O cartum tem seu efeito de sentido de humor associado
Aao sentido conotativo de palavras empregadas para propor medidas que evitem enchentes.
Ba um trocadilho para deixar implícito conformismo com a inércia das autoridades.
Ca um jogo de palavras para expressar uma crítica a situações que invariavelmente ocorrem.
Dao sentido conotativo de “alagar”, contrastando com o sentido denotativo de “alegar”.
Ea palavras cujo sentido se assemelha, pelo fato de apresentarem formas semelhantes.
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GabaritoC — a um jogo de palavras para expressar uma crítica a situações que invariavelmente ocorrem.
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O efeito de humor do cartum: o jogo de palavras entre "alagar" e "alegar"
Gabarito: letra C. O efeito de humor do cartum decorre de um jogo de palavras que expressa uma crítica a situações que invariavelmente ocorrem — no caso, as enchentes urbanas. A alternativa C é a única que captura tanto o recurso linguístico (o trocadilho entre "alagar" e "alegar") quanto a intenção crítica do autor, que aponta para a recorrência do problema.
O comando da questão
O enunciado pede que se identifique a que está associado o efeito de sentido de humor do cartum. Isso significa que a resposta deve explicar o mecanismo linguístico que gera o riso, mas também a intenção comunicativa por trás dele. Não basta apontar o trocadilho; é preciso entender o que ele critica. A banca quer que o candidato vá além da superfície e perceba a crítica social embutida no humor.
O texto: o cartum e sua mensagem
O cartum, embora não reproduzido aqui, explora a semelhança sonora entre os verbos "alagar" (inundar) e "alegar" (afirmar, declarar). A piada visual ou textual provavelmente mostra alguém que, diante de uma enchente, "alega" algo — talvez uma desculpa, uma promessa ou uma justificativa — em vez de resolver o problema. O humor nasce exatamente dessa confusão proposital entre as duas palavras, que soam quase iguais, mas têm significados muito diferentes.
A crítica, por sua vez, está na recorrência: as enchentes são um problema que "invariavelmente ocorre" nas cidades brasileiras, e as autoridades, em vez de agir, "alegam" — prometem, justificam, empurram com a barriga. O trocadilho, portanto, não é gratuito: ele serve para denunciar a inércia diante de um problema crônico.
A técnica: o jogo de palavras e a crítica social
O recurso usado é o trocadilho (ou paronomásia), que consiste em aproximar palavras de sonoridade semelhante, mas de sentidos diferentes, para criar um efeito de humor ou de ironia. No cartum, a aproximação entre "alagar" e "alegar" gera o riso, mas o riso é crítico: ele aponta para a contradição entre o que se diz (alega-se) e o que se faz (nada).
A alternativa C acerta ao unir os dois elementos: o jogo de palavras (o trocadilho) e a crítica a situações que invariavelmente ocorrem (as enchentes recorrentes). É exatamente isso que o cartum faz: usa o humor para criticar um problema que se repete.
A alternativa afirma que o humor está associado ao sentido conotativo de palavras empregadas para propor medidas que evitem enchentes. Há dois erros aqui. Primeiro, o cartum não "propõe medidas" — ele critica a falta delas. Segundo, o recurso central não é a conotação (sentido figurado), mas a aproximação sonora entre palavras. A alternativa extrapola o texto ao atribuir uma intenção propositiva que não existe.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa fala em "trocadilho para deixar implícito conformismo com a inércia das autoridades". O trocadilho existe, mas a intenção não é de conformismo — é de crítica. O cartum não se conforma com a inércia; ele a denuncia pelo humor. A alternativa inverte o sentido: troca a crítica pelo conformismo, o que contradiz a mensagem do texto.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa C é a única que sintetiza corretamente o mecanismo e a intenção do cartum: um jogo de palavras (o trocadilho entre "alagar" e "alegar") que expressa uma crítica a situações que invariavelmente ocorrem (as enchentes recorrentes). O humor nasce da aproximação sonora, e a crítica nasce da constatação de que o problema se repete sem solução.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o humor está no sentido conotativo de "alagar" contrastando com o sentido denotativo de "alegar". Há uma confusão conceitual aqui. O contraste não é entre conotação e denotação, mas entre os significados de duas palavras que soam parecidas. "Alagar" e "alegar" são palavras diferentes, com sentidos próprios (denotativos), e o humor vem da confusão sonora entre elas, não de um contraste entre sentido figurado e literal. A alternativa troca o conceito: o que é um jogo de sons vira uma oposição de sentidos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa fala em "palavras cujo sentido se assemelha, pelo fato de apresentarem formas semelhantes". O erro está em dizer que o sentido se assemelha. Na verdade, o que se assemelha é a forma sonora (a pronúncia), não o significado. "Alagar" e "alegar" têm sentidos completamente diferentes; o que as aproxima é o som. A alternativa confunde forma com sentido, o que a torna incorreta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre forma e sentido. O trocadilho se baseia na semelhança sonora (forma), não na semelhança de significado. As alternativas D e E erram exatamente nesse ponto.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre trocadilho, pergunte-se: o humor vem da aproximação sonora ou da oposição de sentidos? No trocadilho, é sempre a primeira. E lembre-se: o humor em cartum quase sempre tem uma função crítica — procure a crítica por trás da piada.
Conclusão: a questão testa a capacidade de identificar o recurso linguístico (o trocadilho) e a intenção comunicativa (a crítica à recorrência das enchentes). A alternativa C é a única que une esses dois elementos. As demais ou extrapolam (A), invertem o sentido (B), confundem conceitos (D) ou erram o mecanismo (E).