Questão de Redes de Computadores — Máscara e Endereçamento IP — VUNESP 2023
Redes de Computadores›Máscara e Endereçamento IP
Código
vu196261
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Peruíbe
Ano
2023
Cargo
Ana Sis (Peruíbe)
Em redes de computadores baseadas no protocolo IP, quando se diz que a comunicação entre uma origem e um destino apresenta alto jitter, isso significa que a
Avariação da latência na entrega de pacotes é baixa.
Bvariação da latência na entrega de pacotes é alta.
Clatência na entrega de pacotes é baixa.
Dlatência na entrega de pacotes é alta.
Etaxa de perda de pacotes é alta.
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GabaritoB — variação da latência na entrega de pacotes é alta.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Jitter em redes IP
Gabarito: letra B. Jitter é a variação (instabilidade) da latência na entrega de pacotes — ou seja, quando a comunicação apresenta alto jitter, significa que essa variação é alta. É um conceito de qualidade de serviço (QoS) diretamente ligado à previsibilidade do atraso, não ao valor absoluto da latência nem à perda de pacotes.
O jitter é um dos parâmetros mais cobrados em provas de redes, principalmente em questões sobre VoIP, streaming e videoconferência. Para entender bem, é preciso separar três métricas que costumam ser confundidas:
Latência (atraso): o tempo que um pacote leva para ir da origem ao destino. É uma medida absoluta, geralmente em milissegundos (ms).
Jitter: a variação dessa latência entre pacotes consecutivos. Se um pacote chega em 10 ms, o seguinte em 50 ms e o outro em 15 ms, há alto jitter — mesmo que a latência média seja baixa.
Perda de pacotes: pacotes que não chegam ao destino. É uma métrica independente, embora possa ser influenciada pelo mesmo congestionamento que causa jitter.
A importância do jitter fica clara em aplicações em tempo real. Imagine uma chamada VoIP: se todos os pacotes de voz chegarem com 100 ms de atraso, a conversa fica lenta, mas compreensível. Agora, se alguns pacotes chegam em 20 ms e outros em 200 ms, a voz fica picotada e ininteligível — mesmo que a latência média seja menor. Por isso, sistemas de streaming usam buffers no receptor: o buffer acumula pacotes e os reproduz em ritmo constante, suavizando o jitter. Um buffer maior absorve mais variação, mas aumenta a latência; um buffer menor reduz a latência, mas aumenta a perda percebida quando o jitter é alto.
A banca explora exatamente a confusão entre "latência alta" e "variação da latência alta". O termo "jitter" vem do inglês e significa "tremulação" ou "instabilidade" — a ideia central é a variação, não o valor absoluto. Guarde essa distinção: é ela que separa as alternativas desta questão.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que alto jitter significa variação da latência baixa. É o oposto exato do conceito: jitter é justamente a variação, e "alto jitter" indica variação alta. A banca inverte o adjetivo para testar se o candidato sabe que jitter não é latência, mas sim sua instabilidade.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Define corretamente jitter como a variação da latência na entrega de pacotes, e "alto jitter" como essa variação sendo alta. É a definição consagrada em redes de computadores: jitter = variação do atraso entre pacotes (delay variation, conforme a RFC 3393 da IETF).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Troca o conceito: diz que alto jitter significa latência baixa. Jitter não é latência — é a variação dela. Uma rede pode ter latência baixa e jitter alto (pacotes chegando em 5 ms, 30 ms, 8 ms, 25 ms), ou latência alta e jitter baixo (todos os pacotes chegando em 150 ms). A alternativa confunde a métrica com seu valor absoluto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Também confunde jitter com latência, mas agora diz que alto jitter significa latência alta. O erro é o mesmo da alternativa C: jitter mede variação, não o valor absoluto do atraso. Uma rede com latência alta mas constante (ex.: satélite, ~500 ms fixos) tem jitter baixo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Associa jitter à taxa de perda de pacotes. São métricas distintas: perda é a fração de pacotes que não chegam ao destino; jitter é a variação do atraso dos que chegam. Embora congestionamento possa causar ambos, um não define o outro — é possível ter alto jitter sem perda (filas variáveis) e perda sem jitter (roteador descartando pacotes de forma constante).
NÃO CAIA NESSA!
A banca aposta na confusão entre "latência" e "variação da latência". As alternativas C e D trocam jitter por latência (baixa ou alta), e a E troca por perda de pacotes. O candidato que decora "jitter = atraso" cai direto na D. Lembre-se: jitter é a instabilidade do atraso, não o atraso em si. Com esse conceito fixado, você elimina as quatro distratoras de imediato.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, associe jitter à palavra "tremulação" — como uma imagem tremida, que varia. Na prova, quando a questão falar em jitter, pergunte-se: "está falando de variação ou de valor absoluto?" Se for variação, é jitter; se for valor absoluto, é latência. E perda de pacotes é sempre um terceiro conceito, independente.