Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2023
Português›Interpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu184674
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Pindamonhangaba
Ano
2023
Cargo
Ana (Pref Pinda)
OIT: desigualdades de gênero no emprego são maiores do que se pensava
Um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que as diferenças entre os gêneros no acesso ao emprego e às condições de trabalho são maiores do que se pensava anteriormente. Um novo indicador, desenvolvido pela OIT, capta todas as pessoas sem emprego que estão interessadas em encontrar um emprego. Por esse motivo, ele reflete um quadro muito mais sombrio da situação das mulheres no mundo do trabalho do que a taxa de desemprego mais comumente usada. O documento “Novos dados esclarecem as diferenças de gênero no mercado de trabalho”, indica que 15% das mulheres em idade produtiva em todo o mundo gostariam de trabalhar, mas não têm emprego, em comparação com 10,5% dos homens.
A lacuna de postos de trabalho é particularmente grave nos países em desenvolvimento, onde a proporção de mulheres incapazes de encontrar uma vaga chega a 24,9% nos países de baixa renda. A taxa correspondente para os homens na mesma categoria é de 16,6%, um nível preocupantemente alto, mas significativamente inferior ao das mulheres.
A análise aponta que as responsabilidades pessoais e familiares, incluindo o trabalho de cuidados não remunerado, afetam desproporcionalmente as mulheres. Essas atividades se tornam um impedimento não apenas para uma contratação, mas também para procurar emprego ativamente ou para estarem disponíveis para trabalhos de última hora.
Leia o texto para responder à questão. A partir dos dados publicados no relatório da OIT, é possível concluir que
Ao acesso ao emprego foi dificultado para as mulheres nos últimos anos em comparação a períodos anteriores.
B24,9% das pessoas desempregadas nos países em desenvolvimento, atualmente, são mulheres.
Cos desequilíbrios de gênero no acesso ao emprego são maiores nos países desenvolvidos.
D15% das mulheres que não conseguem emprego nos países em desenvolvimento estão em idade produtiva.
Eo novo indicador considera como desempregadas um número maior de pessoas quando comparado a outros indicadores.
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GabaritoE — o novo indicador considera como desempregadas um número maior de pessoas quando comparado a outros indicadores.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Interpretação de texto: o novo indicador da OIT e o alcance do desemprego
Gabarito: letra E. A alternativa E é a única inteiramente sustentada pelo texto, pois parafraseia a informação central do primeiro parágrafo: o novo indicador da OIT capta todas as pessoas sem emprego que estão interessadas em encontrar um emprego, enquanto a taxa de desemprego tradicional considera apenas quem procura ativamente. Por isso, ele reflete um quadro mais amplo, incluindo um número maior de pessoas. As demais alternativas ou extrapolam os dados, ou os restringem indevidamente, ou os contradizem.
O comando: compreensão e inferência
O enunciado pede uma conclusão a partir dos dados do relatório. Isso significa que a resposta pode ser uma paráfrase direta (recorrência) ou uma dedução ancorada em pistas do texto (inferência). A alternativa correta, E, é uma paráfrase do trecho que explica o funcionamento do novo indicador. As erradas, como veremos, cometem erros típicos de interpretação: extrapolação (acrescentam dados que o texto não traz), restrição (limitam o alcance de uma afirmação) e contradição (invertem o sentido do que está escrito).
O texto: a tese e o argumento central
O texto tem uma tese clara: as desigualdades de gênero no emprego são maiores do que se pensava. O argumento que sustenta essa tese é a criação de um novo indicador pela OIT, que capta não apenas os desempregados tradicionais, mas também as pessoas que gostariam de trabalhar e não estão empregadas. O texto afirma:
"Um novo indicador, desenvolvido pela OIT, capta todas as pessoas sem emprego que estão interessadas em encontrar um emprego."
Essa é a base da alternativa E: o novo indicador é mais abrangente, pois inclui pessoas que a taxa tradicional de desemprego não contabiliza. O texto também traz dados específicos (15% das mulheres, 10,5% dos homens, 24,9% nos países de baixa renda), mas a questão pede uma conclusão geral, não a repetição de um número isolado.
A técnica: paráfrase e armadilhas
A alternativa correta é uma paráfrase — reescritura fiel de uma ideia do texto, sem acrescentar nem suprimir nada. As erradas cometem erros clássicos:
Extrapolação: acrescentam informações que o texto não traz (ex.: comparação com períodos anteriores, atribuição de 24,9% a todas as pessoas desempregadas).
Restrição: limitam o alcance de uma afirmação (ex.: dizer que 15% das mulheres estão em idade produtiva, quando o texto diz que 15% das mulheres em idade produtiva gostariam de trabalhar).
Contradição: invertem o sentido (ex.: dizer que os desequilíbrios são maiores nos países desenvolvidos, quando o texto afirma o contrário).
Erros de interpretação: Extrapolação (Acrescenta dado que o texto não traz, Ex.: comparação temporal); Restrição (Limita o alcance da afirmação, Ex.: troca "mundo" por "países em desenvolvimento"); Contradição (Inverte o sentido do texto, Ex.: "países desenvolvidos" vs. "em desenvolvimento"); Paráfrase (correta) (Reescreve a ideia central, Sem acrescentar nem suprimir)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa A afirma que "o acesso ao emprego foi dificultado para as mulheres nos últimos anos em comparação a períodos anteriores". O texto não faz nenhuma comparação temporal. Ele fala de um novo indicador que revela uma situação atual, mas não diz que houve piora ou melhora ao longo do tempo. Isso é extrapolação: o candidato pode até achar plausível, mas o texto não autoriza essa conclusão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B afirma que "24,9% das pessoas desempregadas nos países em desenvolvimento, atualmente, são mulheres". O texto diz:
"a proporção de mulheres incapazes de encontrar uma vaga chega a 24,9% nos países de baixa renda"
Ou seja, 24,9% é a proporção de mulheres (em relação ao total de mulheres em idade produtiva) que não conseguem emprego nos países de baixa renda — não a proporção de mulheres entre os desempregados. Além disso, o texto fala em "países de baixa renda", não em "países em desenvolvimento" (que é uma categoria mais ampla). A alternativa restringe o alcance e distorce o dado.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C afirma que "os desequilíbrios de gênero no acesso ao emprego são maiores nos países desenvolvidos". O texto diz exatamente o oposto:
"A lacuna de postos de trabalho é particularmente grave nos países em desenvolvimento"
Portanto, a alternativa contradiz o texto. A banca inverteu a informação para testar se o candidato leu com atenção.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D afirma que "15% das mulheres que não conseguem emprego nos países em desenvolvimento estão em idade produtiva". O texto diz:
"15% das mulheres em idade produtiva em todo o mundo gostariam de trabalhar, mas não têm emprego"
O dado de 15% é mundial, não se restringe aos países em desenvolvimento. Além disso, a frase original diz que 15% das mulheres em idade produtiva gostariam de trabalhar — não que 15% das mulheres que não conseguem emprego estão em idade produtiva (o que seria uma inversão lógica). A alternativa restringe o alcance geográfico e distorce a relação entre os termos.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa E afirma que "o novo indicador considera como desempregadas um número maior de pessoas quando comparado a outros indicadores". Isso é uma paráfrase direta do trecho:
"Um novo indicador, desenvolvido pela OIT, capta todas as pessoas sem emprego que estão interessadas em encontrar um emprego. Por esse motivo, ele reflete um quadro muito mais sombrio da situação das mulheres no mundo do trabalho do que a taxa de desemprego mais comumente usada."
O texto diz que o novo indicador capta todas as pessoas interessadas em trabalhar (mesmo que não estejam procurando ativamente), enquanto a taxa tradicional considera apenas quem procura emprego. Logo, o novo indicador abrange um número maior de pessoas. A alternativa E não acrescenta nada de fora — apenas reescreve com outras palavras o que o texto afirma.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura números e contextos (países em desenvolvimento, idade produtiva) para induzir a extrapolações e restrições indevidas. A correta é a única que não inventa dado nem limita o alcance.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de compreensão, desconfie de alternativas que citam números do texto, mas mudam o contexto (ex.: trocam "países de baixa renda" por "países em desenvolvimento"). A correta costuma ser a que generaliza a ideia central, sem dados específicos.
Conclusão: a resposta é a letra E, pois é a única que se sustenta integralmente no texto, sem extrapolar, restringir ou contradizer. As demais ou inventam comparações, ou distorcem os dados, ou invertem o sentido. Gabarito: letra E.