De acordo com o contexto e com a norma-padrão de regência, a última fala de Filomena pode ser reescrita da seguinte forma:
AContudo, não se restrinja ao plano de ganhar na Mega-Sena. Isso não vale!
BAlém disso, não dependa com o plano de ganhar na Mega-Sena. Isso não vale!
CAfinal, não insista ao plano de ganhar na Mega-Sena. Isso não vale!
DCá entre nós, não fique confiante com ganhar na Mega-Sena. Isso não vale!
EEventualmente, não seja crédula em ganhar na Mega-Sena. Isso não vale!
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — Contudo, não se restrinja ao plano de ganhar na Mega-Sena. Isso não vale!
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Reescrita com regência correta: "restringir-se a" e "plano de"
Gabarito: letra A. A alternativa A é a única que respeita a regência nominal e verbal exigida pela norma-padrão: o verbo pronominal "restringir-se" rege a preposição "a" (restringir-se a algo), e o substantivo "plano" rege a preposição "de" (plano de ganhar). As demais alternativas usam preposições inadequadas, como "dependa com", "insista ao", "confiante com" e "crédula em", que violam a regência culta.
O comando pede uma reescrita da última fala de Filomena, mantendo o sentido e adequando-se à norma-padrão de regência. Isso significa que a resposta deve preservar a ideia original (um conselho para não se limitar ao plano de ganhar na Mega-Sena) e, ao mesmo tempo, empregar corretamente as preposições exigidas pelos verbos e nomes. Não se trata de interpretação de sentido, mas de correção gramatical — o foco está na regência.
No texto, Filomena diz algo como "não se restrinja ao plano de ganhar na Mega-Sena" — a forma original já traz a regência correta: "restringir-se a" (verbo transitivo indireto pronominal) e "plano de" (substantivo que exige a preposição "de"). A reescrita deve manter essa estrutura, apenas ajustando o conectivo inicial ("Contudo") para preservar a relação de oposição com a fala anterior.
A técnica para resolver é simples: teste a regência de cada verbo/nome nas alternativas. Pergunte: "qual preposição este verbo exige?" e "qual preposição este nome exige?". Se a preposição estiver errada, a alternativa está errada, mesmo que o sentido seja próximo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a preposição correta por outra que parece aceitável no uso coloquial, mas que é inadequada na norma culta. Por exemplo, "dependa com" (B) e "insista ao" (C) são erros clássicos de regência.
PEGA ESSA DICA!
Decore as regências mais cobradas: restringir-se a, depender de, insistir em, confiar em, ser crédulo em. Quando a questão pedir reescrita, confira a preposição de cada termo.
A alternativa A usa "restringir-se ao plano" — o verbo "restringir-se" exige a preposição "a" (restringir-se a algo), e o substantivo "plano" exige a preposição "de" (plano de ganhar). A contração "ao" = "a + o" está correta. O conectivo "Contudo" mantém a ideia de oposição, coerente com o contexto. Portanto, é a única reescrita gramaticalmente perfeita.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro de regência verbal: o verbo "depender" exige a preposição "de" (depender de algo), não "com". "Dependa com o plano" é um erro claro de regência. Além disso, o conectivo "Além disso" acrescenta uma ideia de adição, que pode não ser a mais adequada ao contexto de oposição, mas o erro principal é a preposição.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro de regência verbal: o verbo "insistir" exige a preposição "em" (insistir em algo), não "a". "Insista ao plano" está incorreto. O conectivo "Afinal" também pode não preservar a relação de oposição, mas o erro de regência já desqualifica a alternativa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro de regência nominal: o adjetivo "confiante" exige a preposição "em" (confiante em algo), não "com". "Confiante com ganhar" está incorreto. Além disso, "ficar confiante" muda o sentido original (não se trata de confiança, mas de restrição).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro de regência nominal: o adjetivo "crédula" exige a preposição "em" (crédula em algo), não "em"? Na verdade, "crédula em" seria correto, mas a alternativa usa "crédula em ganhar" — o problema é que "crédula" tem sentido de "que acredita facilmente", o que altera o sentido do conselho original (não é sobre acreditar, mas sobre não se limitar). Além disso, o conectivo "Eventualmente" não preserva a relação de oposição. O erro principal é a troca de sentido.
Conclusão: a única alternativa que mantém o sentido e respeita a regência é a letra A. Ao reescrever, confira sempre a preposição exigida pelo verbo e pelo nome — é o critério que separa a correta das demais.