Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) — VUNESP 2023

PortuguêsRegência Nominal e Verbal (Casos Gerais)
Código
vu183956
Banca
VUNESP
Órgão
Pref SP
Ano
2023
Cargo
APPGG ( )

Manter a cidade limpa

 

Criada em 2006, a Lei Cidade Limpa promoveu alterações significativas, para melhor, na paisagem urbana da capital paulista.

 

A publicidade foi retirada do espaço público com a proibição de outdoors e pinturas em fachadas que anunciavam empresas e produtos. A lei também regulou os chamados anúncios indicativos, para identificar as atividades exercidas nas edificações, limitando seus tamanhos e modos de exibição.

 

O resultado foi, de fato, a limpeza da cidade. A ponto de levar muitos paulistanos a estranhar a poluição visual quando em visita a outros municípios. Infelizmente, com o passar dos anos, o diploma foi sendo desrespeitado.

 

Hoje, várias formas de publicidade (de painéis luminosos a cavaletes) voltaram a dar as caras na capital, em flagrante desrespeito às normas da legislação.

 

Em avenidas como Washington Luís e Juscelino Kubitschek, na zona sul, alguns comércios transformaram pavimentos superiores inteiros em vitrines para exibir propaganda em grandes telões. Há também casos de imóveis vazios que alugam o espaço para a publicidade de outras marcas.Telas de LED vendem os lançamentos imobiliários.

 

O reduzido número de fiscais em atuação na cidade é a principal explicação para a falta de controle. Hoje, 289 agentes são responsáveis por observar o cumprimento de 834 normas do município, como as relativas ao comércio ambulante, o Programa Silêncio Urbano (Psiu) e a Lei Cidade Limpa. A medida que criou os cargos, em 1987, previa 1 200 profissionais.

 

A prefeitura alega que na pandemia as fiscalizações enfatizaram o controle sanitário, o que justificaria menor atenção à Lei Cidade Limpa. Com o fim do estado de emergência de saúde pública, autoridades deveriam se dedicar em manter esse patrimônio paulistano.

 

(Editorial; Folha de S.Paulo, 19.07.2023. Adaptado)

Leia o texto para responder à questão.     Assinale a alternativa em que a regência verbal atende à norma-padrão.
  1. AOs cidadãos anseiam com a cidade limpa, por isso se indignaram ante as publicidades em telões.
  2. BA Lei Cidade Limpa foi criada porque as pessoas aspiravam a uma cidade sem poluição visual.
  3. CA população gostou e concorda com a Lei Cidade Limpa, que objetiva ao bem-estar dos cidadãos.
  4. DOs cidadãos paulistanos parecem ter esquecido de que a poluição visual empobrece a cidade.
  5. EOs agentes de fiscalização comunicaram os seus chefes que são poucos para fazer vistorias.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — A Lei Cidade Limpa foi criada porque as pessoas aspiravam a uma cidade sem poluição visual.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regência verbal: o verbo "aspirar" e a norma-padrão

Gabarito: letra B. A alternativa B é a única que respeita a regência verbal exigida pela norma-padrão: o verbo "aspirar", no sentido de desejar, almejar, é transitivo indireto e rege a preposição "a" — por isso "aspiravam a uma cidade sem poluição visual" está correto. As demais alternativas apresentam desvios de regência, como se verá na análise de cada uma.

O comando da questão

O enunciado pede que se assinale a alternativa em que a regência verbal atende à norma-padrão. Isso significa que devemos analisar, em cada frase, se o verbo está empregado com a transitividade e a preposição corretas, conforme a gramática normativa. Não se trata de interpretação de texto, mas de conhecimento gramatical aplicado — o texto-base serve apenas como contexto temático, não como fonte direta da resposta.

A regra que decide a questão

O verbo "aspirar" tem duas regências possíveis, dependendo do sentido:

  • Aspirar = desejar, almejar, pretendertransitivo indireto, rege a preposição "a": aspirar a algo.

  • Aspirar = sorver, inspirar, inalartransitivo direto, sem preposição: aspirar o ar.

Na alternativa B, o sentido é de desejo (as pessoas desejavam uma cidade sem poluição visual), portanto a regência correta é com a preposição "a": "aspiravam a uma cidade sem poluição visual". Isso está perfeitamente de acordo com a norma-padrão.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

O verbo "ansiar" rege a preposição "por" (ansiar por algo), e não "com". A forma correta seria: "Os cidadãos anseiam por uma cidade limpa". Além disso, "se indignaram ante" é construção inadequada; o verbo "indignar-se" rege "com" (indignar-se com algo). Portanto, a alternativa apresenta dois desvios de regência.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como explicado, o verbo "aspirar" no sentido de desejar é transitivo indireto e rege a preposição "a". A frase "as pessoas aspiravam a uma cidade sem poluição visual" está correta. O texto-base confirma o desejo por uma cidade limpa: "A publicidade foi retirada do espaço público com a proibição de outdoors e pinturas em fachadas que anunciavam empresas e produtos" — o que demonstra o anseio por uma cidade sem poluição visual.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O verbo "objetivar" no sentido de ter como objetivo é transitivo direto, sem preposição: "objetiva o bem-estar". A forma "objetiva ao bem-estar" está incorreta. Além disso, "gostou e concorda com" apresenta problema de paralelismo: "gostar" rege "de" (gostar de algo), enquanto "concordar" rege "com" (concordar com algo). A construção correta seria: "A população gostou da lei e concorda com ela".

Alternativa D — ❌ Incorreta

O verbo "esquecer" quando pronominal rege a preposição "de": "esquecer-se de algo". Na frase, "esquecido de que" está correto, mas o verbo "parecer" exige que o sujeito seja "os cidadãos paulistanos" e o complemento seja "ter esquecido". A construção "parecem ter esquecido de que" é aceitável, mas o verbo "esquecer" no sentido de não lembrar também pode ser transitivo direto: "esquecer que". A forma "esquecido de que" é aceita, mas a alternativa apresenta ambiguidade. No entanto, o erro mais claro é que "esquecer" no sentido de não lembrar é transitivo direto, e a forma pronominal "esquecer-se" exige "de". A frase "parecem ter esquecido de que" é gramaticalmente aceitável, mas a banca considera incorreta por exigir "esquecer que" (sem a preposição). Portanto, a alternativa está incorreta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O verbo "comunicar" é transitivo direto e indireto: comunica-se algo a alguém. Na frase, "comunicaram os seus chefes que são poucos" está incorreto, pois falta a preposição "a": "comunicaram aos seus chefes que são poucos". A construção correta seria: "Os agentes de fiscalização comunicaram aos seus chefes que são poucos para fazer vistorias".

Conclusão

A alternativa B é a única que apresenta regência verbal correta, pois o verbo "aspirar" no sentido de desejar rege a preposição "a". As demais alternativas apresentam desvios de regência, como o uso incorreto de preposições ou a falta delas. Portanto, o gabarito é a letra B.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar regência verbal, identifique primeiro o sentido do verbo no contexto. Verbos como "aspirar", "assistir", "visar" têm regências diferentes conforme o significado. Memorize as preposições exigidas por cada verbo e verifique se a frase segue a norma-padrão.

Gabarito: letra B

Link permanente: /questoes/vu183956