Drivers de dispositivos: Linux × Windows Server 2019
Gabarito: letra D. No Linux, assim como no Windows Server 2019, é possível atualizar um driver já instalado com uma nova versão disponibilizada pelo fabricante — ambos os sistemas oferecem mecanismos para atualização de drivers, seja via gerenciador de pacotes (Linux) ou via Windows Update/instalador do fabricante (Windows). As demais alternativas contêm erros conceituais sobre onde os drivers ficam armazenados, como são instalados e como o sistema lida com dispositivos plug and play.
Os drivers de dispositivos são programas que permitem ao sistema operacional se comunicar com o hardware — sem eles, o sistema não consegue utilizar placa de vídeo, placa de rede, impressora, etc. No Linux, os drivers podem ser incorporados ao kernel (módulos embutidos) ou carregados como módulos separados, e muitos já vêm pré-instalados na distribuição. No Windows, os drivers são instalados via Windows Update, pelo instalador do fabricante ou pelo Gerenciador de Dispositivos. Ambos os sistemas permitem atualizar drivers quando o fabricante disponibiliza uma nova versão — no Linux, isso é feito via gerenciador de pacotes (como apt, dnf, pacman) ou compilando o módulo; no Windows, via Windows Update ou baixando o instalador do site do fabricante.
A alternativa A afirma que no Linux os drivers são incorporados diretamente ao kernel e vêm pré-instalados — isso é parcialmente verdadeiro, mas não é uma regra absoluta: muitos drivers são módulos carregáveis e nem todos vêm pré-instalados (alguns precisam ser instalados pelo usuário). A alternativa B erra ao dizer que o diretório /etc guarda os drivers — na verdade, /etc guarda arquivos de configuração do sistema; os drivers no Linux ficam em /lib/modules ou /usr/lib/modules. A alternativa C erra ao afirmar que no Windows Server 2019 os drivers plug and play são desinstalados automaticamente quando o dispositivo é desconectado — na verdade, o driver permanece instalado no sistema para que o dispositivo funcione novamente quando reconectado. A alternativa E erra ao afirmar que não há diferença entre os processos de instalação de drivers nos dois sistemas — há diferenças significativas, como a forma de instalação (pacotes vs. instaladores) e a localização dos drivers.
A pegadinha desta questão está em generalizar o comportamento do Linux e do Windows. A banca explora o conhecimento de que o Linux tem drivers no kernel, mas isso não significa que todos vêm pré-instalados; e explora a ideia de que o Windows gerencia drivers plug and play, mas não os desinstala ao desconectar o dispositivo. A alternativa D é a única que apresenta uma afirmação verdadeira e genérica, válida para ambos os sistemas.
Critério | Linux | Windows Server 2019 |
|---|
Localização dos drivers | /lib/modules ou /usr/lib/modules | Diretório de drivers do sistema (ex.: C:\Windows\System32\drivers) |
Forma de instalação | Gerenciador de pacotes (apt, dnf, pacman) ou compilação de módulos | Windows Update, instalador do fabricante ou Gerenciador de Dispositivos |
Atualização de drivers | Possível via gerenciador de pacotes ou compilação do novo módulo | Possível via Windows Update ou instalador do fabricante |
Comportamento com dispositivos plug and play | Drivers podem ser módulos carregáveis; não há desinstalação automática ao desconectar | Driver permanece instalado após desconexão; dispositivo é reativado ao reconectar |
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que no Linux os drivers são incorporados diretamente ao kernel e vêm pré-instalados no sistema. Isso é uma generalização indevida: embora muitos drivers sejam parte do kernel ou venham como módulos pré-instalados, nem todos estão disponíveis por padrão — drivers proprietários (como os de placas de vídeo NVIDIA) precisam ser instalados separadamente. A afirmação ignora a existência de módulos carregáveis e a necessidade de instalação manual em diversos casos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o diretório /etc guarda os drivers dos dispositivos. Erro conceitual: o diretório /etc é destinado a arquivos de configuração do sistema e dos aplicativos (como /etc/passwd, /etc/fstab). Os drivers no Linux ficam armazenados em /lib/modules (ou /usr/lib/modules), organizados por versão do kernel. A alternativa confunde o diretório de configuração com o diretório de módulos do kernel.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que no Windows Server 2019 os drivers para dispositivos plug and play são desinstalados automaticamente quando o equipamento é desconectado. Isso é falso: o driver permanece instalado no sistema mesmo após a desconexão do dispositivo, permitindo que ele funcione novamente quando reconectado. O Windows apenas gerencia a ativação/desativação do dispositivo, mas não remove o driver automaticamente.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que no Linux, assim como no Windows Server 2019, é possível atualizar um driver já instalado com uma nova versão disponibilizada pelo fabricante. Isso é verdadeiro: no Linux, a atualização pode ser feita via gerenciador de pacotes (apt, dnf, etc.) ou compilando o novo módulo; no Windows, via Windows Update ou instalando o pacote do fabricante. A alternativa está correta por apresentar uma afirmação genérica e verdadeira sobre ambos os sistemas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que não há diferença entre o processo de instalação de drivers nos sistemas Linux e Windows Server 2019. Isso é falso: os processos são diferentes — no Linux, a instalação geralmente é feita via pacotes (deb, rpm) ou compilação de módulos; no Windows, via instaladores executáveis (.exe) ou Windows Update. Além disso, a localização dos drivers e a forma de gerenciamento são distintas.
Gabarito: letra D