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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — VUNESP 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
vu185466
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Sertãozinho SP
Ano
2023
Cargo
Arqt (Sertãozinho)

Ausências Alienígenas

 

O comando militar dos EUA voltou a divulgar não haver evidência de que sejam extraterrestres os tais objetos voadores não identificados (óvnis, em português, ou UFOs, em inglês) – que seus investigadores preferem chamar de fenômenos aéreos não identificados (UAPs, na língua estrangeira).

 

Para tentar dirimir as dúvidas remanescentes, o Pentágono se deu ao trabalho de abrir um Escritório de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios (AARO). Seis meses depois, deu-se a primeira entrevista coletiva para tratar dos UAPs.

 

Sean Kirkpatrick, diretor do órgão, permaneceu fiel à lógica truísta ao admitir não ter como descartar a possibilidade de vida extraterrestre. Tudo que se pode fazer, argumentou, é manter uma atitude científica diante da questão.

 

Pragmáticos, os militares concentram sua atenção em ocorrências suspeitamente próximas de suas instalações. Fazem isso com base na hipótese menos improvável de que os artefatos a sobrevoar as bases sejam russos, chineses e mesmo americanos (guiados por outras agências governamentais), e não naves intergalácticas.

 

Em 2021, o governo anunciou ter mais de 140 casos registrados. Um deles era um balão meteorológico em queda, enquanto os demais seguiam inexplicáveis – tendo em vista as trajetórias, os dados de radares e as tecnologias conhecidas.

 

Depois desse primeiro relatório, centenas de outros episódios teriam chegado ao conhecimento do AARO. Passarão pelo mesmo processo rigoroso de escrutínio, mas os crédulos não se darão por satisfeitos – afinal, como professava o agente Fox Mulder na série de TV Arquivo X, eles querem acreditar.

 

Estariam melhor se aderissem a outra máxima científica: hipóteses extraordinárias exigem provas extraordinárias. Até agora, ETs só se comunicam com humanos nas telas de cinema. Como há quem acredite até na inoculação de chips por vacinas, a fábula alienígena segue em propulsão fantástica.

 

(Editorial. Folha de S.Paulo, 24.12.2022. Adaptado)

Leia o texto para responder à questão.

   

De acordo com a norma-padrão, na passagem do 4º parágrafo – Fazem isso com base na hipótese menos improvável de que os artefatos a sobrevoar as bases sejam russos, chineses e mesmo americanos… –, o trecho destacado pode ser substituído por

  1. AFazem-no.
  2. BFazem-lhe.
  3. CO fazem.
  4. DFazem-o.
  5. ELhe fazem.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Fazem-no.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de pronome oblíquo átono: objeto direto e formas do pronome "o"

Gabarito: letra A. O trecho "Fazem isso" pode ser substituído por "Fazem-no", pois o pronome "isso" exerce função de objeto direto do verbo "fazer" (transitivo direto), e, após verbo terminado em -z, o pronome "o" assume a forma "no" — daí "fazem-no". A regência do verbo "fazer" (quem faz, faz algo) exige pronome de objeto direto, nunca o "lhe" (objeto indireto).

O comando pede uma reescritura que mantenha o sentido e obedeça à norma-padrão. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de gramática aplicada: identificar a função sintática do termo substituído e aplicar a forma correta do pronome oblíquo átono. A banca testa dois pontos: (1) a distinção entre objeto direto (o/a) e indireto (lhe); (2) a alomorfia do pronome "o" após verbos terminados em -z (e -r, -s).

No trecho original, "Fazem isso" — o pronome demonstrativo "isso" é o objeto direto de "fazem" (o que eles fazem? isso). Ao substituir por pronome pessoal oblíquo átono de 3ª pessoa, a forma correta é "o" (masculino singular), que, após verbo terminado em consoante -z, vira "no": "Fazem-no". A forma "fazem-o" não existe na norma culta; o "o" sofre alteração fonética para "no" após -m, -ão, -õe e para "lo" após -r, -s, -z.

A alternativa A é a única que respeita a regência (objeto direto) e a forma alomórfica correta. As demais ou usam "lhe" (objeto indireto, o que mudaria o sentido e a regência) ou apresentam formas inexistentes na norma padrão.

1Função sintática
Objeto direto → "o/a"
Objeto indireto → "lhe"
2Alomorfia após verbo
-r, -s, -z → "lo"
-m, -ão, -õe → "no"
3Colocação pronominal
Próclise (palavra atrativa)
Ênclise (início de oração)
Pronome oblíquo átono "o"
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Pronome oblíquo átono "o": Função sintática (Objeto direto → "o/a", Objeto indireto → "lhe"); Alomorfia após verbo (-r, -s, -z → "lo", -m, -ão, -õe → "no"); Colocação pronominal (Próclise (palavra atrativa), Ênclise (início de oração))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Fazem isso com base na hipótese menos improvável..."

O pronome "isso" é objeto direto de "fazem". A substituição por pronome oblíquo átono de 3ª pessoa exige a forma "o", que, após verbo terminado em -z, assume a variante "no": "Fazem-no". Mantém-se o sentido e a correção gramatical.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Fazem-lhe" usa o pronome "lhe", que exerce função de objeto indireto (a quem se faz). O verbo "fazer" é transitivo direto (faz-se algo), não se admite "lhe" como objeto direto. Há troca de função sintática — erro de regência.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"O fazem" está em próclise (pronome antes do verbo), o que seria aceitável apenas se houvesse palavra atrativa (advérbio, pronome relativo etc.). No início de oração, a norma-padrão exige ênclise (pronome depois do verbo). Além disso, a forma "o" após verbo terminado em -z deveria ser "no". Duplo erro: colocação e alomorfia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Fazem-o" é forma inexistente na norma-padrão. Após verbo terminado em -z, o pronome "o" obrigatoriamente vira "no" (por eufonia). A forma "fazem-o" não é aceita.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Lhe fazem" repete o erro da B (uso de "lhe" para objeto direto) e ainda coloca o pronome em próclise indevida (sem palavra atrativa). Duplo erro: regência e colocação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre objeto direto e indireto. "Fazer" é transitivo direto, então o pronome deve ser "o" (e não "lhe"). Além disso, testa a forma alomórfica "no" após -z — quem não domina essa regra marca "fazem-o".

PEGA ESSA DICA!

Ao substituir um termo por pronome, primeiro identifique a função sintática (objeto direto ou indireto). Depois, verifique a terminação do verbo para aplicar a forma correta do pronome "o": -r, -s, -z → "lo"; -m, -ão, -õe → "no".

Gabarito: letra A.

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