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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — VUNESP 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
vu185797
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Mirassol
Ano
2023
Cargo
ASoc ( )

Redes de Risco

 

Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. Foi assim com o cinema, a televisão e, neste século 21, é o que se passa com as redes sociais.

 

Na quarta, 24 de maio, o médico e secretário de Saúde dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um alerta sobre os riscos dessas mídias. O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.

 

Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”, estimula processos neurológicos similares aos verificados em dependentes químicos; já outras revelam benefícios, como conexão emocional e comunitária entre os jovens.

 

A falta de consenso leva o relatório americano a pedir por um esforço científico de investigação. Enquanto isso, medidas vão sendo tomadas. Em março, Utah proibiu que menores de 18 anos tenham contas em redes sem a anuência de pais ou responsáveis.

 

Entretanto, em vez da proibição, especialistas apontam para a importância da educação digital. O objetivo deve ser capacitar crianças e adolescentes para lidarem com a poluição informacional das redes: diferenciar textos opinativos de noticiosos, investigar a veracidade das informações, produzir conteúdos com responsabilidade, proteger a privacidade, reconhecer abusos e buscar ajuda, quando necessário.

 

Assim, busca-se a redução dos potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying – que podem gerar ou agravar transtornos mentais.

 

Pela disseminação recente e pelas mudanças provocadas, é natural que o uso das redes sociais gere preocupação e até medo. Mas o conhecimento obtido pela ciência e pela educação é a forma mais sensata de lidar com as adversidades.

 

(Editorial, Folha de S.Paulo, 25.05.2023. Adaptado)

Considerando-se o emprego de conjunção, a flexão verbal e a concordância verbal, o trecho do 2o  parágrafo – O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens. – está corretamente reescrito em:
  1. AO relatório afirma que, como a ciência ainda não teve alcançado consenso a respeito, vê-se fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.
  2. BO relatório afirma que, embora a ciência ainda não tenha alcançado consenso a respeito, constatam-se fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.
  3. CO relatório afirma que, mesmo a ciência ainda não tendo alcançado consenso a respeito, existe fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.
  4. DO relatório afirma que, tanto a ciência ainda não tem alcançado consenso a respeito, que aparecem fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.
  5. EO relatório afirma que, à medida que a ciência ainda não tivera alcançado consenso a respeito, tem fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.
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GabaritoB — O relatório afirma que, embora a ciência ainda não tenha alcançado consenso a respeito, constatam-se fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de Frases: conjunção, flexão verbal e concordância

Gabarito: letra B. A alternativa correta preserva o sentido de concessão da conjunção original "apesar de", emprega corretamente o verbo "ter" no subjuntivo ("tenha alcançado") e faz a concordância verbal adequada com o sujeito composto "fortes indícios" ("constatam-se"). A passagem que ancora a resposta é o trecho original do 2º parágrafo: "O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens."

O comando pede uma reescritura correta — não basta manter o sentido, é preciso respeitar três eixos simultaneamente: o valor semântico da conjunção, a flexão modo-temporal do verbo e a concordância verbal. Isso muda a estratégia de resolução: você não pode apenas comparar o sentido; precisa testar cada alternativa nos três critérios, como um filtro de três etapas. A banca VUNESP adora essa combinação: ela mistura um erro de conjunção, um de flexão e um de concordância em cada distrator, para que apenas uma alternativa acerte os três.

No texto original, a relação estabelecida por "apesar de" é de concessão: a falta de consenso científico é um obstáculo que não impede a existência de indícios. A conjunção que mantém exatamente esse valor é "embora" (concessiva). Já o verbo "ter" está no pretérito perfeito composto do subjuntivo ("tenha alcançado"), exigido pela ideia de hipótese/ressalva. Por fim, o verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal e fica no singular ("há"), mas, ao substituí-lo por "constatar", o sujeito passa a ser "fortes indícios" (plural), exigindo a forma "constatam-se".

A técnica central aqui é a substituição sem alteração de sentido: a reescrita correta deve trocar palavras mantendo o valor lógico-semântico e ajustando a gramática ao novo arranjo. Cada distrator falha em pelo menos um dos três critérios — alguns trocam a conjunção por outra de valor diferente (causa, proporção), outros erram a flexão verbal, outros quebram a concordância. Vamos analisar cada uma.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a conjunção concessiva por outras de valores diferentes (causa, proporção) e, em paralelo, insere erros de flexão e concordância. O candidato que só olha o sentido da conjunção cai na letra A; o que só olha a concordância cai na C. É preciso testar os três critérios.

Reescrita correta (3 filtros)
  • 1Conjunção (valor semântico)
    • Concessão (embora, apesar de)
    • Causa (como)
    • Consequência (tanto... que)
    • Proporção (à medida que)
  • 2Flexão verbal
    • Subjuntivo (tenha alcançado)
    • "teve alcançado" (inexistente)
    • "tem alcançado" (indicativo)
    • "tivera alcançado" (mais-que-perfeito)
  • 3Concordância verbal
    • Plural (constatam-se, existem)
    • Singular (vê-se, existe)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"O relatório afirma que, como a ciência ainda não teve alcançado consenso a respeito, vê-se fortes indícios..."

Erro duplo. Primeiro, a conjunção "como" estabelece causa (a ciência não alcançou consenso, portanto há indícios), enquanto o original expressa concessão (apesar de não haver consenso, há indícios). Segundo, a forma "teve alcançado" não existe na norma culta — o correto seria "tivesse alcançado" (pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo) ou "tenha alcançado". Além disso, "vê-se fortes indícios" está com concordância errada: o sujeito é "fortes indícios" (plural), então o correto seria "veem-se fortes indícios". A alternativa contradiz o sentido do original e erra a flexão e a concordância.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"O relatório afirma que, embora a ciência ainda não tenha alcançado consenso a respeito, constatam-se fortes indícios..."

A alternativa acerta os três critérios. A conjunção "embora" é concessiva, exatamente como "apesar de" — mantém o sentido de ressalva. O verbo "ter" está no presente do subjuntivo ("tenha alcançado"), forma adequada após conjunção concessiva que introduz hipótese. E a concordância está correta: o sujeito "fortes indícios" (plural) exige o verbo no plural, "constatam-se". A reescrita é uma paráfrase fiel do original, sem alterar o valor semântico nem quebrar a gramática.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"O relatório afirma que, mesmo a ciência ainda não tendo alcançado consenso a respeito, existe fortes indícios..."

A conjunção "mesmo que" (aqui reduzida a "mesmo... tendo") mantém o valor concessivo, então o primeiro critério passa. Porém, a concordância verbal falha: o verbo "existir" tem sujeito "fortes indícios" (plural), então o correto seria "existem fortes indícios". A forma "existe" está no singular, quebrando a concordância. A alternativa restringe o alcance do sujeito ao tratar o plural como singular.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"O relatório afirma que, tanto a ciência ainda não tem alcançado consenso a respeito, que aparecem fortes indícios..."

A conjunção "tanto... que" estabelece consequência (a ciência não alcançou consenso, portanto aparecem indícios), enquanto o original expressa concessão. Além disso, a forma "tem alcançado" está no presente do indicativo, mas o contexto exige o subjuntivo ("tenha alcançado") por se tratar de uma hipótese/ressalva. A alternativa contradiz o sentido e erra a flexão verbal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"O relatório afirma que, à medida que a ciência ainda não tivera alcançado consenso a respeito, tem fortes indícios..."

A conjunção "à medida que" estabelece proporção (à medida que a ciência não alcança consenso, algo acontece), enquanto o original expressa concessão. Além disso, a forma "tivera alcançado" está no pretérito mais-que-perfeito do indicativo, forma inadequada ao contexto de hipótese. E o verbo "tem" está sem sujeito claro — o correto seria "há" (impessoal) ou "existem" (com sujeito "fortes indícios"). A alternativa contradiz o sentido, erra a flexão e quebra a concordância.

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever, teste cada alternativa em três filtros: (1) a conjunção mantém o valor semântico original? (2) o verbo está no modo/tempo exigido pelo contexto? (3) a concordância respeita o sujeito? Se qualquer um falhar, a alternativa está errada.

Gabarito: letra B. A única reescrita que preserva a concessão, usa o subjuntivo corretamente e faz a concordância plural adequada é a letra B. As demais falham em pelo menos um dos três critérios — a banca mistura erros de conjunção, flexão e concordância para testar o domínio integrado da norma culta.

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