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Questão de Segurança da Informação — Conceitos de Criptografia (Chaves, Simetria, etc.) — VUNESP 2023

Segurança da InformaçãoConceitos de Criptografia (Chaves, Simetria, etc.)
Código
vu196722
Banca
VUNESP
Órgão
TJM SP
Ano
2023
Cargo
Ana SJ ( )
No contexto de criptografia assimétrica, assinale a alternativa correta.
  1. AUma mesma chave pública só pode ser usada uma vez para validar assinaturas digitais.
  2. BUma mensagem encriptada por uma chave pública só pode ser decriptada por sua chave privada correspondente.
  3. CUma assinatura digital deve ser validada por meio da mesma chave privada utilizada em sua geração.
  4. DEm um canal de comunicação, uma mensagem encriptada pela chave privada do remetente só pode ser decriptada pela chave privada do destinatário.
  5. EUma mensagem encriptada por uma chave privada só pode ser decriptada por essa mesma chave.
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GabaritoB — Uma mensagem encriptada por uma chave pública só pode ser decriptada por sua chave privada correspondente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Criptografia Assimétrica: o par de chaves e suas funções

Gabarito: letra B. Na criptografia assimétrica, uma mensagem cifrada com a chave pública só pode ser decifrada pela chave privada correspondente do mesmo par — essa é a propriedade fundamental que garante a confidencialidade. As demais alternativas invertem o papel das chaves ou confundem os objetivos de sigilo e autenticidade.

A criptografia assimétrica, também chamada de criptografia de chave pública, resolve um dos grandes problemas da criptografia simétrica: a distribuição segura da chave. Enquanto na simétrica uma única chave secreta é usada tanto para cifrar quanto para decifrar (exigindo um canal seguro para o compartilhamento), na assimétrica cada usuário possui um par de chaves matematicamente relacionadas: uma pública, que pode ser livremente divulgada, e uma privada, que deve ser mantida em segredo absoluto pelo seu dono.

A regra de ouro é: o que uma chave cifra, apenas a outra chave do mesmo par decifra. Essa propriedade permite dois usos distintos, dependendo de qual chave é usada para cifrar:

  • Confidencialidade (sigilo): o remetente cifra a mensagem com a chave pública do destinatário. Somente a chave privada do destinatário consegue decifrá-la. Qualquer pessoa pode cifrar, mas só o dono da chave privada correspondente pode ler.

  • Autenticidade (assinatura digital): o remetente cifra (assina) com a sua própria chave privada. Qualquer pessoa pode verificar a assinatura usando a chave pública do remetente. Isso garante que a mensagem veio realmente daquele remetente (autenticidade) e que ele não pode negar a autoria (não repúdio).

Na prática, a assinatura digital geralmente não cifra a mensagem inteira, mas sim um hash (resumo) da mensagem, por questões de eficiência computacional. O processo é: calcula-se o hash da mensagem, cifra-se esse hash com a chave privada do signatário, e o resultado é a assinatura digital. Para verificar, o destinatário decifra a assinatura com a chave pública do signatário e compara o hash obtido com o hash que ele mesmo calcula da mensagem recebida. Se forem iguais, a mensagem é autêntica e não foi alterada.

A pegadinha clássica desta questão é justamente inverter o par de chaves em cada operação. O candidato que decora "chave pública cifra, chave privada decifra" sem entender o contexto acaba errando, porque na assinatura digital é a chave privada que cifra e a pública que decifra. O que nunca muda é a regra do par: cifrou com uma, só a outra do mesmo par decifra.

Guarde essa distinção entre os dois objetivos — confidencialidade (usa a chave pública do destinatário) e autenticidade (usa a chave privada do remetente) — pois é exatamente nela que as alternativas se dividem.

1Par de chaves
Pública (divulgável)
Privada (secreta)
2Confidencialidade
Cifra com pública do destinatário
Decifra com privada do destinatário
3Autenticidade (assinatura)
Cifra com privada do remetente
Verifica com pública do remetente
4Regra de ouro
O que uma cifra, só a outra decifra
Criptografia assimétrica
LEVELsoulevel.com.br
Criptografia assimétrica: Par de chaves (Pública (divulgável), Privada (secreta)); Confidencialidade (Cifra com pública do destinatário, Decifra com privada do destinatário); Autenticidade (assinatura) (Cifra com privada do remetente, Verifica com pública do remetente); Regra de ouro (O que uma cifra, só a outra decifra)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que uma mesma chave pública só pode ser usada uma vez para validar assinaturas digitais. Não há qualquer limitação de uso único. A chave pública pode ser usada inúmeras vezes para verificar assinaturas digitais criadas com a chave privada correspondente. O que se recomenda é a renovação periódica do par de chaves por questões de segurança, mas não existe restrição de uso único.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a definição exata da criptografia assimétrica para garantir confidencialidade. Quando uma mensagem é cifrada com a chave pública de um destinatário, apenas a chave privada correspondente (do mesmo par) consegue decifrá-la. É a propriedade matemática do par de chaves: o que uma cifra, só a outra decifra. Isso permite que qualquer pessoa envie mensagens seguras a um destinatário, bastando conhecer sua chave pública, sem necessidade de canal seguro para troca de chaves.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que uma assinatura digital deve ser validada pela mesma chave privada usada em sua geração. Isso é um contrassenso: a chave privada é secreta e pertence apenas ao signatário. A validação da assinatura é feita com a chave pública do signatário, que é amplamente distribuída. Se a validação exigisse a chave privada, qualquer pessoa que quisesse verificar a assinatura precisaria ter acesso ao segredo do signatário, o que destruiria todo o propósito da assinatura digital.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que uma mensagem cifrada com a chave privada do remetente só pode ser decifrada pela chave privada do destinatário. Há dois erros aqui. Primeiro, o que é cifrado com a chave privada do remetente só pode ser decifrado com a chave pública do remetente (não com a privada de ninguém). Segundo, essa operação não é usada para comunicação sigilosa entre duas partes, mas sim para assinatura digital — garantir autenticidade e não repúdio, não confidencialidade. A alternativa mistura os dois objetivos e inverte o par de chaves.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que uma mensagem cifrada por uma chave privada só pode ser decifrada por essa mesma chave. Isso descreve o comportamento da criptografia simétrica, não da assimétrica. Na assimétrica, o que é cifrado com a chave privada só pode ser decifrado com a chave pública correspondente do mesmo par. Se a mesma chave privada cifrasse e decifrasse, não haveria assimetria — seria uma chave única secreta, característica da criptografia simétrica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os dois usos da criptografia assimétrica. Na confidencialidade, cifra-se com a chave pública do destinatário e decifra-se com a privada dele. Na assinatura digital, cifra-se com a chave privada do remetente e verifica-se com a pública dele. As alternativas C, D e E misturam esses papéis, trocando qual chave cifra e qual decifra. A regra que nunca falha: cifrou com uma chave, só a outra do mesmo par decifra — e a escolha de qual usar depende do objetivo (sigilo ou autenticidade).

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões de criptografia assimétrica rapidamente, pergunte-se: "qual é o objetivo?" Se for confidencialidade, a chave pública do destinatário cifra e a privada dele decifra. Se for autenticidade/assinatura, a chave privada do remetente cifra (assina) e a pública dele verifica. Memorize o par de operações espelhadas:

Objetivo

Cifra com

Decifra com

Confidencialidade

Chave pública do destinatário

Chave privada do destinatário

Autenticidade (assinatura)

Chave privada do remetente

Chave pública do remetente

Gabarito: letra B

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