Questão de Segurança da Informação — Hashes Criptográficos — VUNESP 2023
Segurança da Informação›Hashes Criptográficos
Código
vu196514
Banca
VUNESP
Órgão
CM SBO
Ano
2023
Cargo
Tec ( )
Assinale a alternativa que corresponde a uma propriedade requerida em uma função de hash criptográfica.
ADeve haver uma função inversa facilmente computável que permita calcular qual mensagem gerou determinado valor de hash, permitindo a desencriptação da informação codificada no hash.
BO tamanho do hash computado pela função deve ser proporcional ao tamanho da mensagem de entrada. Ou seja, se a mensagem M1 tem tamanho t e a mensagem M2 tem tamanho 2t, então o hash de M2 deve ter o dobro do tamanho do hash de M1.
CDada uma mensagem M1, deve ser computacionalmente difícil encontrar outra mensagem M2 diferente de M1 tal que o hash de M1 seja igual ao hash de M2.
DO hash produzido pela função deve possuir tamanho menor ou igual a 64 bits para que sua computação seja compatível com processadores modernos de 64 bits.
EDeve requerer um certificado digital como parâmetro de entrada para o cálculo, além da mensagem a ter seu hash calculado, vinculando assim o hash produzido a uma chave pública.
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GabaritoC — Dada uma mensagem M1, deve ser computacionalmente difícil encontrar outra mensagem M2 diferente de M1 tal que o hash de M1 seja igual ao hash de M2.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Funções de hash criptográficas
Gabarito: letra C. A propriedade descrita na alternativa C é a resistência à segunda pré-imagem: dada uma mensagem M1, deve ser computacionalmente difícil encontrar outra mensagem M2, diferente de M1, que produza o mesmo valor de hash. Essa é uma das quatro propriedades fundamentais exigidas de uma função hash criptográfica, conforme a literatura de segurança da informação.
Uma função hash criptográfica é um algoritmo que recebe uma entrada de tamanho variável (a mensagem) e produz uma saída de tamanho fixo, chamada de hash, digest ou message digest. Ela é uma função unidirecional (one-way): é fácil computar o hash de uma mensagem, mas é computacionalmente inviável reverter o processo, ou seja, recuperar a mensagem original a partir do hash. Essa característica a distingue fundamentalmente da criptografia tradicional (simétrica ou assimétrica), que é projetada para ser reversível mediante o uso da chave correta.
As propriedades essenciais de uma função hash criptográfica são:
Determinística: para uma mesma entrada, a saída é sempre a mesma.
Tamanho fixo da saída: independentemente do tamanho da entrada, o hash tem um comprimento predefinido (ex.: MD5 = 128 bits, SHA-1 = 160 bits, SHA-256 = 256 bits).
Eficiência computacional: é fácil e rápido calcular o hash de qualquer mensagem.
Resistência à pré-imagem: dado um hash h, é difícil encontrar qualquer mensagem m tal que hash(m) = h.
Resistência à segunda pré-imagem: dada uma mensagem m1, é difícil encontrar outra mensagem m2 ≠ m1 tal que hash(m1) = hash(m2).
Resistência à colisão: é difícil encontrar duas mensagens diferentes m1 e m2 que produzam o mesmo hash.
Efeito avalanche: uma pequena alteração na entrada (um único bit) deve produzir uma mudança significativa e imprevisível na saída.
A principal aplicação das funções hash é garantir a integridade dos dados. Ao calcular o hash de uma mensagem antes e depois de uma transmissão, qualquer alteração no conteúdo resultará em um hash diferente, permitindo detectar a corrupção ou adulteração. Elas também são componentes essenciais de assinaturas digitais (onde o hash da mensagem é cifrado com a chave privada do remetente), no armazenamento seguro de senhas e na verificação de integridade de arquivos.
A pegadinha central desta questão é confundir as propriedades de uma função hash com as de outros mecanismos criptográficos, como a criptografia reversível (que permite a decifragem) ou a assinatura digital (que usa certificados e chaves). A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que não domina o conceito de função unidirecional e as propriedades de resistência tende a marcar alternativas que descrevem características de outros sistemas.
Guarde a fronteira entre hash (unidirecional, garante integridade) e criptografia (reversível, garante confidencialidade): é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que deve haver uma função inversa facilmente computável para "desencriptar" o hash. Isso contraria a propriedade fundamental de uma função hash criptográfica: ela é unidirecional (one-way). A facilidade de inversão é característica da criptografia (simétrica ou assimétrica), não do hash. O hash não é uma "codificação" que possa ser decifrada; é um resumo que não permite recuperar a mensagem original.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o tamanho do hash deve ser proporcional ao tamanho da mensagem de entrada. Isso é falso: uma propriedade central das funções hash é produzir uma saída de tamanho fixo, independentemente do tamanho da entrada. Seja uma mensagem de 1 byte ou de 1 TB, o hash terá sempre o mesmo comprimento (ex.: 256 bits para SHA-256). A proporcionalidade descrita na alternativa não existe.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente a propriedade de resistência à segunda pré-imagem: dada uma mensagem M1, é computacionalmente difícil encontrar outra mensagem M2, diferente de M1, que produza o mesmo hash. Essa é uma das propriedades mínimas exigidas de uma função hash criptográfica para ser considerada segura. É a definição correta e literal do conceito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o hash deve ter tamanho menor ou igual a 64 bits para ser compatível com processadores de 64 bits. Isso é um absurdo técnico. O tamanho do hash não tem relação com a arquitetura do processador, e hashes de 64 bits seriam extremamente inseguros, pois facilitariam ataques de colisão (ataque do aniversário). Hashes modernos como SHA-256 (256 bits) e SHA-512 (512 bits) são amplamente utilizados em processadores de 64 bits sem qualquer problema.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a função hash requer um certificado digital como parâmetro de entrada. Isso é falso. A função hash recebe apenas a mensagem como entrada e não depende de certificados ou chaves. O certificado digital é utilizado em assinaturas digitais, onde o hash da mensagem é cifrado com a chave privada do remetente e o certificado atesta a autoria. O hash em si é um mecanismo independente que não requer certificado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura conceitos de criptografia e assinatura digital com os de função hash. A alternativa A descreve a reversibilidade da criptografia, a E descreve a assinatura digital (que usa certificado e chave privada), e a B e D distorcem o tamanho do hash. O candidato que confunde "hash" com "criptografia" ou "assinatura digital" cai facilmente nessas armadilhas. Lembre-se: hash é unidirecional, de tamanho fixo e não usa chaves ou certificados.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, memorize as quatro propriedades principais de uma função hash criptográfica: (1) fácil computar o hash; (2) difícil gerar a mensagem a partir do hash (pré-imagem); (3) difícil modificar a mensagem sem modificar o hash (segunda pré-imagem); (4) difícil encontrar duas mensagens com o mesmo hash (colisão). Na prova, desconfie de alternativas que mencionem "inversão", "desencriptação", "proporcionalidade" ou "certificado digital" — essas palavras apontam para outros mecanismos, não para hash.