Implícita na fala do peixe, a charge traz uma crítica
Aà espécie humana.
Bao pesquisador.
Cà fauna marinha.
Dàs fake news.
Eà pesquisa científica.
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GabaritoA — à espécie humana.
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Crítica implícita na charge: o alvo é a espécie humana
Gabarito: letra A. A charge, por meio da fala do peixe, critica a espécie humana — mais especificamente a ação predatória do homem sobre a natureza. A crítica está implícita na fala do peixe, que, ao se dirigir ao pesquisador, revela a percepção de que o ser humano é uma ameaça. A alternativa A é a única que capta o alvo da crítica: a humanidade como um todo, e não um indivíduo ou uma instituição específica.
O comando: o que a banca pede
O enunciado pede que se identifique a crítica implícita na fala do peixe. Isso significa que a resposta não está literalmente escrita — ela está nas entrelinhas, no subentendido. A banca não quer uma informação explícita (como "o peixe está falando com um pesquisador"), mas sim a intenção crítica do chargista. Para resolver, é preciso inferir a partir das pistas visuais e verbais da charge.
O texto: o que a charge mostra
A charge apresenta um peixe falando com um pesquisador (ou alguém em um barco). A fala do peixe, embora não transcrita no enunciado, é o elemento central: ela expressa uma visão crítica sobre a relação entre humanos e animais. O peixe, ao falar, personifica a natureza e dá voz a ela, denunciando a ação humana. A crítica, portanto, não é contra o pesquisador individualmente, nem contra a pesquisa científica em si, mas contra a espécie humana como agente de destruição.
A técnica: como identificar o alvo da crítica
Em charges, a crítica é construída por meio de elementos verbais e não verbais. Aqui, o elemento verbal é a fala do peixe; o não verbal é a situação (peixe diante de humano). A pergunta-chave é: quem é o responsável pela situação criticada? A resposta é a humanidade, pois é o ser humano que interfere no ambiente marinho. As alternativas B, C, D e E apontam para elementos presentes na cena (pesquisador, fauna, fake news, pesquisa), mas não captam o alvo da crítica, que é mais amplo.
Análise das alternativas
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A crítica é à espécie humana. A fala do peixe, ao expressar uma visão negativa sobre a relação com os humanos, generaliza a crítica para toda a humanidade. A charge não critica um indivíduo específico, mas o comportamento humano como um todo. A alternativa A é a única que abrange essa generalização.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A crítica não é direcionada ao pesquisador como indivíduo. O pesquisador é apenas o interlocutor da fala do peixe, não o alvo da crítica. A alternativa restringe o alcance da crítica, que é mais ampla (a espécie humana). Erro: restringir.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A crítica não é contra a fauna marinha. A fauna marinha é o sujeito que fala (o peixe), não o alvo da crítica. A alternativa inverte a relação: quem critica é o peixe, não quem é criticado. Erro: contradizer o texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A charge não menciona fake news. Essa alternativa extrapola o conteúdo da charge, acrescentando um tema que não está presente. Erro: extrapolar.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A crítica não é contra a pesquisa científica em si. A pesquisa pode ser o contexto da cena, mas a crítica é contra a ação humana sobre a natureza, não contra o ato de pesquisar. A alternativa tangencia o tema, focando em um elemento secundário. Erro: tangenciar.
NÃO CAIA NESSA!
A banca oferece alternativas que citam elementos presentes na charge (pesquisador, peixe, pesquisa) para desviar o foco do alvo real da crítica: a espécie humana. A pegadinha é restringir o alcance da crítica a um elemento específico da cena.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de charge, pergunte-se: quem é o responsável pela situação criticada? A resposta é o alvo da crítica. Não se deixe levar por elementos secundários da cena.