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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — VUNESP 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
vu186227
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Peruíbe
Ano
2023
Cargo
Dir Esc (Peruíbe)

Uma pesquisa demonstra que a melatonina, conhecida popularmente como “hormônio do sono”, a despeito de seu efeito antioxidante e regulador do sono, pode piorar a inflamação intestinal, dependendo do conjunto de bactérias que vivem no corpo humano, especialmente no intestino do hospedeiro – isto é, na microbiota, antigamente chamada “flora intestinal”.

 

O uso de melatonina pela população, sem prescrição médica, tem sido bastante corriqueiro para dormir melhor.

 

“O problema principal é que todo mundo acha que é inócuo, que um hormônio como a melatonina não causa males, só melhora o sono, e o que esse estudo acaba de revelar é que as pessoas têm de ficar atentas, porque uma suplementação hormonal pode melhorar o sono, mas pode piorar outra coisa”, diz a professora Cristina Ribeiro de Barros Cardoso, da Universidade de São Paulo (USP).

 

No laboratório de Cardoso, enfermidades inflamatórias intestinais são pesquisadas, entre elas doença de Crohn e retocolite ulcerativa. São condições imunomediadas, ou seja, correspondem a respostas imunológicas descontroladas que acabam causando destruição no trato gastrointestinal e efeitos clínicos muito fortes, como dores abdominais, diarreias constantes, sangramentos e muita fadiga. É preciso, assim, diminuir ou suprimir a imunidade para reduzir a inflamação excessiva que causa danos ao intestino.

 

A pesquisadora ressalta que muitos pacientes não respondem adequadamente nem mesmo aos tratamentos mais modernos e dispendiosos, gerando a necessidade de cirurgias para a remoção de partes do intestino. Esses são procedimentos bastante invasivos para os pacientes, com consequências diretas na sua qualidade de vida, o que levou o grupo de pesquisa a procurar novas opções terapêuticas.

 

A melatonina, então, entrou no foco de investigação do grupo de Cardoso. O hormônio pode atuar como antioxidante e melhorar diversas condições fisiológicas ou patológicas. “Começamos esse trabalho imaginando que teríamos um potencial novo tratamento para doença de Crohn e retocolite ulcerativa, mas, para nossa surpresa, o que vimos foi exatamente o contrário. E esse alerta precisa ser feito”, ressalva Cardoso.

 

(Ricardo Muniz. Melatonina, comumente usada para dormir melhor, pode piorar

quadros de inflamação intestinal. www1.folha.uol.com.br, 28.04.2023. Adaptado)

O trecho “O problema principal é que todo mundo acha que é algo inócuo…” pode ser assim reescrito, sem prejuízo do sentido:
  1. AO cerne da questão é que todos pensam que é uma coisa inofensiva…
  2. BA dificuldade central é que a maioria acredita que é um tanto danoso…
  3. CO âmago da contenda é que todas as pessoas creem que é um problema inocente…
  4. DO obstáculo maior é que toda gente entende como uma questão lesiva…
  5. EA celeuma fulcral reside no pensamento coletivo de que seja demanda disfuncional…
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — O cerne da questão é que todos pensam que é uma coisa inofensiva…

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescritura de frases: substituição de palavras sem perda de sentido

Gabarito: letra A. A alternativa A é a única que preserva integralmente o sentido do trecho original, pois "inócuo" significa "inofensivo" — e "cerne da questão" equivale a "problema principal". As demais alternativas ou invertem o sentido (B e D, com "danoso"/"lesivo") ou usam palavras que não são sinônimas no contexto (C e E).

O comando pede uma reescritura sem prejuízo do sentido — ou seja, uma paráfrase fiel, que mantenha o significado original, ainda que com outras palavras. Isso não é interpretação livre: é uma substituição lexical em que cada termo trocado deve ser sinônimo adequado ao contexto. A banca testa exatamente o vocabulário e a capacidade de reconhecer equivalências semânticas.

No trecho original, a professora afirma que "todo mundo acha que é algo inócuo", ou seja, que as pessoas acreditam que a melatonina é inofensiva, que não causa mal. A ideia central é a falsa percepção de segurança. A alternativa correta precisa manter essa ideia: "todos pensam que é uma coisa inofensiva".

A técnica para resolver: teste cada palavra-chave — "problema principal" → "cerne da questão"; "todo mundo" → "todos"; "acha" → "pensam"; "inócuo" → "inofensivo". Se qualquer substituição alterar o sentido (especialmente por antônimo), a alternativa está errada. Palavras como "danoso", "lesivo" e "disfuncional" são antônimas de "inócuo" — elas dizem o contrário do que o texto afirma.

NÃO CAIA NESSA!

Sublinhe no enunciado a expressão "sem prejuízo do sentido" e, em cada alternativa, pergunte: "isto é o MESMO que o texto diz, ou é o OPOSTO?" Antônimos são a armadilha mais comum nesse tipo de questão.

1Exige sinonímia contextual
Cada termo trocado = sinônimo no contexto
Manter o mesmo sentido e registro
2Armadilha comum: antônimos
"Inócuo" ≠ "danoso" (B)
"Inócuo" ≠ "lesivo" (D)
3Outro erro: palavra inadequada ao contexto
"Inocente" ≠ "inócuo" (C)
"Celeuma" ≠ "problema principal" (E)
4Técnica de resolução
Testar cada palavra-chave
Perguntar: é o MESMO ou o OPOSTO?
Reescritura sem prejuízo do sentido
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Reescritura sem prejuízo do sentido: Exige sinonímia contextual (Cada termo trocado = sinônimo no contexto, Manter o mesmo sentido e registro); Armadilha comum: antônimos ("Inócuo" ≠ "danoso" (B), "Inócuo" ≠ "lesivo" (D)); Outro erro: palavra inadequada ao contexto ("Inocente" ≠ "inócuo" (C), "Celeuma" ≠ "problema principal" (E)); Técnica de resolução (Testar cada palavra-chave, Perguntar: é o MESMO ou o OPOSTO?)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A reescreve o trecho com sinônimos perfeitos: "O cerne da questão" = "O problema principal"; "todos pensam" = "todo mundo acha"; "uma coisa inofensiva" = "algo inócuo". Não há alteração de sentido, nem de registro — mantém o tom coloquial e a ideia de que as pessoas subestimam o risco. É a única que passa no teste de equivalência termo a termo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto (antônimo). "Inócuo" significa "inofensivo"; "danoso" significa "prejudicial". A alternativa B diz que as pessoas acreditam que a melatonina é "um tanto danosa" — exatamente o oposto do que o texto afirma. Além disso, "a maioria" restringe o alcance de "todo mundo", que é universal. Dupla falha: inverte o sentido e limita o sujeito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: troca de vocábulo com sentido inadequado. "Inocente" não é sinônimo de "inócuo" no contexto: "inocente" refere-se a quem não cometeu culpa, enquanto "inócuo" refere-se a algo que não causa dano. Além disso, "contenda" sugere disputa ou briga, o que não corresponde a "problema principal" no sentido de "questão central". A substituição altera o sentido e o registro.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto (antônimo). "Lesiva" é o oposto de "inócuo": algo lesivo causa dano. O texto diz que as pessoas acham que a melatonina é inofensiva; a alternativa D afirma que elas a entendem como "questão lesiva" — inversão total. "Obstáculo maior" também não é equivalente a "problema principal" no contexto, pois sugere barreira física, não questão central.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: troca de vocábulo com sentido inadequado e fuga ao registro. "Celeuma" significa "confusão, alvoroço", não "problema principal" no sentido de "questão central". "Disfuncional" é termo técnico que não equivale a "inócuo"; além disso, "demanda disfuncional" é expressão vaga e inadequada ao contexto. A alternativa E não mantém o sentido e ainda usa vocabulário rebuscado que destoa do texto original.

Conclusão: a reescritura correta exige sinonímia contextual — cada palavra trocada deve manter o mesmo sentido no contexto. A alternativa A é a única que faz isso integralmente. As demais ou invertem o sentido (B, D) ou usam palavras que não são sinônimas no contexto (C, E).

Gabarito: letra A

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