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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2023

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu184581
Banca
VUNESP
Órgão
SAME FM
Ano
2023
Cargo
Aux Adm ( )

Imagem associada para resolução da questão

 

(Quino. Mafalda)

 

Assinale a alternativa que descreve, corretamente, os fatos linguísticos.

  1. ANo último quadrinho, a palavra “ISTO” refere-se à avaliação dada pela professora a um aluno que está sempre presente às aulas.
  2. BA expressão do 3º quadrinho – Se eu viesse – está no tempo presente.
  3. CNo 2º quadrinho, substituindo-se a expressão “a gente” por “nós” e mantendo-se o mesmo tempo verbal, tem-se: Nós iremos.
  4. DA palavra “péssimo” é um adjetivo no grau superlativo, assim como a palavra em destaque em – era a avaliação pior da classe.
  5. EA expressão – de vez em quando – expressa sentido de modo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — No último quadrinho, a palavra “ISTO” refere-se à avaliação dada pela professora a um aluno que está sempre presente às aulas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tirinha da Mafalda: referência pronominal e fatos linguísticos

Gabarito: letra A. A alternativa A é a única que descreve corretamente o fato linguístico: no último quadrinho, o pronome demonstrativo “ISTO” retoma a avaliação dada pela professora a um aluno que está sempre presente às aulas — ou seja, a nota “péssimo”. As demais alternativas cometem erros de tempo verbal, de grau do adjetivo ou de valor semântico da locução adverbial.

O comando

A questão pede que você assinale a alternativa que descreve corretamente os fatos linguísticos presentes na tirinha. Isso significa que cada alternativa deve ser conferida com o texto (a tirinha) e com a gramática normativa. Não se trata de interpretar o humor, mas de analisar aspectos objetivos da língua: referência de pronome, tempo verbal, grau de adjetivo, valor de expressão adverbial.

O texto

A tirinha mostra uma cena de sala de aula. A professora pergunta quem falta muito. Um aluno responde: “A gente falta de vez em quando”. Outro aluno diz: “Se eu viesse sempre, seria um aluno nota dez”. No último quadrinho, Mafalda pensa: “ISTO é a avaliação da professora para quem está sempre presente: péssimo!”. A chave está em entender que “ISTO” se refere à avaliação (a nota) que a professora dá a quem nunca falta — e essa avaliação é “péssimo”.

A técnica

Para resolver, você precisa:

  1. Identificar o referente do pronome demonstrativo — no caso, “ISTO” aponta para algo já mencionado ou que será explicado em seguida. No quadrinho, “ISTO” é explicado logo depois: “é a avaliação da professora para quem está sempre presente: péssimo!”. Portanto, refere-se à avaliação.

  2. Conferir tempo e modo verbais — “Se eu viesse” está no pretérito imperfeito do subjuntivo, não no presente. “A gente falta” está no presente do indicativo; substituir por “nós” exigiria “nós faltamos”, não “nós iremos”.

  3. Analisar o grau do adjetivo — “péssimo” é superlativo absoluto sintético; “pior” é comparativo de superioridade, não superlativo.

  4. Verificar o valor semântico da locução adverbial — “de vez em quando” indica tempo (frequência), não modo.

Pronome demonstrativo "ISTO"
  • 1Função catafórica (anuncia)
    • Refere-se à avaliação da professora
    • "péssimo" para quem sempre presente
  • 2Função anafórica (retoma)
    • Algo já mencionado
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

No último quadrinho, a palavra “ISTO” refere-se à avaliação dada pela professora a um aluno que está sempre presente às aulas. O próprio texto explicita:

“ISTO é a avaliação da professora para quem está sempre presente: péssimo!”

O pronome demonstrativo isto é usado para retomar algo que será dito em seguida (função catafórica) ou algo já mencionado (função anafórica). Aqui, ele anuncia a avaliação: “péssimo”. Portanto, a alternativa está correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A expressão do 3º quadrinho – “Se eu viesse” – está no pretérito imperfeito do subjuntivo, não no presente. O presente do subjuntivo seria “se eu venha” (que nem existe nesse contexto). A forma “viesse” indica uma hipótese irreal ou pouco provável no passado/futuro, típica de orações condicionais. A alternativa erra ao afirmar que está no presente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

No 2º quadrinho, a expressão “a gente” é uma forma coloquial de “nós”. Substituindo por “nós” e mantendo o mesmo tempo verbal (presente do indicativo), teríamos “Nós faltamos”, e não “Nós iremos”. A alternativa troca o verbo “faltar” por “ir”, alterando completamente o sentido. Além disso, “iremos” está no futuro do presente, não no presente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A palavra “péssimo” é um adjetivo no superlativo absoluto sintético (péssimo = muito mau). Já a palavra “pior” é o comparativo de superioridade de “mau” (pior = mais mau). Não são equivalentes: o superlativo expressa qualidade em grau máximo, enquanto o comparativo estabelece relação entre dois elementos. Portanto, a alternativa erra ao afirmar que “pior” também é superlativo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A expressão “de vez em quando” indica tempo (frequência), significando “ocasionalmente”, “às vezes”. Não expressa modo (que seria “de modo”, “assim”, “rapidamente”, etc.). A alternativa confunde o valor semântico da locução adverbial.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura várias armadilhas: troca de tempo verbal (B), troca de verbo na substituição (C), confusão entre superlativo e comparativo (D) e valor semântico de locução adverbial (E). A única que exige atenção ao referente do pronome é a correta.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar pronomes demonstrativos, pergunte: “a que termo ele se refere?”. No caso de “isto”, observe se ele anuncia ou retoma algo. Aqui, ele anuncia a avaliação.

Gabarito: letra A.

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