Questão de Português — Crase — VUNESP 2023
- Código
- vu184258
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Pref Guararema
- Ano
- 2023
- Cargo
- Ana ( )
Quilombolas em risco
Em contagem inédita, o censo deste ano apontou que os quilombolas são 1.327.802 no país. Identificada com base em autorreconhecimento, essa população, ainda hoje sob ameaça de violências diversas, é semelhante à de capitais como Belém e Porto Alegre.
Tais comunidades se formaram, nos tempos da colonização, a partir da resistência de negros trazidos à força para cá desde a década de 1570 – em mais de três séculos de escravidão, cerca de 5 milhões vieram do continente africano
Quilombolas estão sujeitos a conflitos pela posse de terras e até a represálias de criminosos como traficantes de drogas. Apenas 12,6% deles, afinal, vivem em territórios oficialmente titulados.
A Bahia, ponto de desembarque de escravos, é o estado com maior número de pessoas dessa população, 397,1 mil; em seguida vem o Maranhão, com 269,1 mil – juntos, os dois concentram pouco mais da metade dos quilombolas no país, enquanto o Nordeste tem 68,2%.
Eles estão presentes em 1.696 dos 5.570 municípios brasileiros (30,4%) e em todas as regiões. Só 326 municípios, porém, dispõem de áreas regularmente delimitadas.
O poder público dispõe pela primeira vez na história de uma contagem desse contingente e de sua distribuição no território nacional. Trata-se de informação preciosa, a ser complementada por mais dados, para a formulação de políticas capazes de mitigar a insegurança fundiária, a pobreza e a violência que ameaçam tais comunidades.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 21.08.2023. Adaptado)
Na passagem – Quilombolas estão sujeitos a conflitos pela posse de terras... –, deve- -se empregar “à” no lugar de “a”, caso a expressão destacada seja substituída por:
- Acontestações frequentes pela posse de terras.
- Bcertas discussões pela posse de terras.
- Cuma falta de entendimento pela posse de terras.
- Ddesentenderem-se pela posse de terras.
- Edivergência pela posse de terras.