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Questão de Português — Crase — VUNESP 2023

PortuguêsCrase
Código
vu184298
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Osasco
Ano
2023
Cargo
Aux Sau Buc ( )
Leia a tira para responder a questão. (Charles M. Schulz. https://www.prateleirasemfim.com.br/posts/tirinha-da-semana/eu-e-minha-comida-tirinha. 16.08.2023) A reescrita livre das falas do menino nos dois primeiros quadros da tira obedece à norma-padrão de regência e de crase em:Imagem associada para resolução da questão
  1. AA proporção que os anos passam, muitos tendemos à uma aproximação... aprendemos a apreciar mais uns aos outros.
  2. BÀ proporção que os anos passam, muitos tendemos à aproximação... aprendemos a apreciar mais uns aos outros.
  3. CA medida que os anos passam, muitos visamos a nos aproximar mais ... aprendemos a apreciar mais uns dos outros.
  4. DÀ medida que os anos passam, muitos tendemos à uma aproximação, aprendemos a nos importar mais uns dos outros.
  5. EÀ medida que os anos passam, muitos visamos à nos aproximar mais ... aprendemos a nos importar mais uns com os outros.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — À proporção que os anos passam, muitos tendemos à aproximação... aprendemos a apreciar mais uns aos outros.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase e regência: a reescrita que respeita a norma-padrão

Gabarito: letra B. A alternativa B é a única que acerta todos os pontos cobrados: usa a locução conjuntiva "à proporção que" (com crase obrigatória, pois é locução feminina), respeita a regência de "tender" (quem tende, tende a algo — preposição "a" + artigo "a" = crase em "à aproximação") e mantém a regência correta de "apreciar" (quem aprecia, aprecia alguém — objeto direto, sem preposição). As demais alternativas erram ao usar "a proporção que" sem crase, "à uma" (crase proibida antes de artigo indefinido), "visar a + verbo" (regência que exige apenas preposição, sem crase) ou "uns dos outros" (regência incorreta).

O comando

A questão pede a reescrita que obedece à norma-padrão de regência e de crase. Isso significa que você deve testar cada alternativa em dois eixos: (1) a regência dos verbos (que preposição eles exigem) e (2) a crase (quando a preposição "a" se funde com o artigo "a" ou com o "a" de locuções). Não é uma questão de interpretação de sentido — é uma questão de gramática normativa aplicada.

O texto

A tira mostra um menino refletindo sobre como, com o passar dos anos, as pessoas tendem a se aproximar e a apreciar mais umas às outras. A reescrita deve preservar esse sentido, mas com a forma culta. O ponto central é a locução conjuntiva proporcional: "à proporção que" (ou "à medida que") — sempre com crase, pois é locução feminina.

A técnica que decide

1. Crase em locuções conjuntivas: "à proporção que" e "à medida que" são locuções conjuntivas proporcionais e sempre levam crase (são formadas por palavra feminina). Por isso, "a proporção que" (sem crase) está errado — como nas alternativas A e C.

2. Regência de "tender": o verbo "tender" é transitivo indireto e exige a preposição "a". Quando o complemento é um substantivo feminino com artigo, ocorre crase: "tender à aproximação". Já "tender a uma aproximação" (com artigo indefinido) não leva crase, pois "uma" não admite artigo definido — por isso "à uma" está errado (alternativas A e D).

3. Regência de "visar": no sentido de "objetivar", "visar" exige a preposição "a". Mas, antes de verbo no infinitivo, não há crase (crase é proibida antes de verbo). Assim, "visamos a nos aproximar" está correto, mas "visamos à nos aproximar" está errado (alternativa E).

4. Regência de "apreciar" e "importar-se": "apreciar" é transitivo direto (apreciar alguém), sem preposição. "Importar-se" exige a preposição "com" (importar-se com alguém). Por isso, "apreciar mais uns aos outros" (com a preposição "a" + artigo "os") está correto, e "importar mais uns com os outros" também está correto — mas "uns dos outros" está errado (alternativas C e D).

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: "A proporção que" sem crase (locução conjuntiva exige crase) e "à uma aproximação" (crase proibida antes de artigo indefinido). Além disso, "apreciar mais uns aos outros" está correto, mas o resto invalida.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta: "À proporção que" (crase correta), "tendemos à aproximação" (regência de tender + crase correta), "apreciar mais uns aos outros" (regência correta). Tudo conforme a norma-padrão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: "A medida que" sem crase (deveria ser "à medida que") e "uns dos outros" (regência errada — o correto é "uns aos outros" ou "uns com os outros").

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: "à uma aproximação" (crase proibida antes de artigo indefinido) e "uns dos outros" (regência errada).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: "visamos à nos aproximar" (crase proibida antes de verbo — o correto é "visamos a nos aproximar"). A parte final "importar mais uns com os outros" está correta, mas o erro de crase invalida.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura três armadilhas: trocar "à proporção que" por "a proporção que" (sem crase), usar "à uma" (crase proibida antes de artigo indefinido) e errar a regência de "visar" (que pede "a" sem crase antes de verbo).

PEGA ESSA DICA!

Desconfie de "à uma" e "à + verbo" — crase antes de artigo indefinido e antes de verbo é sempre proibida. E lembre: locuções conjuntivas femininas ("à medida que", "à proporção que") sempre levam crase.

Gabarito: letra B.

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