Na frase – E se bobear chega a mil facinho! –, a palavra “se” tem o mesmo emprego que a destacada em:
AO agente de saúde visitou as casas e queria saber se as famílias estavam tomando todas as precauções necessárias para combater a dengue.
BOs moradores do local resolveram ajudar no combate à dengue e se puseram a procurar os focos do mosquito, eliminando-os o mais rápido possível.
CMuitos focos da dengue foram eliminados em vários bairros da cidade, encontrando-se os mosquitos em locais onde pensavam que eles não estariam.
DA população prometeu acabar com a dengue no bairro e, depois de muita ação contra os focos da doença, alcançaram seu objetivo e se abraçaram felizes.
EO combate à dengue dependerá de todos, se houver empenho para exterminar o mosquito, que facilmente prolifera nos locais onde há água parada.
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GabaritoE — O combate à dengue dependerá de todos, se houver empenho para exterminar o mosquito, que facilmente prolifera nos locais onde há água parada.
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O valor condicional do "se" na charge
Gabarito: letra E. Na frase da charge, "E se bobear chega a mil facinho!", o "se" é conjunção condicional — equivale a "caso" e introduz uma condição para que "chegue a mil". A alternativa E repete exatamente esse emprego: em "se houver empenho", o "se" também é conjunção condicional, pois estabelece a condição para o combate à dengue depender de todos. As demais alternativas trazem o "se" como pronome (apassivador, reflexivo, integrante do verbo) ou como conjunção integrante.
O comando da questão
A questão pede que você identifique o mesmo emprego da palavra "se" destacada na frase da charge. Isso é uma questão de função morfossintática: você precisa classificar o "se" no contexto dado e, depois, comparar com o "se" de cada alternativa. Não basta saber que "se" pode ser conjunção ou pronome — é preciso perceber qual valor ele assume em cada frase.
O "se" na charge: conjunção condicional
Na frase "E se bobear chega a mil facinho!", o "se" introduz uma condição: "se bobear" = "caso bobee" / "se descuidar". O verbo "bobear" está no presente do subjuntivo (bobear → bobee), o que é típico das orações condicionais. A oração principal é "chega a mil" — ou seja, a chegada a mil depende da condição de "bobear".
"E se bobear chega a mil facinho!"
Aqui, o "se" não é pronome: não apassiva, não indica reflexividade, não indetermina o sujeito. Ele é uma conjunção subordinativa condicional, equivalente a "caso".
A técnica: teste de substituição
Para confirmar se o "se" é condicional, substitua por "caso":
"E caso bobee, chega a mil facinho!" — faz sentido, logo é condicional.
Aplique esse teste em cada alternativa. Se a substituição por "caso" não fizer sentido, o "se" não é condicional.
Análise das alternativas
"Se" na charge
1Conjunção condicional
Equivale a "caso"
Verbo no subjuntivo
2Teste: substituir por "caso"
Faz sentido → condicional
Não faz sentido → outro valor
3Outros empregos do "se"
Conjunção integrante
Oração subordinada substantiva
Partícula apassivadora
Voz passiva sintética
Pronome reflexivo
Reflexivo recíproco
Parte integrante do verbo
Verbo pronominal
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"O agente de saúde visitou as casas e queria saber se as famílias estavam tomando todas as precauções necessárias para combater a dengue."
Aqui o "se" é conjunção integrante: introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta ("queria saber isso"). Não há condição — o "se" não equivale a "caso". Erro: troca de conceito (confunde conjunção integrante com condicional).
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Os moradores do local resolveram ajudar no combate à dengue e se puseram a procurar os focos do mosquito, eliminando-os o mais rápido possível."
O "se" em "se puseram" é parte integrante do verbo (verbo pronominal "pôr-se a"). Não é condicional. Erro: troca de conceito (confunde pronome integrante com conjunção).
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Muitos focos da dengue foram eliminados em vários bairros da cidade, encontrando-se os mosquitos em locais onde pensavam que eles não estariam."
O "se" em "encontrando-se" é partícula apassivadora (voz passiva sintética): "os mosquitos eram encontrados". Não é condicional. Erro: troca de conceito (confunde partícula apassivadora com conjunção).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"A população prometeu acabar com a dengue no bairro e, depois de muita ação contra os focos da doença, alcançaram seu objetivo e se abraçaram felizes."
O "se" em "se abraçaram" é pronome reflexivo recíproco (abraçaram uns aos outros). Não é condicional. Erro: troca de conceito (confunde pronome reflexivo com conjunção).
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"O combate à dengue dependerá de todos, se houver empenho para exterminar o mosquito, que facilmente prolifera nos locais onde há água parada."
O "se" em "se houver" é conjunção condicional: equivale a "caso haja empenho". O verbo "houver" está no futuro do subjuntivo, típico de orações condicionais. A condição é "haver empenho" para que o combate dependa de todos. Exatamente o mesmo emprego da charge.
Conclusão
A questão testa sua capacidade de distinguir as funções do "se". A pegadinha está em alternativas com "se" pronominal (B, C, D) ou integrante (A), que parecem plausíveis se você não aplicar o teste da substituição por "caso". Lembre-se: conjunção condicional sempre pode ser trocada por "caso" e vem com verbo no subjuntivo.
PEGA ESSA DICA!
Ao encontrar "se" em uma questão, pergunte: "posso substituir por 'caso'?" Se sim, é condicional. Se não, teste se é pronome (apassivador, reflexivo, integrante) ou conjunção integrante.