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Questão de Português — Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) — VUNESP 2023

PortuguêsRegência Nominal e Verbal (Casos Gerais)
Código
vu183609
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Jaguariúna
Ano
2023
Cargo
AFT (Jaguariúna)

Custo do desemprego de longo prazo

 

A redução contínua da taxa de desemprego e a recuperação persistente da renda real média obtida pelas pessoas ocupadas são os indicadores mais marcantes da melhora notável do mercado de trabalho nos últimos meses. A persistência de altos índices de trabalho informal, de subutilização da força de trabalho e de pessoas desalentadas, de outro lado, aponta para uma perda de qualidade nessa recuperação. À margem dessas duas tendências mais notórias da evolução recente do mercado de trabalho, há outro dado mais preocupante. Um número muito grande de brasileiros busca uma ocupação há muito tempo, mas não a encontra. Mantém- -se muito alta a taxa de desemprego de longo prazo. É uma espécie de doença estrutural do mercado de trabalho que o País não tem conseguido combater.

 

Nota técnica da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, elaborada em agosto do ano passado, mostra que os desempregados de longo prazo representavam 1,2% da força de trabalho em 2014 e atingiram 3,2% em 2019. O grupo é formado predominantemente por mulheres, jovens e com ensino médio completo.

 

Além de ser fonte de um problema humanitário sintetizado no fato de uma pessoa em idade de trabalhar e apta para ter uma ocupação não ter a possibilidade de auferir renda para si e para sua família, o desemprego de longo prazo tem consequências econômicas de peso. Quanto mais tempo uma pessoa fica desempregada, maior será a perda de capital humano, pois habilidades e capacidade para aprendizado de tarefas novas podem ser perdidas e menores serão as chances de sua recolocação no mercado.

 

(https://opiniao.estadao.com.br. Adaptado)

Texto

   

Em conformidade com a norma-padrão de regência, nas passagens – É uma espécie de doença estrutural do mercado de trabalho que o País não tem conseguido combater. – e – … e apta para ter uma ocupação… –, as sequências destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:

  1. Aem que o país não tem conseguido se desvencilhar / com ter uma ocupação.
  2. Bque o país não tem conseguido conviver / de ter uma ocupação.
  3. Cpara que o país não tem conseguido eliminar / em ter uma ocupação.
  4. Dde que o país não tem conseguido fugir / a ter uma ocupação.
  5. Ea que o país não tem conseguido se habituar / ante ter uma ocupação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — de que o país não tem conseguido fugir / a ter uma ocupação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regência nominal e verbal na reescritura de trechos

Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que respeita integralmente a norma-padrão de regência, tanto nominal quanto verbal. No primeiro trecho, o verbo "fugir" rege a preposição de (quem foge, foge de algo), e o pronome relativo "que" deve vir precedido dessa preposição, formando "de que". No segundo trecho, o adjetivo "apto" exige a preposição a (quem é apto, é apto a algo), formando "a ter". A banca testa exatamente o domínio dessas duas regências específicas.

O comando da questão

O enunciado pede uma substituição das sequências destacadas por outras que mantenham o sentido e, principalmente, que estejam "em conformidade com a norma-padrão de regência". Isso significa que a questão não é de interpretação de texto, mas de gramática normativa aplicada ao texto: você precisa identificar a regência exigida pelos termos "combater" (no primeiro trecho) e "apta" (no segundo trecho) e, em seguida, verificar qual alternativa apresenta a preposição correta antes do pronome relativo ou do verbo.

A regência que decide a questão

1º trecho: "É uma espécie de doença estrutural do mercado de trabalho que o País não tem conseguido combater."

Aqui, o pronome relativo "que" retoma "doença estrutural" e exerce a função de objeto direto do verbo "combater" (combater algo). O verbo "combater" é transitivo direto, ou seja, não exige preposição. Porém, a alternativa correta não mantém o verbo "combater"; ela o substitui por "fugir", que é transitivo indireto e exige a preposição de (fugir de algo). Assim, o pronome relativo deve ser precedido de "de", formando "de que". A alternativa D traz exatamente isso: "de que o país não tem conseguido fugir".

2º trecho: "... e apta para ter uma ocupação..."

O adjetivo "apto" (no feminino, "apta") rege a preposição a (apto a algo). A norma-padrão consagra a construção "apto a", e não "apto para" ou "apto de". Portanto, a substituição correta é "a ter uma ocupação", como traz a alternativa D.

Análise das alternativas

Regência
  • 1Verbal (1º trecho)
    • Combater (VTD)
      • sem preposição
    • Fugir (VTI)
      • exige "de"
      • "de que"
  • 2Nominal (2º trecho)
    • Apto
      • exige "a"
      • "a ter"
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"em que o país não tem conseguido se desvencilhar / com ter uma ocupação."

Erro: A locução "se desvencilhar" rege a preposição de (desvencilhar-se de algo), não "em". Além disso, "apto" rege a, não "com". A alternativa erra nas duas regências.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"que o país não tem conseguido conviver / de ter uma ocupação."

Erro: O verbo "conviver" rege a preposição com (conviver com algo), não aceita o pronome relativo "que" sem preposição nesse contexto. E "apto" rege a, não "de". A alternativa erra nas duas regências.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"para que o país não tem conseguido eliminar / em ter uma ocupação."

Erro: O verbo "eliminar" é transitivo direto (eliminar algo), portanto o pronome relativo não pode vir precedido de "para". E "apto" rege a, não "em". A alternativa erra nas duas regências.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"de que o país não tem conseguido fugir / a ter uma ocupação."

Correta: O verbo "fugir" rege a preposição de (fugir de algo), formando corretamente "de que". O adjetivo "apto" rege a preposição a, formando corretamente "a ter". As duas regências estão perfeitas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"a que o país não tem conseguido se habituar / ante ter uma ocupação."

Erro: O verbo "se habituar" rege a preposição a (habituar-se a algo), o que tornaria correta a primeira parte. Porém, a segunda parte usa "ante", que é uma preposição com sentido de "diante de", e não a preposição a exigida por "apto". A alternativa erra na segunda regência.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura verbos e adjetivos com regências diferentes para testar se você conhece a regência específica de cada um. A alternativa E é a mais traiçoeira, pois acerta a primeira regência (habituar-se a) e erra a segunda (apto a, não "ante").

NÃO CAIA NESSA!

Ao resolver questões de regência, identifique primeiro o termo que exige a preposição (verbo ou nome) e pergunte: "quem age, age de que forma?" ou "quem é apto, é apto a quê?". Isso evita cair em armadilhas de regências parecidas.

Gabarito: letra D.

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