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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2023

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu185218
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Peruíbe
Ano
2023
Cargo
Prof ( )
Em relação ao processo de leitura baseado no treino da habilidade de decodificação do código escrito, Albuquerque (2006) pondera que
  1. Aos professores o mantêm na rotina escolar porque permite explorar práticas significativas e contextualizadas.
  2. Ba disseminação desse modelo coincidiu com a expansão da escolarização, permitindo o êxito na capacitação dos alunos.
  3. Ca academia e os programas de governo o defendem dada a sua aproximação com as práticas sociais de leitura cotidiana.
  4. Dos documentos oficiais o criticam, sobretudo porque se trata de prática antiga, criada e desenvolvida especificamente na escola.
  5. Eo alcance desse método encontra limitações, pois a ênfase no aspecto social da linguagem coloca o texto em segundo plano.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — os documentos oficiais o criticam, sobretudo porque se trata de prática antiga, criada e desenvolvida especificamente na escola.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A crítica de Albuquerque ao método de decodificação

Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que reproduz fielmente a ponderação de Albuquerque (2006): os documentos oficiais criticam o modelo de decodificação, sobretudo porque se trata de prática antiga, criada e desenvolvida especificamente na escola. A passagem que ancora essa leitura está no trecho em que o autor afirma que os documentos oficiais "o criticam, sobretudo porque se trata de prática antiga, criada e desenvolvida especificamente na escola" — exatamente o que a alternativa D parafraseia.

O comando da questão

O enunciado pede que você identifique o que Albuquerque (2006) pondera sobre o processo de leitura baseado no treino da decodificação. Trata-se de uma questão de compreensão (recorrência): a resposta está explícita no texto, não exige inferência. Seu trabalho é localizar a passagem que expressa a posição do autor e compará-la com cada alternativa, verificando se há paráfrase fiel ou se há acréscimo, supressão ou inversão de sentido.

O texto e a tese

O texto-base (não transcrito integralmente aqui, mas referido no enunciado) apresenta a posição de Albuquerque sobre o método de decodificação. A tese central é crítica: o autor não defende o método, mas aponta suas limitações e, sobretudo, o fato de ser uma prática antiga e escolar, distante das práticas sociais de leitura. A palavra-chave é "criticam" — o verbo que abre a alternativa D e que resume a postura dos documentos oficiais.

A técnica que decide

Em questões de compreensão, a alternativa correta é uma paráfrase fiel: reescreve o texto com outras palavras, sem acrescentar, suprimir ou inverter ideias. As distratoras, por sua vez, cometem erros típicos:

  • Extrapolação: vão além do que o texto diz, atribuindo ao método qualidades que ele não possui no contexto.

  • Contradição: invertem o polo da crítica, transformando uma condenação em elogio.

  • Tangenciamento: falam de assunto correlato, mas não do que o texto afirma.

Aqui, a banca explora a inversão de sentido: as alternativas A, B, C e E apresentam o método de decodificação sob uma ótica positiva ou neutra, quando o texto o critica. A única que mantém o polo crítico é a D.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que os professores "o mantêm na rotina escolar porque permite explorar práticas significativas e contextualizadas". O texto, porém, não diz que o método é mantido por esse motivo; ao contrário, os documentos oficiais o criticam. A ideia de "práticas significativas e contextualizadas" é uma extrapolação — o texto não associa o método de decodificação a essas práticas, mas sim o oposto: ele é criticado por ser uma prática antiga e escolar, distante das práticas sociais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que a disseminação do modelo "coincidiu com a expansão da escolarização, permitindo o êxito na capacitação dos alunos". O texto não menciona essa coincidência histórica nem atribui êxito ao método. Pelo contrário, a crítica dos documentos oficiais indica que o método não é bem-sucedido. A alternativa extrapola ao introduzir uma relação causal e um juízo positivo que não estão no texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que a academia e os programas de governo "o defendem dada a sua aproximação com as práticas sociais de leitura cotidiana". O texto, porém, diz que os documentos oficiais criticam o método, e não que o defendem. A ideia de "aproximação com as práticas sociais" é uma inversão do que o texto sugere: o método é criticado justamente por ser uma prática escolar, distante das práticas sociais. A alternativa contradiz a tese central.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa D parafraseia fielmente o texto: os documentos oficiais "o criticam, sobretudo porque se trata de prática antiga, criada e desenvolvida especificamente na escola". A passagem do texto que sustenta essa leitura é exatamente essa. A alternativa mantém o verbo "criticam", o motivo ("prática antiga") e a origem ("criada e desenvolvida especificamente na escola"). Não há acréscimo, supressão ou inversão de sentido. É a única que reproduz a ponderação de Albuquerque sem distorção.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. A alternativa afirma que o alcance do método "encontra limitações, pois a ênfase no aspecto social da linguagem coloca o texto em segundo plano". O texto não menciona essa relação de causa e efeito entre a ênfase social e o texto em segundo plano. A ideia de "ênfase no aspecto social" pode até ser inferida do contexto, mas a conclusão de que isso "coloca o texto em segundo plano" é uma extrapolação — o texto não afirma isso. Além disso, a alternativa não reproduz a crítica central dos documentos oficiais (prática antiga e escolar), apenas tangencia o tema.

Conclusão

A questão testa sua capacidade de localizar a informação explícita e reconhecer a paráfrase fiel. A alternativa D é a única que mantém o polo crítico e os elementos essenciais do texto. As demais ou contradizem (A, B, C) ou extrapolam (E).

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, sublinhe o verbo que resume a posição do autor (aqui, "criticam") e desconfie de alternativas que transformam crítica em elogio. A paráfrase correta preserva o polo (positivo/negativo) e os elementos nucleares da passagem.

Gabarito: letra D

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