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Questão de Segurança da Informação — Assinatura Digital — VUNESP 2023

Segurança da InformaçãoAssinatura Digital
Código
vu196439
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Pindamonhangaba
Ano
2023
Cargo
Ana (Pref Pinda)
O bloco da figura a seguir representa genericamente um algoritmo de verificação de assinatura digital baseada em criptografia assimétrica, o qual toma três entradas e fornece uma saída, indicando se a assinatura é válida ou não.   Duas das entradas são a mensagem original, que passou pelo processo de assinatura digital, e a assinatura digital propriamente dita. A entrada identificada pelo ponto de interrogação corresponde à chaveImagem associada para resolução da questão
  1. Apública do receptor da mensagem.
  2. Bpública do signatário da mensagem.
  3. Cpública da Autoridade Certificadora.
  4. Dprivada do signatário da mensagem.
  5. Eprivada do receptor da mensagem.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — pública do signatário da mensagem.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Assinatura digital e criptografia assimétrica

Gabarito: letra B. Na verificação de uma assinatura digital baseada em criptografia assimétrica, as três entradas do algoritmo são a mensagem original, a assinatura digital e a chave pública do signatário — é com ela que o receptor confere se a assinatura foi realmente gerada com a chave privada correspondente (autenticidade e não repúdio). As demais alternativas trocam o papel das chaves ou o sujeito a que elas pertencem.

A assinatura digital é um esquema matemático que garante autenticidade (o remetente é quem diz ser) e integridade (a mensagem não foi alterada), além de prover não repúdio (o signatário não pode negar a autoria). Ela se apoia na criptografia assimétrica, que utiliza um par de chaves matematicamente relacionadas: uma pública, que pode ser distribuída livremente, e uma privada, que deve ser mantida em segredo pelo seu dono. A propriedade central é que o que uma chave cifra só a outra do mesmo par decifra.

No processo de assinatura, o signatário (emissor) usa a própria chave privada para cifrar o hash da mensagem — ou a mensagem em si —, gerando a assinatura. Para verificar, o receptor aplica o algoritmo de verificação com três entradas: a mensagem, a assinatura e a chave pública do signatário. Se a decifração com essa chave pública produzir um hash que coincide com o hash recalculado da mensagem, a assinatura é válida. Esse mecanismo é o oposto do que ocorre na garantia de confidencialidade, em que se cifra com a chave pública do destinatário e só a chave privada dele abre.

A confusão mais comum em provas é inverter o papel das chaves: na assinatura, quem cifra é o emissor com sua chave privada; na confidencialidade, quem cifra é o remetente com a chave pública do destinatário. A figura do enunciado representa exatamente o algoritmo de verificação, e o ponto de interrogação é a chave que falta para completar as entradas — que só pode ser a pública do signatário, pois é a única que permite conferir uma assinatura feita com a privada dele.

PEGA ESSA DICA!

Para não errar, lembre-se do par espelhado: sigilo cifra com a pública do destinatário; assinatura cifra com a privada do emissor. Na verificação da assinatura, a chave usada é sempre a pública do signatário — nunca a do receptor, nunca a privada de ninguém.

1Geração (signatário)
Chave privada do signatário
Cifra o hash da mensagem
2Verificação (receptor)
Mensagem original
Assinatura digital
Chave pública do signatário
3Garantias
Autenticidade
Integridade
Não repúdio
4Confusão comum
Sigilo: cifra com pública do destinatário
Assinatura: cifra com privada do emissor
Assinatura digital
LEVELsoulevel.com.br
Assinatura digital: Geração (signatário) (Chave privada do signatário, Cifra o hash da mensagem); Verificação (receptor) (Mensagem original, Assinatura digital, Chave pública do signatário); Garantias (Autenticidade, Integridade, Não repúdio); Confusão comum (Sigilo: cifra com pública do destinatário, Assinatura: cifra com privada do emissor)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A chave pública do receptor é usada para cifrar mensagens que só ele poderá abrir (confidencialidade), não para verificar assinaturas. Na verificação, o receptor usa a chave pública de quem assinou, não a sua própria.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A verificação da assinatura digital exige a chave pública do signatário (emissor). Como a assinatura foi gerada com a chave privada do signatário, somente a chave pública correspondente consegue decifrá-la e confirmar a autoria e a integridade da mensagem.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A chave pública da Autoridade Certificadora (AC) é usada para verificar a assinatura do certificado digital que vincula a chave pública do signatário à sua identidade — não para verificar a assinatura da mensagem em si. A AC atesta a autenticidade da chave, mas não participa diretamente da verificação de cada assinatura.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A chave privada do signatário é usada para gerar a assinatura, nunca para verificá-la. Se fosse usada na verificação, qualquer pessoa que a possuísse poderia forjar assinaturas — e ela deve permanecer secreta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A chave privada do receptor não tem relação com a verificação de assinaturas. Ela seria usada, por exemplo, para decifrar uma mensagem cifrada com a chave pública do receptor (confidencialidade), não para conferir a autoria de uma mensagem assinada.

Gabarito: letra B

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