intensas. Quem já não testemunhou uma criança com raiva? É sempre bom lembrar que o motivo para desencadear a raiva pode ser, na visão do adulto, banal. Mas para a criança, nunca é.
Não faz muito tempo que o trabalho com as emoções das crianças tem sido considerado parte importante da formação delas, tanto para a família quanto para a escola. Expressões como “inteligência emocional” e “habilidades socioemocionais” já soam familiares a pais e educadores profissionais e até são consideradas prioridade nos tempos atuais.
O que acontece no momento em que a criança apresenta uma crise de birra, por exemplo? As emoções tomam conta dela a tal ponto que se descontrola globalmente. O que era emoção vai ao ato e se transforma em comportamento raivoso.
Hoje, não é incomum observarmos isso em adultos, inclusive. Aí está: as emoções não precisam, necessariamente, se transformar em atos. Mas para que isso possa acontecer é preciso um aprendizado.
Uma criança bem pequena sente raiva do irmão que acabou de nascer e rouba o tempo da mãe, que antes era só dela; a reação foi a de tentar bater no bebê. A mãe, atenta, interveio antes que o ato ocorresse e disse à filha: “Você está com ciúme e raiva de seu irmão, mas não pode bater nele.
Quando isso acontecer novamente, bate nesta almofada”.
Genial a reação dessa mãe, por dois motivos: primeiro, traduziu em palavras as emoções que a filha, de 2 anos, estava experimentando, o que colabora para o autoconhecimento; segundo, porque intuiu que nessa idade ainda é difícil conter uma reação comportamental, ou seja, controlar-se, por isso ela trocou o objeto para diminuir o risco de a filha tentar bater no bebê. Para ela, funcionou.
Em qualquer ação educativa, é preciso respeitar a criança e/ou o adolescente e agir de modo digno, justo e amoroso com os mais novos.
(Rosely Sayão. O Estado de S.Paulo, 30 de abril de 2023. Adaptado)
As formas verbais em destaque nas frases estão corretamente empregadas, de acordo com a norma-padrão, em:
ASe as mães manterem a calma, as crianças ficarão mais tranquilas.
BOs profissionais conteram a emoção ao ver a reação da criança.
CSe os pais virem atitudes estranhas nos filhos, devem pesquisar a causa.
DQuando os problemas sobrevirem, será hora de tentar solucioná-los.
EMuitos pais veem nos consultar sobre o comportamento de seus filhos.
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GabaritoC — Se os pais virem atitudes estranhas nos filhos, devem pesquisar a causa.
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Conjugação de verbos irregulares: futuro do subjuntivo e pretérito perfeito
Gabarito: letra C. A única frase com as formas verbais corretamente empregadas é a C: "Se os pais virem atitudes estranhas nos filhos, devem pesquisar a causa." O verbo ver no futuro do subjuntivo é "virem" (3ª pessoa do plural), forma correta e adequada à estrutura condicional com "se". As demais alternativas apresentam erros de conjugação: A troca "mantiverem" por "manterem"; B usa "conteram" em vez de "contiveram"; D emprega "sobrevirem" no lugar de "sobrevierem"; E mistura "veem" com o infinitivo "consultar" de forma incorreta.
O comando
A questão pede que você identifique a alternativa em que as formas verbais estão corretamente empregadas, de acordo com a norma-padrão. Isso significa que você deve avaliar a conjugação de cada verbo destacado, considerando o tempo e o modo exigidos pelo contexto. Não se trata de interpretação de texto, mas de conhecimento gramatical sobre a flexão verbal.
O texto-base
O texto de Rosely Sayão fala sobre a educação emocional das crianças, mas não é diretamente relevante para a resolução desta questão. A questão é de gramática normativa e testa a conjugação de verbos irregulares. O texto serve apenas como contexto temático, mas a resposta depende exclusivamente da correção das formas verbais nas frases apresentadas.
A técnica: conjugação de verbos irregulares
A chave para resolver esta questão é conhecer a conjugação de verbos irregulares, especialmente no futuro do subjuntivo e no pretérito perfeito do indicativo. Verbos como ver, ter, vir, pôr e seus derivados (manter, conter, sobrevir, etc.) seguem padrões específicos que precisam ser memorizados.
Futuro do subjuntivo: usado em orações condicionais (com "se") e temporais (com "quando"). Forma-se a partir da 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, retirando-se a terminação -am e acrescentando as desinências do futuro do subjuntivo. Exemplo: eles viram → virem; eles tiveram → tiverem; eles vieram → vierem; eles puseram → puserem.
Pretérito perfeito do indicativo: verbos derivados de ter (manter, conter, reter) e de vir (intervir, sobrevir) seguem a conjugação do verbo primitivo. Exemplo: eles tiveram → mantiveram, contiveram; eles vieram → intervieram, sobrevieram.
Futuro do subjuntivo: Formação (3ª pessoa do plural do pretérito perfeito, Retira -am e acrescenta desinências); Exemplos (viram → virem, tiveram → tiverem, vieram → vierem, puseram → puserem); Verbos derivados de ter/vir (Seguem o verbo primitivo, manter → mantiverem, conter → contiverem, sobrevir → sobrevierem)
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Se as mães manterem a calma, as crianças ficarão mais tranquilas."
O verbo manter é derivado de ter. No futuro do subjuntivo, a forma correta é "mantiverem", não "manterem". A forma "manterem" é o infinitivo pessoal, que não se usa em orações condicionais com "se". O erro é de conjugação: trocou a forma do futuro do subjuntivo pela do infinitivo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Os profissionais conteram a emoção ao ver a reação da criança."
O verbo conter é derivado de ter. No pretérito perfeito do indicativo, a forma correta é "contiveram", não "conteram". A forma "conteram" não existe na conjugação padrão; o correto segue o modelo de ter: eles tiveram → contiveram. O erro é de conjugação: usou uma forma inexistente.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Se os pais virem atitudes estranhas nos filhos, devem pesquisar a causa."
O verbo ver no futuro do subjuntivo é "virem" (3ª pessoa do plural). A forma está correta e adequada à estrutura condicional com "se". A conjugação segue o padrão: eles viram (pretérito perfeito) → virem (futuro do subjuntivo). Não há erro de conjugação, tempo ou modo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Quando os problemas sobrevirem, será hora de tentar solucioná-los."
O verbo sobrevir é derivado de vir. No futuro do subjuntivo, a forma correta é "sobrevierem", não "sobrevirem". A conjugação segue o modelo de vir: eles vieram → vierem; portanto, sobrevierem. O erro é de conjugação: usou a forma do verbo ver (virem) em vez da do verbo vir (vierem).
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Muitos pais veem nos consultar sobre o comportamento de seus filhos."
O verbo ver está conjugado corretamente no presente do indicativo (veem), mas a construção "veem nos consultar" está incorreta. O correto seria "veem nos consultar"? Não: a regência do verbo ver exige objeto direto, não preposição. A forma adequada seria "veem os filhos consultar" ou "veem seus filhos consultar". O erro é de regência: usou a preposição "nos" indevidamente, além de misturar a conjugação com o infinitivo de forma inadequada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre verbos derivados de ter e vir (manter, conter, sobrevir) e a forma do futuro do subjuntivo. Decore o padrão: tiveram → tiverem, vieram → vierem, puseram → puserem.
PEGA ESSA DICA!
Para o futuro do subjuntivo, sempre parta da 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo. Se o verbo é derivado de ter ou vir, a conjugação segue o verbo primitivo.
Gabarito: letra C — a única frase com as formas verbais corretamente empregadas, de acordo com a norma-padrão.