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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — VUNESP 2023

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
vu184779
Banca
VUNESP
Órgão
Pref SP
Ano
2023
Cargo
APPGG ( )

Manter a cidade limpa

 

Criada em 2006, a Lei Cidade Limpa promoveu alterações significativas, para melhor, na paisagem urbana da capital paulista.

 

A publicidade foi retirada do espaço público com a proibição de outdoors e pinturas em fachadas que anunciavam empresas e produtos. A lei também regulou os chamados anúncios indicativos, para identificar as atividades exercidas nas edificações, limitando seus tamanhos e modos de exibição.

 

O resultado foi, de fato, a limpeza da cidade. A ponto de levar muitos paulistanos a estranhar a poluição visual quando em visita a outros municípios. Infelizmente, com o passar dos anos, o diploma foi sendo desrespeitado.

 

Hoje, várias formas de publicidade (de painéis luminosos a cavaletes) voltaram a dar as caras na capital, em flagrante desrespeito às normas da legislação.

 

Em avenidas como Washington Luís e Juscelino Kubitschek, na zona sul, alguns comércios transformaram pavimentos superiores inteiros em vitrines para exibir propaganda em grandes telões. Há também casos de imóveis vazios que alugam o espaço para a publicidade de outras marcas.Telas de LED vendem os lançamentos imobiliários.

 

O reduzido número de fiscais em atuação na cidade é a principal explicação para a falta de controle. Hoje, 289 agentes são responsáveis por observar o cumprimento de 834 normas do município, como as relativas ao comércio ambulante, o Programa Silêncio Urbano (Psiu) e a Lei Cidade Limpa. A medida que criou os cargos, em 1987, previa 1 200 profissionais.

 

A prefeitura alega que na pandemia as fiscalizações enfatizaram o controle sanitário, o que justificaria menor atenção à Lei Cidade Limpa. Com o fim do estado de emergência de saúde pública, autoridades deveriam se dedicar em manter esse patrimônio paulistano.

 

(Editorial; Folha de S.Paulo, 19.07.2023. Adaptado)

Leia o texto para responder à questão.     A concordância verbal atende à norma-padrão em:
  1. APara identificar as atividades exercidas nas edificações, os chamados anúncios indicativos também haviam sido regulados pela lei.
  2. BHavia sido promovidas pela Lei Cidade Limpa alterações significativas, para melhor, na paisagem urbana da capital paulista.
  3. CA prefeitura alega que na pandemia houveram mais fiscalizações para o controle sanitário, o que justificaria menor atenção à lei.
  4. DHoje, várias formas de publicidade (de painéis luminosos a cavaletes), que havia desaparecido, voltaram a dar as caras na capital.
  5. EAlém de atender o próprio comércio, haviam também casos de imóveis vazios que alugavam o espaço para a publicidade de outras marcas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Para identificar as atividades exercidas nas edificações, os chamados anúncios indicativos também haviam sido regulados pela lei.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal: o verbo “haver” e suas armadilhas

Gabarito: letra A. A alternativa A é a única que atende à norma-padrão porque emprega corretamente a locução verbal “haviam sido regulados”, em que o verbo auxiliar “haviam” concorda com o sujeito plural “os chamados anúncios indicativos”. Como se lê no texto-base, a lei “regulou os chamados anúncios indicativos, para identificar as atividades exercidas nas edificações” — e a reescritura em voz passiva analítica mantém a concordância correta: o auxiliar “haviam” (plural) + particípio “regulados” (plural) concordam com o sujeito. As demais alternativas erram justamente ao tratar o verbo “haver” como pessoal, flexionando-o no plural quando deveria permanecer invariável.

O comando da questão

O enunciado pede que você identifique a frase em que a concordância verbal atende à norma-padrão. Isso significa que você deve analisar cada alternativa do ponto de vista da relação verbo–sujeito: o verbo deve flexionar em número e pessoa de acordo com o núcleo do sujeito, respeitando as regras específicas de verbos impessoais (como haver com sentido de existir) e de locuções verbais.

O texto e o ponto decisivo

O texto-base trata da Lei Cidade Limpa e da volta da poluição visual em São Paulo. Para esta questão, o trecho relevante é o que menciona a regulação dos anúncios indicativos:

“A lei também regulou os chamados anúncios indicativos, para identificar as atividades exercidas nas edificações, limitando seus tamanhos e modos de exibição.”

A alternativa A reescreve essa ideia na voz passiva analítica: “os chamados anúncios indicativos também haviam sido regulados pela lei”. Aqui, o sujeito é “os chamados anúncios indicativos” (plural), e o verbo auxiliar “haviam” concorda com ele. Note que “haviam” é forma do verbo haver como auxiliar (não impessoal), por isso pode e deve flexionar no plural. É exatamente essa distinção que a banca explora: haver com sentido de existir é impessoal e fica no singular; haver como auxiliar de locução verbal concorda com o sujeito.

A regra que decide a questão

Verbo HAVER impessoal: quando tem sentido de existir, ocorrer ou indica tempo decorrido, é impessoal (não tem sujeito) e fica sempre na 3ª pessoa do singular. Ex.: Há vagas no estacionamento; Houve reclamações.

HAVER em locução verbal: quando funciona como auxiliar (ex.: havia sido, haviam sido), ele concorda com o sujeito da oração. Ex.: Os alunos haviam estudado (sujeito plural → auxiliar plural).

Cuidado com a pegadinha clássica: em locuções como “devem haver” ou “podem haver”, o verbo haver continua impessoal (sentido de existir), então o auxiliar fica no singular: deve haver soluções, pode haver problemas. Mas quando haver é auxiliar de voz passiva ou de tempo composto, ele é pessoal e concorda.

Análise das alternativas

1Impessoal (existir/ocorrer/tempo)
Fica no singular
"Houve fiscalizações"
"Havia casos"
2Auxiliar de locução
Concorda com o sujeito
"Haviam sido regulados"
"Haviam desaparecido"
3Pegadinha clássica
"Devem haver" / "Podem haver"
Auxiliar fica no singular
Verbo "haver"
LEVELsoulevel.com.br
Verbo "haver": Impessoal (existir/ocorrer/tempo) (Fica no singular, "Houve fiscalizações", "Havia casos"); Auxiliar de locução (Concorda com o sujeito, "Haviam sido regulados", "Haviam desaparecido"); Pegadinha clássica ("Devem haver" / "Podem haver", Auxiliar fica no singular)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Para identificar as atividades exercidas nas edificações, os chamados anúncios indicativos também haviam sido regulados pela lei.”

Aqui, “haviam sido regulados” é locução verbal na voz passiva. O sujeito é “os chamados anúncios indicativos” (plural). O auxiliar “haviam” concorda com o sujeito plural, e o particípio “regulados” também concorda em gênero e número. Perfeito.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“Havia sido promovidas pela Lei Cidade Limpa alterações significativas, para melhor, na paisagem urbana da capital paulista.”

O sujeito é “alterações significativas” (plural), mas o auxiliar “havia” está no singular. Como haver aqui é auxiliar (não impessoal), deveria ser “haviam sido promovidas”. Erro de concordância: o verbo não concorda com o sujeito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“A prefeitura alega que na pandemia houveram mais fiscalizações para o controle sanitário...”

“Houveram” está errado: o verbo haver com sentido de existir é impessoal e deve ficar no singular: “houve mais fiscalizações”. A banca explora exatamente essa confusão entre haver (impessoal) e existir (pessoal).

Alternativa D — ❌ Incorreta

“Hoje, várias formas de publicidade (de painéis luminosos a cavaletes), que havia desaparecido, voltaram a dar as caras na capital.”

O pronome relativo “que” retoma “várias formas de publicidade” (plural). O verbo da oração adjetiva deve concordar com o antecedente: “que haviam desaparecido”. O singular “havia” quebra a concordância.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“Além de atender o próprio comércio, haviam também casos de imóveis vazios que alugavam o espaço para a publicidade de outras marcas.”

Aqui, “haviam” está empregado com sentido de existir (havia casos). Nesse uso, o verbo haver é impessoal e deve ficar no singular: “havia também casos”. O plural é um erro clássico de concordância.

Conclusão

A questão testa a distinção entre haver impessoal (invariável) e haver auxiliar (variável). A única alternativa que respeita essa distinção é a A, em que “haviam sido regulados” concorda com o sujeito plural. Nas demais, ou o verbo haver foi indevidamente flexionado no plural (C e E), ou o auxiliar não concordou com o sujeito (B e D).

PEGA ESSA DICA!

Ao encontrar o verbo haver, pergunte: ele tem sentido de existir? Se sim, fica no singular. Se for auxiliar de locução, concorde com o sujeito. E desconfie sempre de “houveram” — é o erro favorito das bancas.

Gabarito: letra A

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