Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2023
- Código
- vu185051
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Pref Guararema
- Ano
- 2023
- Cargo
- Ana ( )
Quilombolas em risco
Em contagem inédita, o censo deste ano apontou que os quilombolas são 1.327.802 no país. Identificada com base em autorreconhecimento, essa população, ainda hoje sob ameaça de violências diversas, é semelhante à de capitais como Belém e Porto Alegre.
Tais comunidades se formaram, nos tempos da colonização, a partir da resistência de negros trazidos à força para cá desde a década de 1570 – em mais de três séculos de escravidão, cerca de 5 milhões vieram do continente africano
Quilombolas estão sujeitos a conflitos pela posse de terras e até a represálias de criminosos como traficantes de drogas. Apenas 12,6% deles, afinal, vivem em territórios oficialmente titulados.
A Bahia, ponto de desembarque de escravos, é o estado com maior número de pessoas dessa população, 397,1 mil; em seguida vem o Maranhão, com 269,1 mil – juntos, os dois concentram pouco mais da metade dos quilombolas no país, enquanto o Nordeste tem 68,2%.
Eles estão presentes em 1.696 dos 5.570 municípios brasileiros (30,4%) e em todas as regiões. Só 326 municípios, porém, dispõem de áreas regularmente delimitadas.
O poder público dispõe pela primeira vez na história de uma contagem desse contingente e de sua distribuição no território nacional. Trata-se de informação preciosa, a ser complementada por mais dados, para a formulação de políticas capazes de mitigar a insegurança fundiária, a pobreza e a violência que ameaçam tais comunidades.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 21.08.2023. Adaptado)
- Ao assentamento das comunidades do país, para as quais apenas 12,6% do território nacional estão oficialmente titulados.
- Ba criação de novas comunidades em várias partes do país, sem que ocorram conflitos por terras entre os seus habitantes.
- Co reconhecimento da importância dessa população para o combate da escravidão, ainda que ela tenha se concentrado nas capitais.
- Da formulação de políticas públicas que atendam as demandas dessa população, visando garantir-lhe melhor qualidade de vida.
- Eo combate às represálias de criminosos, como os traficantes de drogas, que impedem a concessão de terras a essa população.