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Questão de Português — Conjunção — VUNESP 2023

PortuguêsConjunção
Código
vu184106
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Guararapes
Ano
2023
Cargo
Ag ( )

Imagem associada para resolução da questão

(Fernando Gonsales. Níquel náusea: um tigre, dois tigres, três tigres. São Paulo: Devir, 2009)

 

Na frase – “E tem um cara que parece outro, mas você sabe que é o cara?” (3º quadro) –, o termo em destaque introduz uma ideia de

  1. Aoposição.
  2. Bconcessão.
  3. Cadição.
  4. Dconclusão.
  5. Eexplicação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — oposição.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O valor semântico do "mas" na tirinha

Gabarito: letra A. Na frase “E tem um cara que parece outro, mas você sabe que é o cara?”, o termo destacado introduz uma ideia de oposição — o "mas" é uma conjunção coordenativa adversativa, que estabelece contraste entre as duas orações: a primeira afirma que o cara "parece outro", e a segunda contrapõe que, apesar disso, "você sabe que é o cara". A relação é de contradição parcial entre as ideias, típica do "mas".

"E tem um cara que parece outro, mas você sabe que é o cara?"

A conjunção "mas" liga duas orações coordenadas, opondo a aparência (parece outro) ao conhecimento (você sabe que é o cara). Não há concessão, porque a concessão exige um conectivo como "embora", "ainda que", "apesar de" — que introduzem uma ressalva que não invalida a ideia principal. Aqui, o "mas" simplesmente contrapõe duas informações.

O comando

A questão pede para identificar a ideia que o termo destacado introduz. Isso é uma questão de semântica do conectivo: não se pergunta a classe gramatical, mas o valor relacional que a conjunção estabelece entre as orações. É preciso analisar o contexto, não apenas decorar a lista de conjunções.

O texto

A tirinha do Níquel Náusea apresenta uma situação em que um personagem pergunta sobre um "cara que parece outro". A frase-chave é a pergunta do 3º quadro. O movimento argumentativo é: há uma aparência (parece outro) e, em oposição, um conhecimento (você sabe que é o cara). O "mas" marca exatamente essa contraposição.

A técnica

Para resolver, pergunte: que relação lógica o conectivo estabelece entre as orações? O "mas" é a conjunção adversativa por excelência, indicando oposição, contraste, quebra de expectativa. Veja a diferença:

Conectivo

Valor

Exemplo

mas

oposição (adversativa)

"Parece outro, mas é o cara."

embora

concessão (ressalva)

"Embora pareça outro, é o cara."

Na concessão, há uma ideia de que a ressalva não impede a realização do fato principal; na oposição, há um contraste direto entre as ideias. No trecho, o "mas" contrapõe "parece outro" a "você sabe que é o cara" — não há ressalva, há oposição.

Análise das alternativas

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O "mas" é conjunção coordenativa adversativa e introduz oposição entre as orações. O texto comprova: a primeira oração afirma uma aparência, a segunda a contrapõe com um conhecimento. A relação é de contraste, exatamente o valor de "mas".

Alternativa B — ❌ Incorreta

Concessão seria expressa por "embora", "ainda que", "apesar de". A concessão traz uma ressalva que não invalida a ideia principal, mas aqui o "mas" não faz ressalva — faz contraposição direta. A banca tenta confundir o candidato que associa "mas" a uma quebra de expectativa, mas a quebra de expectativa é justamente o traço da oposição, não da concessão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Adição seria expressa por "e", "nem", "também". O "mas" não soma ideias; ele as contrapõe. Se fosse adição, a frase seria "parece outro e você sabe que é o cara" — mas o sentido mudaria, pois não haveria contraste.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Conclusão seria expressa por "logo", "portanto", "por isso". O "mas" não conclui nada; ele apenas opõe duas informações. A conclusão viria após uma premissa, o que não ocorre aqui.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Explicação seria expressa por "porque", "pois" (explicativo). O "mas" não explica; ele contrasta. A segunda oração não explica a primeira, mas a contrapõe.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre oposição e concessão. Lembre-se: "mas" é adversativa (oposição); "embora" é concessiva. Se o conectivo puder ser substituído por "porém", é oposição; se por "embora", é concessão.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar o valor de uma conjunção, substitua-a por outra de valor conhecido e veja se o sentido se mantém. "Mas" = "porém" → oposição. Se "embora" mantivesse o sentido, seria concessão.

Gabarito: letra A — o "mas" introduz oposição, pois contrapõe a aparência ao conhecimento, como se lê no trecho citado.

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