Questão de Português — Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc) — VUNESP 2023
Português›Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Código
vu185217
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Peruíbe
Ano
2023
Cargo
Prof ( )
Ao discutir a escrita como prática escolar, Antunes (2003) defende que ela
Aesteja orientada para a coerência global do texto, priorizando aspectos como clareza, precisão da linguagem, a relevância e o interesse daquilo que é dito.
Bpriorize os padrões da correção ortográfica, consolidando por meio dela o conhecimento linguístico e cultural que subjazem à transmissão de ideias no texto.
Cseja abordada a partir do redimensionamento do ensino da nomenclatura gramatical, explorando análise sintática para tornar os alunos competentes.
Dexplore as variedades não padrão da língua, aproximando a linguagem da escola à da comunidade atendida, que deve subsidiar o trabalho em sala de aula.
Econtinue explorada como atividade específica do ambiente escolar, considerando-se que os gêneros estudados na escola garantirão acesso ao mundo letrado.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — esteja orientada para a coerência global do texto, priorizando aspectos como clareza, precisão da linguagem, a relevância e o interesse daquilo que é dito.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
A escrita como prática escolar: coerência global e clareza
Gabarito: letra A. Antunes (2003) defende que a escrita, como prática escolar, deve estar orientada para a coerência global do texto, priorizando aspectos como clareza, precisão da linguagem, relevância e interesse daquilo que é dito. A alternativa A é a única que sintetiza essa visão, que prioriza o sentido e a eficácia comunicativa do texto, em vez de aspectos meramente formais ou periféricos.
O comando da questão pede que se identifique o que o autor defende sobre a escrita como prática escolar. Trata-se de uma questão de compreensão — a resposta está explícita na tese do autor, ainda que o texto-base não esteja transcrito. A banca, ao citar Antunes (2003), espera que o candidato reconheça a posição central da autora: a escrita deve ser trabalhada em função da produção de sentido, da coerência e da interação, e não como mero exercício de aplicação de regras gramaticais ou de reprodução de modelos.
A técnica para resolver é testar cada alternativa contra essa tese central. A correta (A) é uma paráfrase fiel da defesa de Antunes: "coerência global", "clareza", "precisão", "relevância" e "interesse" são exatamente os critérios que a autora (e a Linguística Textual) aponta como centrais para a produção textual. As demais alternativas ou extrapolam (trazem ideias que não estão na defesa da autora), ou restringem o foco a aspectos periféricos (como ortografia ou nomenclatura gramatical), ou tangenciam o tema (como variedades não padrão ou gêneros escolares).
A coerência global é o princípio que garante a unidade de sentido do texto: as ideias devem se conectar de forma lógica, sem contradições, e o texto deve ser relevante e interessante para o leitor. Antunes, ao defender a escrita como prática escolar, critica o ensino tradicional que prioriza a correção formal (ortografia, sintaxe) em detrimento do sentido. Para ela, escrever bem é, antes de tudo, produzir um texto que faça sentido, que seja claro e que dialogue com o leitor. Essa é a base da alternativa A.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre forma e sentido. O candidato pode ser atraído por alternativas que mencionam aspectos gramaticais (B, C) ou sociais (D), mas a tese de Antunes é claramente voltada para a coerência e a eficácia comunicativa.
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar a tese de um autor, pergunte-se: "qual é o critério central que ele defende?" Se a alternativa foca em aspectos periféricos (ortografia, nomenclatura, variedades), ela provavelmente está fora do escopo da defesa principal.
Escrita como prática escolar (Antunes): Tese central (Coerência global, Clareza e precisão, Relevância e interesse); Crítica ao ensino tradicional (Correção formal (ortografia/sintaxe), Nomenclatura gramatical); Fora do escopo (Variedades não padrão, Gêneros escolares)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A é a única que reflete a tese central de Antunes: a escrita deve estar orientada para a coerência global do texto, priorizando clareza, precisão, relevância e interesse. Esses são exatamente os critérios que a autora defende como centrais para a produção textual. A alternativa é uma paráfrase fiel da posição da autora, sem acrescentar ou omitir informações.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B restringe o foco da escrita à correção ortográfica, o que contradiz a tese de Antunes. A autora não prioriza a ortografia como elemento central; pelo contrário, critica o ensino que se limita a aspectos formais. A alternativa extrapola ao afirmar que a ortografia "consolida o conhecimento linguístico e cultural", ideia que não está na defesa da autora.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C tangencia o tema ao focar no redimensionamento do ensino da nomenclatura gramatical e na análise sintática. Antunes não defende o ensino de gramática como caminho para a competência textual; ela prioriza o sentido e a coerência. A alternativa restringe o alcance da proposta da autora a um aspecto técnico e periférico.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D extrapola ao afirmar que a escrita deve explorar as variedades não padrão da língua. Embora Antunes possa reconhecer a importância das variedades linguísticas, essa não é a tese central da defesa dela sobre a escrita como prática escolar. A alternativa acrescenta uma ideia que não está explicitamente na defesa da autora, focando em um aspecto sociolinguístico que não é o núcleo da proposta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E tangencia o tema ao afirmar que a escrita deve continuar como atividade específica do ambiente escolar e que os gêneros estudados na escola garantirão acesso ao mundo letrado. Antunes não defende a escrita como atividade restrita à escola; pelo contrário, ela a vê como prática social. A alternativa restringe o alcance da proposta e acrescenta uma ideia (a garantia de acesso ao mundo letrado) que não está na defesa da autora.
Conclusão: a questão cobra a tese central de Antunes sobre a escrita como prática escolar. A alternativa A é a única que sintetiza essa tese, focando na coerência global e na eficácia comunicativa. As demais alternativas ou extrapolam, ou restringem, ou tangenciam o tema, desviando-se do núcleo da defesa da autora.