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Questão de Português — Conjunção — VUNESP 2023

PortuguêsConjunção
Código
vu183865
Banca
VUNESP
Órgão
CIOESTE
Ano
2023
Cargo
Aux Adm ( )

SP define limites pera barulho de obras

 

A Prefeitura de São Paulo estabeleceu limites para emissão de ruídos por obras de construção civil na cidade. Anteriormente, o que havia na capital eram apenas normas que estabeleciam limites para a emissão de ruído em determinadas partes da cidade, variando de acordo com o zoneamento e a hora. Agora, decreto assinado pelo prefeito trata especialmente dos ruídos de obras, com horários decibéis permitidos na construção civil Obras públicas estão excluídas das novas regras.

Pela nova regra, será aceita a emissão de sons e ruídos que chegue até 85 decibéis (dB), entre 7h e 19; e de 59dB, 19h até as 7 h, durante dias úteis. Aos sábados, entre 8h e 14h,o limite é de B5dB, das 14h até as 8h, baixa para 59 dB, nível que deve ser respeitado também nos domingos a feriados.

 

Há uma ressalva: caso a obra tenha o objetivo de evitar um colapso da infraestrutura municipal ou risco à saúde, à vida e à integridade física da população,não há limites de emissão de ruído, independentemente do local ou horário. Além das obras públicas, ficaram fora das novas regras impostas pelo decreto trabalhos relativos à fase de movimentação de terra, fundação, demolição e estrutura, realizadas entre The 19h, de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados; bem como as atividades de carga e descarga, desde que realizadas no per iodo compreendido entre 21 h e meia-noite, de segunda a sexta-feira, exceto nos fins de semana e feriados.

 

A fiscalização da poluição sonora será feita pelos agentes do Programa de Silêncio Urbano (Psiu). Na primeira infração, a multa é de R$10 mil. Caso, no prazo de um ano. a mesma obra desrespeite o decreto, a multa dobra de valor. Na terceira vez. o infrator deve pagar R$ 30 mil e paralisar a construção.

 

O som de duas obras embalou boa parte da quarentena da jornalista Rafaela Martuscelli. Ela reclama dos ruídos das furadeiras e da quebra dos pisos. Por causa do trabalho remoto, Rafaela passa grande parte do dia em reuniões. Mas com a barulheira, ela passou a ficar mais silenciosa. Costuma falar só o básico e responder ao que lhe perguntam. Agora. com as obras, optou por estudar apenas à noite. pois pode se concentrar melhor.

 

(O Estado de S.Paulo, 29 de setembro de 2021. Adaptado).

Observa as passagens:

 

... caso a obra tenha o objetivo de evitar... (3º parágrafo)...  Optou por estudar apenas à noite, pois pode se concentrar melhor. (5º parágrafo)

 

As palavras em destaque estabelecem entre as orações, correta e respectivamente, relação de sentido de:

  1. Acondição e explicação.
  2. Bconclusão e causa.
  3. Cexplicação e conclusão.
  4. Dcondição e oposição.
  5. Econclusão e explicação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — condição e explicação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Relações de sentido: condição e explicação

Gabarito: letra A. A questão pede o valor semântico de duas palavras destacadas: "caso" e "pois". No trecho do 3º parágrafo, "caso" introduz uma condição (hipótese necessária para que algo ocorra); no 5º parágrafo, "pois" estabelece uma explicação (justificativa do fato anterior). A alternativa A — condição e explicação — é a única que nomeia corretamente essas relações, como se comprova nos trechos citados abaixo.

O comando

O enunciado pede que você identifique a relação de sentido que as palavras destacadas estabelecem entre as orações. Isso é uma questão de semântica dos conectivos: não basta saber a classe gramatical (conjunção, locução), é preciso captar o valor lógico que elas imprimem ao período. A banca testa se você reconhece, no contexto, se a relação é de condição, causa, conclusão, oposição etc.

O texto

O texto trata de um decreto municipal que limita o ruído de obras. No 3º parágrafo, há uma ressalva: a obra pode ultrapassar os limites se tiver o objetivo de evitar colapso ou risco à população. A palavra "caso" é uma conjunção condicional — equivale a "se". No 5º parágrafo, a jornalista Rafaela optou por estudar à noite e o texto explica o motivo: "pois pode se concentrar melhor". Aqui, "pois" introduz a justificativa da ação anterior.

A técnica que decide

Para acertar, você precisa dominar dois pontos:

  1. "Caso" é conjunção subordinativa condicional: introduz uma hipótese que, se realizada, permite a ocorrência do fato principal. No trecho, a ressalva é: a obra só fica livre dos limites se tiver o objetivo de evitar colapso ou risco. A relação é de condição.

  1. "Pois" é uma conjunção que pode ser explicativa ou conclusiva, dependendo da posição e do contexto. Quando vem antes do verbo (como aqui: "pois pode se concentrar"), é explicativa — introduz a justificativa do que foi dito antes. Quando vem depois do verbo (ex.: "estudou, pois"), é conclusiva. No trecho, "pois" explica por que Rafaela optou por estudar à noite: porque pode se concentrar melhor. Relação de explicação.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar explicação de conclusão, pergunte: a oração com "pois" justifica o fato anterior (explicação) ou resulta dele (conclusão)? Se justifica, é explicativa; se resulta, é conclusiva.

  1. 1"caso" = condição (equivale a "se")
  2. 2"pois" antes do verbo = explicação
  3. 3"pois" depois do verbo = conclusão
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A está correta porque nomeia exatamente as relações estabelecidas pelas palavras destacadas:

  • "caso"condição: "caso a obra tenha o objetivo de evitar..." — a dispensa dos limites depende dessa hipótese.

  • "pois"explicação: "pois pode se concentrar melhor" — justifica a opção de estudar à noite.

O texto comprova:

"caso a obra tenha o objetivo de evitar um colapso da infraestrutura municipal ou risco à saúde, à vida e à integridade física da população, não há limites de emissão de ruído"

Aqui, "caso" equivale a "se" — condição.

"Optou por estudar apenas à noite, pois pode se concentrar melhor."

Aqui, "pois" explica o motivo da escolha — explicação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B afirma "conclusão e causa". O erro está em classificar "caso" como conclusão — "caso" não conclui nada; ele estabelece uma condição. Além disso, "pois" aqui é explicativo, não causal. Embora explicação e causa sejam próximas, a banca distingue: a explicação justifica uma afirmação (por que ela é verdadeira), enquanto a causa explica um fato (por que ele ocorre). No trecho, "pois" justifica a escolha de Rafaela — é explicação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C inverte a ordem: "explicação e conclusão". O primeiro conectivo ("caso") não é explicativo, é condicional. O segundo ("pois") não é conclusivo, é explicativo. A inversão já elimina a alternativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D afirma "condição e oposição". O primeiro conectivo está correto ("caso" = condição), mas o segundo não: "pois" não estabelece oposição (que seria marcada por "mas", "porém", "contudo"). "Pois" aqui é explicativo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E afirma "conclusão e explicação". O erro está no primeiro conectivo: "caso" não é conclusivo (que seria "logo", "portanto", "por isso"), é condicional. O segundo está correto ("pois" = explicação), mas a alternativa exige os dois corretos.

Conclusão

A questão testa o valor semântico dos conectivos no contexto. Para acertar, lembre-se: "caso" é condicional (equivale a "se") e "pois" antes do verbo é explicativo (justifica). As demais alternativas trocam ou invertem essas relações. Gabarito: letra A.

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