Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2023
Português›Interpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu185233
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Peruíbe
Ano
2023
Cargo
Prof ( )
No que diz respeito à presença dos textos literários nas aulas, os Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa (1998) condenam práticas em que eles sejam
Autilizados para a formação de leitores capazes de reconhecer as sutilezas e os sentidos das construções literárias.
Busados como pretexto para o tratamento de questões que transcendem os aspectos de língua e literatura.
Cabertos intencionalmente a múltiplas leituras pela ambiguidade, pela indeterminação e pelo jogo de imagens e figuras.
Dtrabalhados em função das características diferenciadas de sua composição, com vistas a preocupações estéticas.
Eabordados como fonte de produção e apreensão de conhecimento, com mistura de aspectos subjetivos e racionalizantes.
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GabaritoB — usados como pretexto para o tratamento de questões que transcendem os aspectos de língua e literatura.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
A condenação dos PCNs: o texto literário como pretexto
Gabarito: letra B. Os Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa (1998) condenam práticas em que os textos literários sejam usados como pretexto para o tratamento de questões que transcendem os aspectos de língua e literatura. A passagem que ancora essa leitura está no próprio documento, que critica o uso do texto literário como mero veículo para outros conteúdos, em vez de ser trabalhado em sua especificidade estética e linguística.
"Os PCNs condenam práticas em que os textos literários sejam usados como pretexto para o tratamento de questões que transcendem os aspectos de língua e literatura."
A alternativa B é a única que descreve uma prática negativa — o uso do texto como pretexto —, enquanto as demais apresentam práticas positivas ou neutras, que os PCNs defendem ou não condenam.
O comando da questão
O enunciado pede que você identifique o que os PCNs condenam — ou seja, uma prática que o documento rejeita. Isso muda a resolução: você não deve procurar o que o texto defende, mas o que ele critica. Muitas alternativas descrevem práticas elogiáveis (formar leitores críticos, trabalhar a estética, etc.), que são justamente o oposto do que se pede.
O texto e a tese
Os PCNs, ao tratar do ensino de literatura, defendem que o texto literário seja trabalhado em sua especificidade: sua linguagem, seus recursos expressivos, sua abertura a múltiplas leituras. Eles condenam o uso do texto como pretexto — ou seja, como mero instrumento para discutir outros temas (gramática, valores, etc.) que não sejam os aspectos de língua e literatura. A palavra-chave é pretexto: o texto deixa de ser o objeto de estudo e vira um meio para outra coisa.
A técnica que decide
A pegadinha central é a inversão de sinal: o comando pede o que é condenado, mas a maioria das alternativas descreve práticas defendidas pelos PCNs. Para não cair nessa armadilha, sublinhe o verbo do comando antes de ler as alternativas: "condenam" = rejeitam, criticam. Depois, teste cada alternativa perguntando: "isso é algo que os PCNs defendem ou condenam?" Se a prática é elogiável, ela não pode ser a resposta.
Uso do texto literário (PCNs)
1Defendido
Formar leitores críticos
Trabalhar especificidade estética
Abertura a múltiplas leituras
Fonte de conhecimento
2Condenado
Usar como pretexto
Para questões além de língua e literatura
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"utilizados para a formação de leitores capazes de reconhecer as sutilezas e os sentidos das construções literárias."
Essa é uma prática positiva: formar leitores que reconheçam sutilezas e sentidos é exatamente o que os PCNs defendem. A alternativa contradiz o que se pede — ela descreve um objetivo desejável, não uma prática condenada. Erro: contradiz o comando (inversão de sinal).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"usados como pretexto para o tratamento de questões que transcendem os aspectos de língua e literatura."
A palavra pretexto é a chave: usar o texto literário como pretexto para tratar de outros assuntos (que vão além de língua e literatura) é exatamente o que os PCNs condenam. O texto deixa de ser o objeto de estudo e vira um meio para outra coisa. Essa é a única alternativa que descreve uma prática negativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"abertos intencionalmente a múltiplas leituras pela ambiguidade, pela indeterminação e pelo jogo de imagens e figuras."
A abertura a múltiplas leituras é uma característica valorizada da literatura, não condenada. Os PCNs reconhecem a ambiguidade e a indeterminação como recursos que enriquecem a leitura. Erro: contradiz o comando (inversão de sinal).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"trabalhados em função das características diferenciadas de sua composição, com vistas a preocupações estéticas."
Trabalhar o texto em função de suas características composicionais e estéticas é uma prática defendida pelos PCNs — é justamente o oposto de usá-lo como pretexto. Erro: contradiz o comando (inversão de sinal).
Alternativa E — ❌ Incorreta
"abordados como fonte de produção e apreensão de conhecimento, com mistura de aspectos subjetivos e racionalizantes."
Abordar o texto como fonte de conhecimento é uma prática positiva e alinhada aos PCNs. A alternativa descreve uma prática que o documento defende, não condena. Erro: contradiz o comando (inversão de sinal).
Conclusão
A questão testa sua capacidade de ler o comando com atenção e identificar o sinal (defender × condenar). A única alternativa que descreve uma prática negativa é a B. As demais descrevem práticas positivas, que os PCNs defendem — por isso são incorretas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte o sinal: pede o que os PCNs condenam, mas a maioria das alternativas descreve práticas que eles defendem. O candidato que não lê o comando com atenção marca uma prática positiva.
PEGA ESSA DICA!
Sublinhe o verbo do comando ("condenam") antes de ler as alternativas. Depois, teste cada uma perguntando: "isso é algo que os PCNs defendem ou condenam?" Se a prática é elogiável, ela não pode ser a resposta.