Questão de Banco de Dados — Normalização — VUNESP 2023
Banco de Dados›Normalização
Código
vu195625
Banca
VUNESP
Órgão
TJM SP
Ano
2023
Cargo
Tec CPDJ ( )
O principal propósito da utilização da normalização de tabelas em bancos de dados relacionais é
Aevitar o uso de termos ou palavras em inglês.
Bdefinir regras para nomear atributos das tabelas.
Cproibir o uso do valor nulo em uma tabela.
Drestringir o número máximo de registros por tabela.
Eminimizar redundâncias no armazenamento de dados.
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GabaritoE — minimizar redundâncias no armazenamento de dados.
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Normalização de tabelas em bancos de dados relacionais
Gabarito: letra E. A normalização é o processo de organizar os dados em tabelas para minimizar a redundância e evitar anomalias de inserção, exclusão e atualização — é exatamente o que a alternativa E afirma. As demais alternativas descrevem propósitos que não correspondem à normalização: nomear atributos, proibir nulos ou limitar registros são regras de modelagem ou restrições de integridade, não objetivos da normalização.
A normalização é um dos conceitos mais cobrados em bancos de dados relacionais. Ela consiste em decompor tabelas "gordas" (que misturam muitos assuntos) em tabelas menores e especializadas, conectadas por chaves primárias (PK) e estrangeiras (FK). O objetivo central é eliminar a repetição desnecessária de dados — por exemplo, em vez de repetir o nome de um departamento em cada linha de funcionário, cria-se uma tabela Departamento e os funcionários apenas referenciam o código do departamento. Isso reduz espaço de armazenamento, garante consistência (o nome do departamento é escrito uma única vez) e evita anomalias: ao atualizar o nome de um setor, a alteração é feita em um único lugar, não em várias linhas.
A normalização é guiada pelas formas normais, que são regras progressivas: a 1FN exige atributos atômicos (sem multivaloração), a 2FN elimina dependências parciais (atributos não-chave dependendo de apenas parte da chave composta), a 3FN elimina dependências transitivas (atributo não-chave dependendo de outro não-chave), e há ainda a FNBC, 4FN e 5FN. Cada forma normal é uma condição mais forte que a anterior, e na prática considera-se um banco bem normalizado quando atinge a 3FN.
É importante distinguir normalização de outros conceitos: não é sobre nomenclatura (embora existam boas práticas de nomeação), não proíbe valores nulos (isso é uma restrição de integridade, como NOT NULL), não limita o número de registros (isso é uma regra de negócio ou particionamento) e não tem relação com idioma. A pegadinha clássica da banca é associar normalização a "melhoria de performance" — na verdade, tabelas normalizadas podem até piorar a performance de consultas (por causa dos JOINs), mas ganham em integridade e economia de espaço.
Guarde o critério decisivo: normalização = minimizar redundância e anomalias. É com essa régua que vamos julgar cada alternativa.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Evitar o uso de termos ou palavras em inglês não tem nenhuma relação com normalização. A normalização trata da estrutura lógica dos dados (dependências funcionais, chaves, formas normais), não do idioma dos nomes de tabelas ou colunas. Nomes em inglês são uma convenção de nomenclatura, não um objetivo de normalização.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Definir regras para nomear atributos é uma boa prática de modelagem, mas não é o propósito da normalização. A normalização não se preocupa com o nome dos atributos, e sim com as dependências entre eles e a estrutura das tabelas. Nomenclatura é um aspecto de padronização, não de normalização.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Proibir o uso do valor nulo é uma restrição de integridade (como NOT NULL), não um objetivo da normalização. A normalização não trata da presença ou ausência de valores nulos; aliás, uma tabela normalizada pode perfeitamente ter colunas que aceitam nulos, desde que respeite as formas normais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Restringir o número máximo de registros por tabela não é função da normalização. Isso seria uma regra de negócio ou uma estratégia de particionamento/arquivamento, não um objetivo do processo de normalização. A normalização não impõe limites de quantidade de linhas.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Minimizar redundâncias no armazenamento de dados é exatamente o propósito central da normalização. Ao decompor tabelas e eliminar repetições desnecessárias, a normalização reduz o espaço ocupado, evita inconsistências (como o mesmo dado escrito de formas diferentes) e previne anomalias de inserção, atualização e exclusão. É a definição clássica do processo.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre normalização, desconfie de alternativas que mencionem "performance" ou "velocidade" — a normalização prioriza integridade e economia de espaço, podendo até tornar consultas mais lentas por causa dos JOINs. Se a alternativa falar em "reduzir redundância" ou "evitar anomalias", é quase sempre a correta.