Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2023
Português›Interpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu184818
Banca
VUNESP
Órgão
Pref SJRP
Ano
2023
Cargo
Prof ( )
Irandé Antunes defende que a escrita seja desenvolvida
Aem uma visão interacionista que a reconhece na relação entre sujeitos como prática social intencional realizada por gêneros textuais.
Bem listas de exercícios de palavras e frases isoladas, o que permitirá a criação de textos com unidade para exprimir sentidos e intenções.
Cem exercícios de separação de sílabas, de reconhecimento de dígrafos, encontros vocálicos e consonantais para aprimorar os enunciados.
Dem atividades improvisadas, que são capazes de mostrar a criatividade, o que é limitado quando se faz o planejamento e a revisão textual.
Eem processos que priorizem as habilidades motoras de produzir sinais gráficos e, posteriormente, memorização de regras ortográficas.
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GabaritoA — em uma visão interacionista que a reconhece na relação entre sujeitos como prática social intencional realizada por gêneros textuais.
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A concepção de escrita para Irandé Antunes
Gabarito: letra A. Irandé Antunes defende uma visão interacionista da escrita, que a reconhece como prática social intencional realizada por meio de gêneros textuais, na relação entre sujeitos. Essa é a posição teórica da autora, amplamente difundida em obras como Aula de português: encontro & interação e Produção textual: análise de gêneros e compreensão. A alternativa A é a única que sintetiza essa concepção.
O comando pede que você identifique o que Irandé Antunes defende sobre o desenvolvimento da escrita. Isso é uma questão de compreensão — a resposta está na tese da autora, não em inferências. É preciso reconhecer a concepção de linguagem que fundamenta sua proposta: a escrita como interação social, e não como mera codificação ou exercício mecânico.
A autora se insere na corrente sociointeracionista da Linguística Aplicada, que entende a língua como forma de ação social. Para ela, escrever é produzir sentido em contexto, considerando o interlocutor, a finalidade e o gênero textual. Isso contrasta com as visões tradicionais que reduzem a escrita a aspectos formais (ortografia, caligrafia, gramática normativa) ou a atividades descontextualizadas.
A pegadinha central é que as alternativas B, C e E descrevem práticas que a autora critica — o ensino tradicional de língua, focado em exercícios de palavras e frases isoladas, em regras ortográficas e em habilidades motoras. A alternativa D, por sua vez, inverte a posição de Antunes, que valoriza o planejamento e a revisão como etapas essenciais do processo de escrita.
Concepção de escrita (Irandé Antunes)
1Interacionista (defendida)
Prática social intencional
Relação entre sujeitos
Gêneros textuais
Planejamento e revisão
2Tradicional (criticada)
Exercícios de palavras/frases isoladas
Metalinguagem (sílabas, dígrafos)
Habilidades motoras e ortografia
Atividades improvisadas
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A é a única que expressa a concepção interacionista de Irandé Antunes. Ela afirma que a escrita deve ser desenvolvida "em uma visão interacionista que a reconhece na relação entre sujeitos como prática social intencional realizada por gêneros textuais". Isso corresponde exatamente à tese da autora: a escrita é uma atividade dialógica, que se realiza entre interlocutores, com intenções comunicativas e materializada em gêneros textuais (cartas, artigos, crônicas, etc.). Não há aqui nenhuma extrapolação — é a síntese fiel de sua proposta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B afirma que a escrita deve ser desenvolvida "em listas de exercícios de palavras e frases isoladas". Isso contradiz a posição de Antunes, que critica o ensino descontextualizado e mecânico. Para ela, a escrita não se aprende com exercícios de repetição, mas com produção de textos significativos em situações reais de interação. A banca tangencia o tema ao citar "unidade" e "sentidos", mas a proposta é oposta à da autora.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C propõe "exercícios de separação de sílabas, de reconhecimento de dígrafos, encontros vocálicos e consonantais". Isso é um retrato do ensino tradicional de gramática, que Antunes rejeita como fim em si mesmo. Embora esses conhecimentos possam ser úteis, a autora defende que o foco deve ser a interação e o gênero, não a metalinguagem descontextualizada. A alternativa extrapola ao transformar um recurso eventual em método principal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D afirma que a escrita deve ser desenvolvida "em atividades improvisadas, que são capazes de mostrar a criatividade, o que é limitado quando se faz o planejamento e a revisão textual". Isso contradiz frontalmente a posição de Antunes, que valoriza o planejamento e a revisão como etapas fundamentais do processo de escrita. A autora não defende a improvisação; pelo contrário, entende que escrever exige reflexão, organização e reescrita. A alternativa inverte a hierarquia de valores da autora.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E propõe "processos que priorizem as habilidades motoras de produzir sinais gráficos e, posteriormente, memorização de regras ortográficas". Isso é uma visão mecanicista da escrita, que Antunes critica duramente. Para ela, a escrita não é um ato motor ou de memorização, mas uma prática social que envolve interação, sentido e gênero. A alternativa restringe a escrita a aspectos superficiais, ignorando sua dimensão discursiva.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora o senso comum sobre o ensino de escrita — muitos candidatos podem achar que exercícios de ortografia e caligrafia são "corretos" — mas a questão pede a posição específica de Irandé Antunes, que é sociointeracionista. Fique atento a alternativas que descrevem práticas tradicionais: elas costumam ser distratoras.
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar a autora ou a corrente teórica, lembre-se dos pilares do interacionismo: língua como interação, texto como gênero, escrita como prática social. Se a alternativa falar em "exercícios", "regras" ou "habilidades motoras", desconfie — provavelmente é a visão que o autor combate.
Gabarito: letra A. A resposta é a única que reflete a concepção interacionista de Irandé Antunes, que vê a escrita como prática social intencional, realizada por meio de gêneros textuais, na relação entre sujeitos.