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Questão de Português — Frase, Oração e Período — VUNESP 2023

PortuguêsFrase, Oração e Período
Código
vu184002
Banca
VUNESP
Órgão
EsFCEx
Ano
2023
Cargo
CF/CM ( )

Leia o texto, para responder a questão.

 

ChatGPT ajuda a criar roteiro criativo de viagem

 

Planejar uma viagem pode ser uma tarefa desafiadora. Os guias, por sua natureza, mandam todos os leitores para os mesmos destinos. E as pesquisas na web podem ter como resultado dados confusos e inúteis. Mas, alguns viajantes que são fãs de tecnologia estão tendo sucesso recorrendo aos chatbots de inteligência artificial, como o ChatGPT e o Bard, para se inspirar e planejar as férias, tratando esses serviços como agentes de viagens gratuitos e sob demanda.

 

Alpa Patel, uma viajante ávida que vive na cidade de Nova Iorque, gostou da ideia de usar o ChatGPT porque ele oferece uma lista muito clara às pessoas. Ela está planejando uma viagem com a família para Edimburgo, na Escócia, no verão. Depois de ficar frustrada com a mesmice de sempre dos sites de viagens que aparecem no Google, Alpa teve uma ideia: que tal pedir alguns conselhos ao ChatGPT?

 

Ela perguntou de forma bem específica pelos passeios de um dia, adequados quando se tem um filho que enjoa ao andar de carro. Portanto, ela achava que não seria viável passar horas dentro de um carro para chegar a seu destino. Em resposta, o ChatGPT sugeriu a ela algumas opções nas quais ela poderia deslocar-se de trem.

 

(Disponível em: estadão.com.br. Acesso em: 26.06.2023. Adaptado)

Observando-se a relação de subordinação da oração destacada no primeiro parágrafo – Planejar uma viagem –, constata-se que ela tem equivalente de função na oração que se destaca em:

  1. AOpções nas quais ela poderia deslocar-se de trem. (3º parágrafo)
  2. B… enjoa ao andar de carro... (3º parágrafo)
  3. C… não seria viável passar horas dentro de um carro. (3º parágrafo)
  4. D… recorrendo aos chatbots [...] para se inspirar… (1º parágrafo)
  5. E… gostou da ideia de usar o ChatGPT… (2º parágrafo)
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — … não seria viável passar horas dentro de um carro. (3º parágrafo)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Orações subordinadas substantivas: função de sujeito

Gabarito: letra C. A oração destacada “Planejar uma viagem” é uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, pois exerce a função de sujeito do verbo “pode ser” (Planejar uma viagem pode ser uma tarefa desafiadora). A alternativa que apresenta oração com equivalente função é a C, em que “passar horas dentro de um carro” também é sujeito do verbo “seria” (não seria viável passar horas dentro de um carro). Como se lê no 3º parágrafo: “ela achava que não seria viável passar horas dentro de um carro” — a oração sublinhada é o sujeito de “seria”.

O comando pede que se observe a relação de subordinação da oração destacada no primeiro parágrafo e se encontre, entre as alternativas, a oração que exerce função sintática equivalente. Isso é uma questão de análise sintática de orações subordinadas substantivas, não de interpretação de sentido. A palavra-chave é função: precisamos identificar qual papel a oração “Planejar uma viagem” desempenha na oração principal e, depois, testar cada alternativa para ver qual desempenha o mesmo papel.

No período “Planejar uma viagem pode ser uma tarefa desafiadora”, temos:

  • Oração principal: “pode ser uma tarefa desafiadora”

  • Oração subordinada: “Planejar uma viagem” (reduzida de infinitivo)

A oração subordinada é o sujeito do verbo “pode ser”. Para confirmar, basta substituí-la por um pronome: “Isso pode ser uma tarefa desafiadora”. Como “isso” é um pronome substantivo e exerce a função de sujeito, a oração que o substitui também é sujeito. Trata-se de uma oração subordinada substantiva subjetiva.

Agora, vamos testar cada alternativa com o mesmo método: substituir a oração destacada por “isso” e verificar se ela funciona como sujeito do verbo da oração principal.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A oração “Opções nas quais ela poderia deslocar-se de trem” é uma oração subordinada adjetiva restritiva, introduzida pelo pronome relativo “nas quais”. Ela exerce função de adjunto adnominal do substantivo “opções”, não de sujeito. O erro é de troca de conceito: a banca oferece uma oração adjetiva (que caracteriza um nome) para confundir com a subjetiva (que é o sujeito do verbo).

Alternativa B — ❌ Incorreta

A oração “enjoa ao andar de carro” é uma oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo (“ao andar” = “quando anda”). Ela expressa circunstância de tempo e exerce função de adjunto adverbial, não de sujeito. O erro é de troca de conceito: a banca oferece uma oração adverbial (que modifica o verbo “enjoa”) para confundir com a subjetiva.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A oração “passar horas dentro de um carro” é uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo. No período “não seria viável passar horas dentro de um carro”, ela é o sujeito do verbo “seria”. Para confirmar: “Isso não seria viável”. Assim como “Planejar uma viagem” é sujeito de “pode ser”, “passar horas dentro de um carro” é sujeito de “seria”. A função sintática é idêntica: ambas são sujeito de seus respectivos verbos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A oração “recorrendo aos chatbots [...] para se inspirar” é uma oração subordinada adverbial final reduzida de gerúndio (“recorrendo” = “ao recorrer”) e a locução “para se inspirar” é uma oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo. Ambas expressam finalidade e exercem função de adjunto adverbial, não de sujeito. O erro é de troca de conceito: a banca oferece orações adverbiais (que indicam circunstância) para confundir com a subjetiva.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A oração “gostou da ideia de usar o ChatGPT” é a oração principal do período, e “de usar o ChatGPT” é uma oração subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo, pois completa o sentido do nome “ideia”. Ela exerce função de complemento nominal, não de sujeito. O erro é de troca de conceito: a banca oferece uma oração completiva nominal (que complementa um nome) para confundir com a subjetiva.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura orações subordinadas de tipos diferentes (adjetiva, adverbial, completiva nominal) para testar se o candidato reconhece a função sintática de cada uma. A chave é sempre substituir a oração por “isso”: se “isso” for o sujeito do verbo, a oração é subjetiva.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar orações subordinadas substantivas, pergunte: “o que o verbo da oração principal pede?”. Se a oração responde à pergunta “o que é ...?” ou “o que ...?”, ela é o sujeito. Ex.: “Planejar uma viagem pode ser ...” → “o que pode ser?” → “planejar uma viagem”.

Conclusão: a oração “Planejar uma viagem” é sujeito do verbo “pode ser”. A única alternativa que apresenta oração com a mesma função é a C, em que “passar horas dentro de um carro” também é sujeito do verbo “seria”. As demais alternativas apresentam orações com funções diferentes (adjetiva, adverbial, completiva nominal), o que as torna incorretas.

Gabarito: letra C

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