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Questão de Segurança da Informação — Conceitos de Criptografia (Chaves, Simetria, etc.) — VUNESP 2023

Segurança da InformaçãoConceitos de Criptografia (Chaves, Simetria, etc.)
Código
vu196753
Banca
VUNESP
Órgão
UFABC
Ano
2023
Cargo
Téc ( )
Considere dois usuários A e B de um sistema de mensagens que utiliza criptografia assimétrica para encriptação. Considere que o usuário B recebeu uma mensagem encriptada de A, e somente o próprio usuário B pode decriptá- la. Para realizar essa decriptação, a informação da qual B precisa dispor é
  1. Aa sua própria chave privada.
  2. Ba chave privada de A.
  3. Ca chave pública de A.
  4. Da assinatura digital da chave pública de A, assinada com a chave privada de A.
  5. Eo hash da chave pública de B.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — a sua própria chave privada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Criptografia Assimétrica: Confidencialidade

Gabarito: letra A. Na criptografia assimétrica, para garantir a confidencialidade, o remetente cifra a mensagem com a chave pública do destinatário, e somente o destinatário, usando a sua própria chave privada, consegue decifrá-la. É o princípio fundamental do par de chaves: o que uma chave cifra, apenas a outra do mesmo par decifra.

A criptografia assimétrica, também chamada de criptografia de chave pública, resolve o problema da distribuição de chaves da criptografia simétrica. Em vez de uma única chave secreta compartilhada, cada usuário possui um par de chaves matematicamente relacionadas: uma pública, que pode ser livremente divulgada, e uma privada, que deve ser mantida em segredo absoluto pelo seu dono. A beleza do sistema está na relação entre elas: uma mensagem cifrada com a chave pública de um usuário só pode ser decifrada com a chave privada correspondente — e vice-versa.

No cenário da questão, o usuário A deseja enviar uma mensagem confidencial ao usuário B. Para isso, A utiliza a chave pública de B para cifrar a mensagem. Uma vez cifrada, apenas B, que é o único detentor da sua chave privada, poderá decifrá-la. Nenhuma outra pessoa, nem mesmo A, consegue ler o conteúdo, pois a chave privada de B é exclusiva e intransferível. Esse é o mecanismo que garante a confidencialidade na comunicação.

É crucial distinguir os dois usos da criptografia assimétrica, pois a banca explora exatamente essa confusão:

Objetivo

Chave usada para CIFRAR

Chave usada para DECIFRAR

Confidencialidade (sigilo)

Chave pública do destinatário

Chave privada do destinatário

Autenticidade (assinatura digital)

Chave privada do remetente

Chave pública do remetente

No primeiro caso, o foco é impedir que terceiros leiam a mensagem; no segundo, o foco é provar a autoria e a integridade do documento. A pegadinha clássica é inverter essas chaves, fazendo o candidato achar que se cifra com a chave privada do remetente para garantir sigilo — o que, na verdade, garantiria autenticidade, não confidencialidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter o papel das chaves. Nesta questão, a armadilha está em confundir confidencialidade com autenticidade. Para sigilo, cifra-se com a chave pública do destinatário e decifra-se com a chave privada do destinatário. Para assinatura digital, cifra-se com a chave privada do remetente e verifica-se com a chave pública do remetente. Guarde essa distinção: uma garante que só o destinatário lê; a outra garante que foi o remetente quem enviou. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.

Criptografia assimétrica
  • 1Confidencialidade (sigilo)
    • Cifra: chave pública do destinatário
    • Decifra: chave privada do destinatário
  • 2Autenticidade (assinatura)
    • Cifra: chave privada do remetente
    • Verifica: chave pública do remetente
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Para decifrar a mensagem que recebeu, B precisa da sua própria chave privada. Como A cifrou a mensagem com a chave pública de B, somente a chave privada correspondente (a de B) pode decifrá-la. É exatamente o que garante a confidencialidade: só o dono da chave privada consegue ler.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A chave privada de A é usada para assinar digitalmente documentos (garantindo autenticidade e não repúdio), não para decifrar mensagens destinadas a B. Se B usasse a chave privada de A, ele estaria verificando uma assinatura, não lendo uma mensagem confidencial. Além disso, a chave privada de A é secreta e não deve ser compartilhada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A chave pública de A serve para verificar assinaturas digitais feitas por A, ou para que outros cifrem mensagens destinadas a A. Não tem relação com decifrar uma mensagem que A enviou para B. A chave pública de A não consegue decifrar nada que foi cifrado com a chave pública de B.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A assinatura digital da chave pública de A, feita com a chave privada de A, é um mecanismo de autenticação — serve para provar que a chave pública realmente pertence a A (é o que um certificado digital faz). Não é necessária para decifrar a mensagem. A confidencialidade da mensagem não depende da autenticidade da chave pública de A.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O hash da chave pública de B é um resumo criptográfico usado para verificar integridade, não para decifrar mensagens. Funções hash são unidirecionais e não podem ser usadas para descriptografar. A chave pública de B, por si só, também não decifra — quem decifra é a chave privada de B.

Gabarito: letra A

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