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Questão de Segurança da Informação — OAuth — VUNESP 2023

Segurança da InformaçãoOAuth
Código
vu196438
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Pindamonhangaba
Ano
2023
Cargo
WDes (Pref Pinda)

No padrão OAuth 2.0, a respeito de tokens do tipo Bearer, é correto afirmar que

  1. Anão apresentam a possibilidade de expirar após um intervalo de tempo e, portanto, não são considerados seguros.
  2. Bsão encriptados por si só e, portanto, o uso de TLS é dispensável em requisições que acessam recursos protegidos, conforme RFC 6750.
  3. Cbaseiam-se em um Message Authentication Code (MAC) criptográfico computado com elementos da requisição ao recurso protegido, sendo enviado no próprio cabeçalho HTTP.
  4. Dconsistem em strings no formato usuário:senha codificados em Base64.
  5. Equalquer um que possua o token pode utilizá-lo para acessar recursos protegidos, desde que ele seja válido, sem precisar provar a posse de uma chave criptográfica.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — qualquer um que possua o token pode utilizá-lo para acessar recursos protegidos, desde que ele seja válido, sem precisar provar a posse de uma chave criptográfica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tokens Bearer no OAuth 2.0

Gabarito: letra E. O token Bearer é um token de acesso que confere ao seu portador o direito de acessar recursos protegidos, sem que ele precise provar a posse de uma chave criptográfica — basta que o token seja válido. Essa é a definição central do RFC 6750, que especifica o uso de tokens Bearer no OAuth 2.0.

O OAuth 2.0 é um protocolo de autorização que permite que aplicações acessem recursos protegidos em nome de um usuário, sem expor suas credenciais. Para isso, o servidor de autorização emite tokens de acesso, que são apresentados pelo cliente ao servidor de recursos. O token Bearer é o tipo mais comum de token de acesso no OAuth 2.0. A palavra "Bearer" significa "portador": quem possui o token é considerado autorizado a usá-lo, como se fosse um "vale-presente" digital. Essa característica traz uma implicação de segurança importante: se o token for roubado ou vazado, o atacante pode usá-lo para acessar os recursos protegidos, desde que o token ainda seja válido. Por isso, o RFC 6750 recomenda fortemente o uso de TLS (HTTPS) para proteger a transmissão do token, e também recomenda que os tokens tenham um tempo de vida curto e sejam revogáveis.

A alternativa E captura exatamente essa essência: qualquer um que possua o token pode utilizá-lo, sem precisar provar a posse de uma chave criptográfica. Isso é o que diferencia o token Bearer de outros tipos de token, como o Sender-Constrained Token, que exige que o cliente comprove a posse de uma chave privada (proof of possession). O token Bearer é simples e amplamente utilizado, mas sua segurança depende de medidas complementares, como o uso de TLS e a gestão adequada do ciclo de vida do token.

A banca explora a confusão entre o token Bearer e outros mecanismos de segurança, como a criptografia, o MAC (Message Authentication Code) e a autenticação básica HTTP. É importante entender que o token Bearer não é criptografado por si só, não usa MAC, e não é uma string no formato usuário:senha codificada em Base64. Ele é apenas uma string opaca (ou um JWT) que representa uma autorização concedida. A segurança do token Bearer não está na sua estrutura interna, mas na sua transmissão segura (TLS) e na sua validade limitada.

Guarde a fronteira entre o token Bearer e os demais mecanismos: o Bearer é "quem tem, usa"; o Sender-Constrained exige prova de posse; a autenticação básica usa usuário:senha em Base64; e o MAC é um código de autenticação de mensagem. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

1Definição (RFC 6750)
Quem possui, usa
Sem prova de posse de chave
String opaca ou JWT
2Segurança
TLS obrigatório
Tempo de vida curto
Revogável
3Confusões comuns
Não é criptografado
Não usa MAC
Não é Basic Auth (Base64)
4Contraste
Sender-Constrained: exige prova de posse
Token Bearer (OAuth 2.0)
LEVELsoulevel.com.br
Token Bearer (OAuth 2.0): Definição (RFC 6750) (Quem possui, usa, Sem prova de posse de chave, String opaca ou JWT); Segurança (TLS obrigatório, Tempo de vida curto, Revogável); Confusões comuns (Não é criptografado, Não usa MAC, Não é Basic Auth (Base64)); Contraste (Sender-Constrained: exige prova de posse)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os tokens Bearer não podem expirar e, por isso, não são seguros. Isso é falso: os tokens Bearer podem e devem expirar após um intervalo de tempo. O access token do OAuth 2.0 tem tempo de vida curto, justamente para reduzir o risco de uso indevido em caso de vazamento. A expiração é uma medida de segurança, não uma ausência dela. O erro está em afirmar que não há possibilidade de expiração.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que os tokens Bearer são encriptados por si só e que o uso de TLS é dispensável. Isso é duplamente errado. Primeiro, o token Bearer não é criptografado por si só — ele pode ser uma string opaca ou um JWT assinado, mas a criptografia não é uma característica inerente ao Bearer. Segundo, o RFC 6750 exige o uso de TLS para proteger a transmissão do token, justamente porque o Bearer não tem proteção criptográfica própria. A alternativa inverte a recomendação de segurança.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que os tokens Bearer se baseiam em um Message Authentication Code (MAC) criptográfico computado com elementos da requisição. Isso é uma confusão com o OAuth 1.0, que usava assinaturas HMAC, e com o conceito de Sender-Constrained Token. O token Bearer do OAuth 2.0 não usa MAC — ele é simplesmente apresentado no cabeçalho HTTP, sem qualquer prova de posse ou assinatura. A alternativa descreve um mecanismo de segurança que não é o do Bearer.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que os tokens Bearer consistem em strings no formato usuário:senha codificados em Base64. Isso é a descrição da autenticação básica HTTP (Basic Auth), não do token Bearer. O token Bearer é uma string opaca ou um JWT, que representa uma autorização concedida, e não contém credenciais do usuário. A alternativa confunde dois mecanismos de autenticação/autorização completamente diferentes.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que qualquer um que possua o token pode utilizá-lo para acessar recursos protegidos, desde que ele seja válido, sem precisar provar a posse de uma chave criptográfica. Essa é a definição exata do token Bearer, conforme o RFC 6750. O termo "Bearer" significa que a posse do token é suficiente para o acesso — não é necessário apresentar nenhuma outra prova de identidade ou chave. A alternativa está correta e espelha a essência do mecanismo.

Gabarito: letra E

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