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Questão de Português — Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) — VUNESP 2023

PortuguêsRegência Nominal e Verbal (Casos Gerais)
Código
vu184468
Banca
VUNESP
Órgão
Pref SBO
Ano
2023
Cargo
Ag ( )

Com a superexposição do tema bullying nos meios de comunicação, temos a impressão                 se trata de um fenômeno frequente apenas nas escolas. Isso não é verdade. Ele sempre existiu, apenas não havia sido nomeado e estudado como é hoje. É imprescindível citar, aqui, o importante papel da mídia na propagação da discussão desse tema para a população em geral. Se                 redes de televisão, internet ou rádio desde os primórdios, certamente teríamos relatos desse fenômeno datados das eras mais remotas possíveis.    

(Marcos Meier e Jeanine Rolim. Bullying sem blá-blá-blá. Curitiba: Editora Intersaberes, 2013)

Leia o trecho da obra Bullying sem blá - blá – blá para responder à questão.

   

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma- -padrão.

  1. Aque ... houvesse
  2. Bde que ... houvessem
  3. Cque ... houvessem
  4. Dem que ... houvesse
  5. Ede que ... houvesse
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — de que ... houvesse

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regência nominal e verbal: completando as lacunas

Gabarito: letra E. A sequência correta é de que ... houvesse, porque a primeira lacuna exige a preposição de regida pelo substantivo impressão (quem tem impressão, tem impressão de algo), e a segunda lacuna exige o verbo haver no singular, pois, no sentido de "existir", é impessoal e não varia. Como se lê no texto: "temos a impressão de que se trata de um fenômeno frequente apenas nas escolas" e "Se houvesse redes de televisão, internet ou rádio desde os primórdios...".

O comando

A questão pede que você complete as lacunas de acordo com a norma-padrão. Isso significa que você deve aplicar regras de regência (nominal e verbal) e de concordância — não é uma questão de interpretação de sentido, mas de gramática normativa aplicada ao texto. O verbo "completar" indica que você deve escolher a forma que torna o trecho gramaticalmente correto.

O texto e o ponto decisivo

O trecho fala sobre a superexposição do bullying na mídia. A primeira lacuna está na expressão "temos a impressão ___ se trata de um fenômeno...". A palavra impressão rege a preposição de: dizemos "ter impressão de algo". Por isso, o pronome relativo (ou conjunção integrante) deve vir precedido de de: "impressão de que". A segunda lacuna está em "Se ___ redes de televisão, internet ou rádio...". O verbo haver, no sentido de "existir", é impessoal: não tem sujeito e fica sempre na 3ª pessoa do singular. Mesmo que o que "existe" seja plural ("redes de televisão, internet ou rádio"), o verbo permanece no singular: houvesse.

A técnica que decide

Para a primeira lacuna, pergunte: quem tem impressão, tem impressão de quê? A resposta exige a preposição de. Assim, eliminamos as alternativas que trazem apenas "que" (A e C) e a que traz "em que" (D). Para a segunda lacuna, lembre-se da regra de ouro: o verbo haver, quando significa "existir", não tem sujeito e não vai para o plural. Portanto, "houvesse" (singular) é a forma correta, e não "houvessem" (plural). Isso elimina a alternativa B, que traz "houvessem".

Regência de "impressão"
  • 1Quem tem impressão, tem de algo
  • 2Exige preposição "de"
  • 3Correto: "impressão de que"
  • 4Errado: "impressão que" / "impressão em que"
  • 5Verbo "haver" (existir)
    • Impessoal: sem sujeito
    • Fica sempre no singular
    • Correto: "houvesse"
    • Errado: "houvessem"
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa A traz "que ... houvesse". O erro está na primeira lacuna: falta a preposição de exigida pela regência de "impressão". Dizer "temos a impressão que" é um desvio da norma culta, que exige "impressão de que". A segunda lacuna está correta (houvesse), mas a primeira invalida a alternativa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B traz "de que ... houvessem". A primeira lacuna está correta (de que), mas a segunda está errada: "houvessem" é plural, e o verbo haver, no sentido de existir, é impessoal e deve ficar no singular. O sujeito lógico (redes, internet, rádio) não autoriza a flexão plural, pois o verbo não concorda com ele.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C traz "que ... houvessem". Erra nas duas lacunas: falta a preposição de na primeira (o correto é "de que") e o verbo está indevidamente no plural na segunda (o correto é "houvesse").

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D traz "em que ... houvesse". A segunda lacuna está correta, mas a primeira está errada: a preposição em não é regida por "impressão". Dizemos "impressão de", e não "impressão em". A preposição "em" mudaria o sentido e quebraria a regência nominal.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa E traz "de que ... houvesse", que é exatamente o que a norma-padrão exige: "impressão de que" (regência nominal com a preposição de) e "houvesse" (verbo haver impessoal no singular). É a única que acerta as duas lacunas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "que" e "de que" (regência nominal) e entre "houvesse" e "houvessem" (concordância com verbo impessoal). O candidato que não domina a regência de "impressão" ou a impessoalidade do verbo haver cai nas alternativas A, B, C ou D.

PEGA ESSA DICA!

Ao completar lacunas, identifique primeiro a regência do termo anterior (substantivo ou verbo) e depois verifique se o verbo é impessoal (haver no sentido de existir, fazer indicando tempo, etc.). Verbos impessoais não variam em número.

Gabarito: letra E — a única que respeita a regência nominal de "impressão" (de que) e a impessoalidade do verbo haver (houvesse).

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