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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — VUNESP 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
vu185482
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Sorocaba
Ano
2023
Cargo
Arqueo (Sorocaba)

Esforço global

 

Em Seul, na Coreia do Sul, as latas de lixo pesam automaticamente a quantidade de comida ali jogada. Em Londres, mercados pararam de colocar datas de validade em frutas e legumes para diminuir a confusão sobre o que ainda pode ser consumido. A Califórnia agora exige que os supermercados distribuam – e não joguem fora – produtos que não foram vendidos, mas que estão bons para o consumo.

 

Esses são exemplos de uma ampla gama de esforços que está sendo realizada mundialmente para enfrentar dois problemas urgentes: a fome e as mudanças climáticas.

 

Em todo o mundo, o desperdício de alimentos é responsável por 8% a 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, pelo menos o dobro das emissões da aviação. De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, são alimentos suficientes para mais de 1 bilhão de pessoas.

 

Todas essas iniciativas apontam para uma desconexão no sistema global moderno: muitos alimentos são produzidos, mas não consumidos, mesmo enquanto pessoas passam fome.

 

Jogar fora as safras que foram plantadas, regadas, colhidas, embaladas e transportadas é um problema relativamente novo na história da humanidade. Durante séculos, as pessoas usaram tudo o que podiam: o caule de uma bananeira, cascas de vegetais, uma cenoura que crescia retorcida no subsolo. Hoje, 31% dos alimentos cultivados, transportados ou vendidos são desperdiçados.

 

Para Dana Gunders, diretora da ReFED, Ong focada na redução do desperdício de alimentos, “É melhor não produzir o que você sabe que não será consumido. Para fazer isso, é preciso redesenhar os sistemas. O que não é tão fácil quanto jogar sobras em uma caixa de compostagem”.

 

(Somini Sengupta. https://www.estadao.com.br/sustentabilidade/ por-dentro-do-esforco-global-para-manter-alimentos-perfeitamenteconsumiveis- fora-do-lixao/ Tradução de Lívia Bueloni Gonçalves. Publicado em 22.10.2022. Adaptado)

Leia o texto para responder à questão.     Assinale a alternativa em que a reescrita da última frase do primeiro parágrafo preserva o sentido original do texto.
  1. AApesar de a Califórnia estar procurando reduzir o desperdício, mesmo que agora exija dos supermercados o aproveitamento de alimentos que, caso não comercializados, estejam apropriados ao consumo.
  2. BPor sua vez, a Califórnia está procurando reduzir o desperdício, visto que agora exige dos supermercados o aproveitamento de alimentos que, embora não comercializados, estejam apropriados ao consumo.
  3. CAlém de a Califórnia estar procurando reduzir o desperdício, à medida que agora exige dos supermercados o aproveitamento de alimentos que, a exemplo dos não comercializados, estejam apropriados ao consumo.
  4. DEm tese, a Califórnia está procurando reduzir o desperdício, portanto agora exige dos supermercados o aproveitamento de alimentos que, supostamente não comercializados, estejam apropriados ao consumo.
  5. EAliás, a Califórnia está procurando reduzir o desperdício, a menos que agora exija dos supermercados o aproveitamento de alimentos que, ainda não comercializados, estejam apropriados ao consumo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Por sua vez, a Califórnia está procurando reduzir o desperdício, visto que agora exige dos supermercados o aproveitamento de alimentos que, embora não comercializados, estejam apropriados ao consumo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de frase: preservando o sentido com conectivos e orações subordinadas

Gabarito: letra B. A reescrita correta é a que mantém a relação de causa entre a exigência da Califórnia e a redução do desperdício, usando o conectivo "visto que" (causal) e a conjunção "embora" (concessiva) para marcar que os alimentos, mesmo não comercializados, estão apropriados ao consumo. O texto original afirma: "A Califórnia agora exige que os supermercados distribuam – e não joguem fora – produtos que não foram vendidos, mas que estão bons para o consumo." A alternativa B parafraseia essa ideia sem alterar a relação lógica entre os fatos.

O comando pede uma reescrita que preserve o sentido original. Isso significa que a nova frase deve manter as mesmas relações lógicas (causa, concessão, condição) e o mesmo conteúdo informativo, apenas com outra estrutura sintática. Não se trata de interpretar ou inferir, mas de verificar se a paráfrase é fiel ao texto.

No trecho original, há duas informações centrais: (1) a Califórnia exige que os supermercados distribuam produtos não vendidos; (2) esses produtos estão bons para o consumo. A relação entre "exigir" e "distribuir" é de causa e consequência — a exigência é o motivo da distribuição. Já a relação entre "não vendidos" e "bons para o consumo" é de concessão — apesar de não terem sido vendidos, ainda são aproveitáveis.

A técnica para resolver é testar cada alternativa perguntando: o conectivo usado preserva a relação lógica do original? Conectivos como "visto que", "porque", "já que" indicam causa; "embora", "apesar de", "ainda que" indicam concessão; "portanto", "logo" indicam conclusão; "a menos que" indica condição. A alternativa que usar os conectivos com os valores corretos será a correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca os conectivos para inverter a relação lógica. Em "A", "apesar de" (concessivo) é usado onde deveria haver causa; em "C", "à medida que" (proporcional) e "a exemplo de" (comparação) alteram o sentido; em "D", "portanto" (conclusão) e "supostamente" (dúvida) mudam a relação; em "E", "a menos que" (condição) e "aliás" (retificação) quebram a lógica.

Reescrita que preserva o sentido
  • 1Relações lógicas do original
    • Causa (exigência → redução)
      • visto que
      • porque, já que
    • Concessão (não vendido → bom)
      • embora
      • apesar de, ainda que
  • 2Conectivos que alteram o sentido
    • Proporcional (à medida que)
    • Conclusivo (portanto, logo)
    • Condicional (a menos que)
    • Retificação (aliás)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O conectivo "apesar de" introduz uma ideia de concessão (oposição), mas no original a exigência da Califórnia é a causa da redução do desperdício, não uma oposição. Além disso, a frase fica incompleta — "mesmo que agora exija" não forma um período com sentido completo, pois falta a oração principal. O erro é de troca de conectivo (concessivo no lugar de causal) e de estrutura frasal.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O conectivo "visto que" tem valor causal — introduz a explicação do que foi dito antes. No original, a exigência da Califórnia é o motivo pelo qual ela está reduzindo o desperdício. A conjunção "embora" tem valor concessivo — indica que, apesar de não comercializados, os alimentos estão apropriados ao consumo. A reescrita mantém exatamente as relações lógicas do texto: causa (exigência → redução) e concessão (não vendidos → mas bons).

Alternativa C — ❌ Incorreta

O conectivo "à medida que" tem valor proporcional (indica uma relação de proporção entre dois fatos), mas no original a relação é de causa. Além disso, "a exemplo de" sugere que os alimentos não comercializados são um exemplo de algo, quando no texto eles são o objeto da exigência. O erro é de troca de conectivo (proporcional no lugar de causal) e de alteração de sentido na expressão "a exemplo de".

Alternativa D — ❌ Incorreta

O conectivo "portanto" tem valor conclusivo (indica uma conclusão a partir do que foi dito), mas no original a exigência é a causa da redução do desperdício, não uma conclusão. Além disso, "supostamente" introduz uma ideia de dúvida — o texto afirma categoricamente que os produtos não foram vendidos, não que isso seja uma suposição. O erro é de troca de conectivo (conclusivo no lugar de causal) e de acréscimo de dúvida onde o texto é assertivo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O conectivo "a menos que" tem valor condicional (indica uma condição para que algo aconteça), mas no original a exigência é um fato, não uma condição. Além disso, "aliás" tem valor de retificação (introduz uma correção ou acréscimo), o que não existe no texto. O erro é de troca de conectivo (condicional no lugar de causal) e de alteração de sentido com "aliás".

Conclusão: a reescrita deve preservar as relações lógicas do original. A alternativa B é a única que mantém a causa (visto que) e a concessão (embora) corretamente, sem acrescentar dúvidas, condições ou proporções que o texto não traz.

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever, sublinhe os conectivos do original e pergunte: "que relação eles estabelecem?" Depois, verifique se a alternativa usa conectivos com o mesmo valor lógico. Conectivos causais: porque, visto que, já que, uma vez que. Concessivos: embora, apesar de, ainda que. Conclusivos: portanto, logo, assim. Condicionais: se, caso, a menos que.

Gabarito: letra B

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