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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2023

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu185262
Banca
VUNESP
Órgão
Pref SBO
Ano
2023
Cargo
ASG ( )

Não compre um pet, adote!

 

Animais não são mercadorias para serem vendidos. Um bichinho não precisa ser de raça famosa para dar alegria e carinho ao seu dono. Ajudar um animal abandonado é uma grande demonstração de amor e solidariedade!

 

Milhares de animais são abandonados pelas ruas por pessoas irresponsáveis e passam por muito sofrimento. Ao adotar um animalzinho você ajuda a reduzir esse número de abandonos e a mudar o destino de um animal carente, proporcionando a ele um lar e uma família.

 

Tenha certeza de que ao adotar você vai receber do seu animalzinho toda gratidão em forma de amor, carinho e companheirismo. E isso só consegue entender quem já adotou um cão ou um gatinho, por exemplo.

 

Mas lembre-se: um animal não é um bichinho de pelúcia! Ao adotar é necessário assumir a responsabilidade sobre a vida do bichinho em relação ao seu bem estar, sua saúde e segurança.

(https://somanutricaoanimal.com.br/pet - em 23.08.2023. Adaptado)

O último parágrafo do texto cita que um animal não é um bichinho de pelúcia, isto quer dizer que o animal

  1. Aé um brinquedo.
  2. Bé um ser vivo.
  3. Cpode ser abandonado.
  4. Dpode ser guardado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — é um ser vivo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação de expressão figurada: "bichinho de pelúcia"

Gabarito: letra B. A expressão "um animal não é um bichinho de pelúcia" significa que o animal é um ser vivo — e não um objeto inanimado. A resposta está ancorada no próprio último parágrafo, que explica o sentido da comparação: "Ao adotar é necessário assumir a responsabilidade sobre a vida do bichinho em relação ao seu bem estar, sua saúde e segurança". Se o animal fosse um brinquedo, não haveria "vida", "saúde" ou "segurança" a zelar.

O comando pede interpretação de sentido contextual: a banca quer saber o que a comparação com o "bichinho de pelúcia" significa dentro do texto, não o sentido literal da palavra. A pelúcia é um objeto inanimado, sem vida; ao dizer que o animal não é isso, o autor afirma, por oposição, que o animal é um ser vivo, que sente, precisa de cuidados e tem necessidades reais.

O texto é uma campanha de adoção responsável. A tese central é: adotar é um ato de amor, mas exige responsabilidade. O último parágrafo funciona como um alerta: "Mas lembre-se: um animal não é um bichinho de pelúcia!". O conectivo "Mas" marca a oposição entre o entusiasmo da adoção (parágrafos anteriores) e a seriedade do compromisso. A comparação com a pelúcia serve exatamente para quebrar a idealização: o bichinho não é um brinquedo que se guarda na prateleira; é um ser vivo que depende de você.

A técnica que decide esta questão é a oposição semântica. O texto diz o que o animal não é (pelúcia) para afirmar o que ele é (ser vivo). Veja a estrutura:

"Mas lembre-se: um animal não é um bichinho de pelúcia! Ao adotar é necessário assumir a responsabilidade sobre a vida do bichinho em relação ao seu bem estar, sua saúde e segurança."

A segunda frase explica a primeira: se o animal tem "vida", "saúde" e "segurança", ele não pode ser um objeto. A pelúcia não tem vida, não adoece, não precisa de segurança. Portanto, a única alternativa que capta o sentido é a que afirma que o animal é um ser vivo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a leitura literal da expressão "bichinho de pelúcia". O candidato que não percebe o sentido figurado pode cair na alternativa A ("é um brinquedo") ou D ("pode ser guardado"), que são interpretações literais e contrárias ao texto.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de sentido figurado, pergunte-se: "o que o autor quer dizer com essa comparação?" A resposta está sempre no contexto, não no dicionário.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. O texto afirma explicitamente que o animal não é um bichinho de pelúcia, ou seja, não é um brinquedo. A alternativa inverte o sentido: diz que o animal "é um brinquedo", quando o autor diz exatamente o contrário. A pelúcia é um objeto inanimado, sem vida; o texto destaca que o animal tem vida, saúde e segurança.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. O texto afirma que o animal não é pelúcia e, em seguida, explica: "é necessário assumir a responsabilidade sobre a vida do bichinho em relação ao seu bem estar, sua saúde e segurança". A menção a "vida", "saúde" e "segurança" só faz sentido para um ser vivo. A oposição "não é pelúcia" (objeto) implica "é ser vivo".

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto menciona que "milhares de animais são abandonados pelas ruas", mas isso é um problema que a adoção busca combater, não uma consequência de o animal não ser pelúcia. A alternativa C introduz uma ideia que não está ligada à expressão "bichinho de pelúcia". O texto não diz que o animal "pode ser abandonado" por não ser pelúcia; pelo contrário, alerta para a responsabilidade de cuidar.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A alternativa D diz que o animal "pode ser guardado", como se fosse um objeto. O texto afirma que o animal não é pelúcia, ou seja, não é algo que se guarda. A expressão "guardar" remete a guardar um brinquedo na prateleira, o que é exatamente o oposto do que o autor defende: o animal é um ser vivo que exige cuidados.

Conclusão: a questão testa a capacidade de interpretar uma expressão figurada a partir do contexto. A alternativa B é a única que se sustenta no texto, pois a oposição "não é pelúcia" + "responsabilidade sobre a vida" só faz sentido se o animal for um ser vivo. As demais alternativas ou contradizem o texto (A e D) ou extrapolam (C).

Gabarito: letra B

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