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Questão de Português — Vocábulo "Que" — VUNESP 2023

PortuguêsVocábulo "Que"
Código
vu184791
Banca
VUNESP
Órgão
TJ RS
Ano
2023
Cargo
ATI ( )

Tirar cochilos durante o dia pode ajudar a preservar a saúde do cérebro e evitar quadros de demência, como sugeriram pesquisadores britânicos e uruguaios, em estudo publicado na revista científica Sleep Health. Eles encontraram uma “ligação causal modesta” entre as sonecas e um maior volume cerebral.

 

Os estudiosos compararam as medidas de saúde do cérebro e cognição de indivíduos “geneticamente programados” para tirar sonecas com aqueles que não tinham as variantes genéticas que marcam o hábito.

 

A principal autora da pesquisa disse que essa é a primeira pesquisa “a tentar desvendar a relação causal entre cochilo diurno habitual e resultados cognitivos e estruturais do cérebro”. “Espero que estudos como este, mostrando os benefícios para a saúde de cochilos curtos, possam ajudar a reduzir qualquer estigma que ainda exista em relação a eles”, afirmou Victoria Garfield, autora sênior.

 

No artigo, os pesquisadores explicam o declínio no volume do cérebro conforme envelhecemos. Uma metanálise anterior mostrou que, em pessoas saudáveis, após os 35 anos, o encolhimento é constante, a taxas de 2% ao ano, que aceleram aos 60. Assumindo esse declínio linear, os pesquisadores encontraram diferenças entre 2,6 e 6,5 anos entre quem estava geneticamente programado para cochilar e os que não.

 

Esses “anos economizados”, escreveram, podem equivaler à diferença entre um volume do cérebro de alguém com função cognitiva normal e comprometimento cognitivo leve. Uma das limitações do estudo é que é uma amostra com apenas pessoas de ascendência europeia e branca.

 

(Leon Ferrari. Disponível em <estadão.com.br>. Acesso em 26.06.2023. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o termo “que” pertence à mesma classe de palavra daquele que está empregado em – Espero que estudos como este, mostrando os benefícios para a saúde de cochilos curtos, possam ajudar...

  1. A... entre quem estava geneticamente programado para cochilar e os que não.
  2. B... possam ajudar a reduzir qualquer estigma que ainda exista em relação a eles...
  3. C... com aqueles que não tinham as variantes genéticas que marcam o hábito.
  4. DUma metanálise anterior mostrou que [...] o encolhimento é constante...
  5. E... o encolhimento é constante, a taxas de 2% ao ano, que aceleram aos 60.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Uma metanálise anterior mostrou que [...] o encolhimento é constante...

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O "que" como conjunção integrante: a classe da frase-base

Gabarito: letra D. O "que" em "Espero que estudos como este..." é conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva que exerce a função de objeto direto do verbo "esperar" (espero isso). A alternativa D apresenta o mesmo valor: em "Uma metanálise anterior mostrou que o encolhimento é constante", o "que" também é conjunção integrante, introduzindo a oração substantiva objetiva direta de "mostrou" (mostrou isso). As demais alternativas trazem o "que" como pronome relativo, que retoma um termo anterior e inicia oração adjetiva.

O comando: classificar a classe do "que"

A questão pede que você identifique a classe de palavra do "que" na frase-base e encontre a alternativa em que ele pertence à mesma classe. Isso é uma questão de função morfossintática: o mesmo vocábulo "que" pode ser conjunção, pronome relativo, partícula expletiva, advérbio, etc., dependendo do contexto. O comando "pertence à mesma classe" exige que você compare a função do "que" na frase-base com a função nas alternativas.

O texto: onde está a resposta

Na frase-base, o trecho é:

"Espero que estudos como este, mostrando os benefícios para a saúde de cochilos curtos, possam ajudar..."

O verbo "esperar" é transitivo direto: espera-se algo. A oração "que estudos como este... possam ajudar" é exatamente esse algo — o objeto direto. O "que" aqui é conjunção integrante, pois liga o verbo à oração que funciona como seu complemento. O macete clássico: troque a oração por "isso". Se fizer sentido, é conjunção integrante. Veja: "Espero isso" — perfeito.

A técnica: conjunção integrante × pronome relativo

A distinção central é:

Critério

Conjunção integrante

Pronome relativo

Função

Introduz oração substantiva (sujeito, objeto, etc.)

Retoma um termo anterior (antecedente)

Troca por

"Isso"

"O qual / a qual / os quais / as quais"

Oração que inicia

Subordinada substantiva

Subordinada adjetiva

Exemplo

"Espero que você venha"

"O livro que comprei é ótimo"

No texto-base, a alternativa D traz:

"Uma metanálise anterior mostrou que [...] o encolhimento é constante"

Aqui, "mostrou" também é transitivo direto: mostrou isso (que o encolhimento é constante). Portanto, o "que" é conjunção integrante, exatamente como na frase-base.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"... entre quem estava geneticamente programado para cochilar e os que não."

O "que" em "os que não" é pronome relativo, pois retoma "os" (aqueles) e equivale a "os quais". Não é conjunção integrante. Erro: troca de classe — a banca espera que você confunda pronome relativo com conjunção.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"... possam ajudar a reduzir qualquer estigma que ainda exista em relação a eles..."

O "que" em "estigma que ainda exista" é pronome relativo, retomando "estigma" e equivalendo a "o qual". Inicia oração adjetiva restritiva. Erro: troca de classe — novamente pronome relativo no lugar de conjunção.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"... com aqueles que não tinham as variantes genéticas que marcam o hábito."

Aqui há dois "que": o primeiro, em "aqueles que não tinham", é pronome relativo (retoma "aqueles"); o segundo, em "variantes genéticas que marcam", também é pronome relativo (retoma "variantes genéticas"). Nenhum é conjunção integrante. Erro: troca de classe — a presença de dois relativos pode confundir, mas ambos são relativos.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Uma metanálise anterior mostrou que [...] o encolhimento é constante..."

O "que" é conjunção integrante, pois introduz a oração substantiva objetiva direta do verbo "mostrou" (mostrou isso). Exatamente a mesma classe da frase-base. Correta — é a única que mantém a classe pedida.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"... o encolhimento é constante, a taxas de 2% ao ano, que aceleram aos 60."

O "que" em "que aceleram" é pronome relativo, retomando "taxas" e equivalendo a "as quais". Inicia oração adjetiva explicativa. Erro: troca de classe — mais um relativo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre conjunção integrante e pronome relativo. O "que" é uma das palavras mais polissêmicas da língua; a chave é testar a troca por "isso" (conjunção) ou por "o qual" (relativo).

PEGA ESSA DICA!

Ao encontrar um "que", pergunte: ele retoma um termo anterior? Se sim, é pronome relativo. Se não, e a oração funciona como complemento do verbo, é conjunção integrante. Teste sempre com "isso" e "o qual".

Conclusão: a única alternativa em que o "que" é conjunção integrante, como na frase-base, é a letra D. As demais usam pronome relativo. Gabarito: letra D.

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