Questão de Redes de Computadores — Conceitos e Especificações do IP — VUNESP 2023
Redes de Computadores›Conceitos e Especificações do IP
Código
vu196625
Banca
VUNESP
Órgão
UNIVESP
Ano
2023
Cargo
Sup Ped ( )
A respeito do bit conhecido como More Fragments (MF) no cabeçalho de um datagrama IPv4, é correto afirmar que
Aquando possui valor 0, indica que o cabeçalho não possui o campo de opções preenchido, apresentando o tamanho mínimo de 20 bytes.
Bquando possui valor 0 e a fragmentação se faz necessária em um roteador, o pacote é descartado, ou seja, indica se a fragmentação é permitida ou não.
Cquando ocorre fragmentação, possui o valor 1 em todos os fragmentos, exceto o último.
Dquando ocorre fragmentação, possui o valor 1 em todos os fragmentos, inclusive o último.
Eele permite notificar o congestionamento da rede de forma fim-a-fim, sem descarte de pacotes, quando suportado pela origem e destino.
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GabaritoC — quando ocorre fragmentação, possui o valor 1 em todos os fragmentos, exceto o último.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Fragmentação IPv4: o campo More Fragments (MF)
Gabarito: letra C. O bit MF (More Fragments) do cabeçalho IPv4 indica se há mais fragmentos após o atual: quando um datagrama é fragmentado, todos os fragmentos, exceto o último, têm MF = 1; o último fragmento tem MF = 0. Essa é a definição clássica do campo, conforme a RFC 791 e o funcionamento padrão do protocolo IP.
A fragmentação IP ocorre quando um datagrama é maior que a MTU (Maximum Transmission Unit) da rede física por onde precisa passar. Por exemplo, um pacote de 4000 bytes que precisa atravessar um link Ethernet com MTU de 1500 bytes será quebrado em fragmentos menores. Cada fragmento recebe seu próprio cabeçalho IP, com o mesmo campo Identification (para permitir a remontagem no destino), mas com valores diferentes nos campos Flags e Fragment Offset.
O campo Flags do cabeçalho IPv4 possui três bits: o bit 0 é reservado (deve ser zero), o bit 1 é o DF (Don't Fragment) e o bit 2 é o MF (More Fragments). O DF, quando setado para 1, indica que o datagrama não pode ser fragmentado — se a fragmentação for necessária, o roteador descarta o pacote e envia uma mensagem ICMP de erro. Já o MF, quando setado para 1, indica que este fragmento não é o último do datagrama original; quando MF = 0, significa que este é o último fragmento (ou que o datagrama não foi fragmentado, caso o DF também seja 0).
A remontagem dos fragmentos ocorre apenas no destino final, nunca em roteadores intermediários. O campo Fragment Offset indica a posição do fragmento no datagrama original, em unidades de 8 bytes. Por exemplo, se um datagrama de 3008 bytes de dados é fragmentado em três partes de 1480, 1480 e 48 bytes, os offsets seriam 0, 185 e 370 (em unidades de 8 bytes).
A pegadinha desta questão está em confundir o MF com o DF. O DF (Don't Fragment) é o bit que controla se a fragmentação é permitida; o MF apenas sinaliza se há mais fragmentos. A alternativa B, por exemplo, descreve o comportamento do DF, não do MF. Já a alternativa D inverte a regra, afirmando que o último fragmento também tem MF = 1, o que é incorreto.
Guarde a distinção: MF = 1 significa "há mais fragmentos depois deste"; MF = 0 significa "este é o último fragmento". É exatamente essa fronteira que separa as alternativas corretas das incorretas.
1Datagrama > MTU
2Quebra em fragmentos
3MF=1 (exceto último)
4Último: MF=0
5Remontagem no destino
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Esta alternativa confunde o campo MF com o campo IHL (Internet Header Length). O valor 0 no MF não tem relação com o tamanho do cabeçalho. O cabeçalho IPv4 mínimo de 20 bytes é indicado pelo campo IHL com valor 5 (5 palavras de 32 bits = 20 bytes), não pelo MF. O MF é um bit de flag, não um indicador de comprimento.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Esta alternativa descreve o comportamento do bit DF (Don't Fragment), não do MF. Quando o DF = 1 e a fragmentação é necessária, o roteador descarta o pacote e envia uma mensagem ICMP de erro (Destination Unreachable, Fragmentation Needed). O MF não tem relação com a permissão de fragmentar; ele apenas indica se há mais fragmentos.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Exatamente a definição correta do MF. Quando um datagrama é fragmentado, todos os fragmentos, exceto o último, têm MF = 1, indicando que há mais fragmentos a seguir. O último fragmento tem MF = 0, sinalizando o fim da sequência. Isso permite que o destino saiba quando completou a remontagem do datagrama original.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Inverte a regra. Se o último fragmento também tivesse MF = 1, o destino nunca saberia quando parar de esperar por mais fragmentos, impossibilitando a remontagem. O último fragmento obrigatoriamente tem MF = 0.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Esta alternativa descreve o mecanismo de Notificação Explícita de Congestionamento (ECN), que utiliza dois bits do campo Type of Service (ToS) do cabeçalho IPv4, não o MF. O ECN permite que roteadores sinalizem congestionamento sem descartar pacotes, mas isso é totalmente independente do campo de fragmentação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar os papéis dos bits DF e MF. O DF (Don't Fragment) é quem controla se a fragmentação é permitida — quando setado, o pacote é descartado se precisar fragmentar. O MF (More Fragments) apenas informa se há mais fragmentos. Na alternativa B, a descrição é do DF, não do MF. Fique atento a essa inversão clássica!
NÃO CAIA NESSA!
Para memorizar: MF = 1 → "Mais Fragmentos vêm"; MF = 0 → "Fim da fila". O último fragmento sempre tem MF = 0. E lembre: DF = "Don't Fragment" = proibido fragmentar. São dois bits com funções opostas — não confunda!