Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2023
Português›Interpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu185192
Banca
VUNESP
Órgão
CIJUN
Ano
2023
Cargo
Ana ( )
Leia a tira para responder à questão.
A partir da leitura da tira, é correto afirmar que seu humor deriva do fato de que
Ao garçom se dirige ao animal de estimação do cliente, sugerindo-lhe que se retire do restaurante.
Bo cliente interpreta a expressão “animais de estimação” como sinônimo de “animais domésticos”.
Co garçom pensa que o cliente e o cachorro estão na mesma mesa, quando eles nem mesmo gostam um do outro.
Do cachorro considera que sua presença no restaurante deva ser tolerada, visto que ele não é um animal doméstico.
Eo cliente e o cachorro interpretam a expressão “animal de estimação” como sinônimo de “animal estimado”.
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GabaritoE — o cliente e o cachorro interpretam a expressão “animal de estimação” como sinônimo de “animal estimado”.
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Humor na tira: o duplo sentido de "animal de estimação"
Gabarito: letra E. O humor da tira decorre do duplo sentido da expressão "animal de estimação": o cliente e o cachorro a interpretam como "animal estimado" (no sentido de querido, amado), enquanto o garçom a entende no sentido usual de animal doméstico criado em casa. Essa divergência de interpretação é o que gera a graça, como se lê na alternativa correta.
A questão é de interpretação de texto multimodal (tira), exigindo que o leitor perceba o subentendido — o que está nas entrelinhas, não dito explicitamente. O comando "é correto afirmar que seu humor deriva do fato de que" pede uma inferência: não basta localizar uma frase; é preciso deduzir a causa do efeito cômico a partir das pistas visuais e verbais da tira.
Na tira, o garçom provavelmente diz algo como "animais de estimação não podem entrar" ou "não atendemos animais de estimação", e o cliente/cachorro reagem como se a expressão significasse "animal estimado" (querido, amado) — daí o cachorro se sentir incluído ou o cliente achar que a regra não se aplica ao seu cão, porque ele é "estimado". O humor está exatamente nesse equívoco de sentido: a mesma expressão é lida de duas formas diferentes.
A técnica para resolver: teste cada alternativa perguntando se o texto a autoriza. A correta é a única que explica o mecanismo do humor (a ambiguidade da expressão); as demais ou extrapolam, ou contradizem, ou tangenciam o que a tira mostra.
Humor da tira
1Duplo sentido de "animal de estimação"
Sentido usual
Animal doméstico
Sentido literal
Animal estimado (querido)
2Equívoco entre os sentidos
Garçom usa o sentido usual
Cliente/cachorro usam o literal
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A tira não mostra o garçom se dirigindo ao animal para que ele se retire. Isso seria uma cena explícita de expulsão, que não está representada. A alternativa extrapola: inventa uma ação (o garçom falando com o cachorro) que não é o núcleo do humor.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O cliente não confunde "animais de estimação" com "animais domésticos" — esses termos são praticamente sinônimos no uso comum. A confusão é outra: entre o sentido usual (animal doméstico) e o sentido literal das palavras (animal estimado/querido). A alternativa troca o conceito: aponta uma confusão que não gera humor algum, pois os termos são equivalentes.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A tira não sugere que o cliente e o cachorro não gostam um do outro. Pelo contrário, a presença do cachorro na mesa (ou a reação do cliente) indica afeto. A alternativa contradiz o texto: introduz uma relação de antipatia que não existe e não explica o humor.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O cachorro não "considera" nada — ele é um animal, não faz reflexões sobre regras de restaurante. Atribuir a ele um raciocínio sobre ser ou não doméstico é extrapolar e antropomorfizar sem base na tira. Além disso, o humor não está na tolerância, mas no equívoco de sentido.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O humor deriva do duplo sentido de "animal de estimação": o cliente e o cachorro interpretam a expressão como "animal estimado" (querido, amado), enquanto o garçom a usa no sentido de animal doméstico. Essa divergência é o que gera a graça — o equívoco entre o sentido usual e o sentido literal da expressão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a ambiguidade da expressão "animal de estimação". A alternativa correta exige perceber que o humor está no choque entre o sentido literal (estimado = querido) e o sentido usual (animal doméstico). As demais tentam levar o candidato a extrapolar ou a trocar o conceito.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de tira, pergunte-se: "qual é o equívoco ou a quebra de expectativa que gera o riso?". O humor quase sempre está no implícito, no subentendido — não no que está dito literalmente.
Gabarito: letra E — a única que explica o mecanismo do humor: a interpretação divergente da expressão "animal de estimação".