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Questão de Português — Advérbio — VUNESP 2023

PortuguêsAdvérbio
Código
vu184110
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Guararapes
Ano
2023
Cargo
Prof (Guararapes)

As recentes mortes por febre maculosa, confirmadas nos últimos dias, levantaram um alerta entre todos aqueles que amam os esportes de natureza, em especial os que buscam montanhas, trilhas e cachoeiras por esse Brasilzão afora. Não porque a doença e seu transmissor, o carrapato, sejam algo inédito, mas porque o fato de três pessoas terem se infectado em um único lugar em um evento realizado na área rural de Campinas, a pouco mais de uma hora de São Paulo, obriga-nos a recordar que este é, sim, um problema dos mais sérios que temos para enfrentar, e ao qual em geral se dá pouca importância.

 

Para alertar os incautos a respeito dos riscos da febre maculosa e dos cuidados que devem ser tomados pelos montanhistas, o Clube Alpino Brasileiro está fazendo uma campanha de esclarecimento em suas redes sociais. As precauções detalhadas serão apresentadas já nos cursos básicos de montanhismo.

 

E foi para saber mais sobre o que é e como evitar a febre maculosa que o blog foi conversar com Tânia Chaves, médica infectologista. Ela ressaltou que, apesar de os três casos terem ocorrido em um mesmo lugar e período, não se pode falar em surto ou expansão atípica da infecção.

 

“De acordo com os dados epidemiológicos do país relativos ao período entre 2007 e 2023, não observamos aumento alarmante das infecções, que somaram 574 óbitos nesses 16 anos”, conta ela, lembrando que, “por se tratar de doença grave e de notificação compulsória, exige que estejamos todos em alerta, principalmente os viajantes que praticam trilhas ecológicas neste período do ano”.

 

Ela lembra que a doença tem maior incidência nas regiões Sudeste e Sul e que desde a década de 1980 os primeiros casos foram descritos no estado de São Paulo, principalmente nas regiões de Campinas e Piracicaba. E que “é mais comum entre os meses de maio a novembro, período mais seco, em que predominam as formas jovens do carrapato, conhecidas como micuins, que também transmitem a doença”.

 

(Luiza Pastor. Em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/ e-logo-ali/2023/06/carrapato-o-/vilao-da-temporada -de-inverno.shtml. Acesso: 19/06/2023. Adaptado)

No trecho  − ... este é, sim, um problema dos mais sérios que temos para enfrentar... −, a expressão em destaque foi empregada para

  1. Aenfatizar uma opinião.
  2. Bapresentar uma pesquisa.
  3. Catenuar uma ideia.
  4. Dexpressar uma dúvida.
  5. Eapontar uma sugestão.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — enfatizar uma opinião.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Valor semântico da expressão "sim" no texto

Gabarito: letra A. A expressão "sim" no trecho "este é, sim, um problema dos mais sérios" foi empregada para enfatizar uma opinião — a do autor de que a febre maculosa é um problema sério. O "sim" aqui não responde a uma pergunta; ele reforça a afirmação, dando-lhe peso e convicção. Como se lê no 1º parágrafo: "obriga-nos a recordar que este é, sim, um problema dos mais sérios que temos para enfrentar".

O comando

A questão pergunta para que a expressão destacada foi empregada — ou seja, qual é a função semântica dela no contexto. Não se trata de gramática isolada (classificar o advérbio), mas de interpretação: que efeito de sentido o autor produziu ao inserir o "sim" entre vírgulas? Esse tipo de questão exige que você leia o trecho dentro do parágrafo e perceba a intenção comunicativa.

O texto

O texto abre com um alerta sobre as mortes por febre maculosa e, logo no primeiro parágrafo, o autor emite um juízo de valor: a doença é um problema sério e negligenciado. A frase completa é:

"...obriga-nos a recordar que este é, sim, um problema dos mais sérios que temos para enfrentar, e ao qual em geral se dá pouca importância."

Repare: o autor não está apenas informando um fato; ele está defendendo uma opinião — a de que o problema é grave e pouco valorizado. O "sim" entra exatamente para reforçar essa opinião, como se dissesse "não tenha dúvida: é sério mesmo". É um recurso de ênfase.

A técnica que decide

A palavra "sim" é, em sua origem, um advérbio de afirmação. Mas, no contexto, ela não está respondendo a uma pergunta (ninguém perguntou "é um problema sério?"). Ela está intensificando a afirmação já feita. Compare:

  • Sem o "sim": "este é um problema dos mais sérios" — afirmação neutra.

  • Com o "sim": "este é, sim, um problema dos mais sérios" — afirmação reforçada, com tom de convicção.

Esse uso é típico da língua falada e escrita para dar destaque a uma ideia, muitas vezes antecipando uma possível objeção do leitor ("alguém pode achar que não é tão sério, mas é, sim").

Análise das alternativas

1Enfatiza opinião (gabarito)
2Apresenta pesquisa
3Atenua ideia
4Expressa dúvida
5Aponta sugestão
Valor do "sim" enfático
LEVELsoulevel.com.br
Valor do "sim" enfático: Enfatiza opinião (gabarito); Apresenta pesquisa; Atenua ideia; Expressa dúvida; Aponta sugestão

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A está correta porque o "sim" enfatiza a opinião do autor. O trecho "este é, sim, um problema dos mais sérios" é uma avaliação subjetiva — a palavra "sérios" já carrega um juízo de valor — e o "sim" a reforça, dando-lhe mais peso. Não há outro uso possível no contexto: não é resposta, não é concessão, é puro realce.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B erra ao dizer que a expressão foi usada para apresentar uma pesquisa. O texto menciona dados epidemiológicos, mas isso ocorre em outro parágrafo, na fala da médica. No trecho destacado, não há nenhuma referência a pesquisa; há apenas uma opinião do autor. A alternativa tangencia o tema, puxando uma informação que existe no texto, mas não naquele ponto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C erra ao afirmar que o "sim" atenuaria (suavizaria) uma ideia. Na verdade, ocorre o oposto: o "sim" intensifica a afirmação, tornando-a mais forte. Atenuar seria usar expressões como "talvez", "um pouco", "até certo ponto". O "sim" aqui é um reforço, não uma suavização. A alternativa contradiz o efeito real.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D erra ao dizer que a expressão expressa dúvida. O "sim" é uma palavra de afirmação; não há nenhuma marca de incerteza no trecho. Pelo contrário, o autor está certo de sua opinião. Dúvida seria expressa por "talvez", "quem sabe", "não sei se". A alternativa inverte o sentido.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E erra ao afirmar que a expressão aponta uma sugestão. Sugestão seria algo como "devemos", "é preciso", "sugiro que". No trecho, o autor apenas constata e reforça uma opinião; não há nenhum conselho ou proposta. A alternativa extrapola o conteúdo, acrescentando uma ideia que não está no texto.

Fechamento

A regra de ouro: quando a banca perguntar "para que foi empregada determinada expressão", pergunte-se que efeito de sentido ela produz no contexto. O "sim" entre vírgulas é um clássico recurso de ênfase — ele reforça a opinião do autor, não responde, não atenua, não duvida e não sugere. Guarde isso: "sim" enfático = opinião reforçada.

Gabarito: letra A

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