Pular para o conteúdo principal

Questão de Segurança da Informação — Assinatura Digital — VUNESP 2023

Segurança da InformaçãoAssinatura Digital
Código
vu196784
Banca
VUNESP
Órgão
Pref SP
Ano
2023
Cargo
AFTM SP

O usuário A assinou digitalmente um documento PDF, por meio de criptografia assimétrica, e o enviou para o usuário B. B utilizou sua própria chave pública para validar essa assinatura, mas o software validador informou que ela não é válida. Nesse cenário, é correto concluir que

  1. Ao conteúdo da assinatura digital passou por alterações após ter sido gerada.
  2. Bo conteúdo do documento passou por alterações após ter sido assinado digitalmente.
  3. Co documento foi enviado como anexo em um e-mail não encriptado.
  4. DB não utilizou a chave correta para validar a assinatura digital.
  5. Eo software validador possui algum bug e deve ser substituído.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — B não utilizou a chave correta para validar a assinatura digital.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Assinatura digital: validação com a chave pública correta

Gabarito: letra D. A assinatura digital é validada com a chave pública do remetente (usuário A), não com a chave pública do destinatário (usuário B). Como B usou a própria chave pública para validar, o software corretamente rejeitou a assinatura — o erro está na chave utilizada, não no documento nem no software. Esse é o princípio fundamental da criptografia assimétrica aplicada à assinatura digital.

A assinatura digital é um mecanismo criptográfico que garante autenticidade (quem assinou) e integridade (o conteúdo não foi alterado). Ela funciona com um par de chaves assimétricas: uma chave privada, que é secreta e pertence exclusivamente ao signatário, e uma chave pública, que é amplamente distribuída. Quando o usuário A assina um documento, ele utiliza sua chave privada para cifrar um resumo (hash) do documento. Para validar essa assinatura, o destinatário B deve usar a chave pública de A — a única capaz de decifrar o que foi cifrado com a chave privada de A. Se B usar qualquer outra chave, a validação falhará, não porque o documento foi adulterado, mas porque a chave utilizada não corresponde ao par correto.

A confusão mais comum nesse tema é inverter o papel das chaves. Na assinatura digital, o fluxo é: o remetente cifra com a chave privada (sua, secreta) e o destinatário decifra com a chave pública do remetente. Já na criptografia para confidencialidade (sigilo), o fluxo é o oposto: o remetente cifra com a chave pública do destinatário e o destinatário decifra com sua chave privada. São operações espelhadas, e a banca explora exatamente essa inversão.

Vamos a um exemplo concreto: imagine que Ana (A) assina um contrato digital e envia para Bruno (B). Ana usa sua chave privada para assinar. Bruno, para verificar, precisa da chave pública de Ana. Se Bruno, por engano, usar a própria chave pública (de Bruno), a validação falhará — não porque o contrato foi alterado, mas porque a chave usada não é a correspondente à chave privada que assinou. O software está funcionando corretamente ao rejeitar a assinatura; o erro foi do usuário B ao escolher a chave errada.

A pegadinha desta questão está em distinguir o que causa a invalidação da assinatura. A assinatura digital é invalidada em duas situações: (1) se o documento for alterado após a assinatura (quebra de integridade) ou (2) se a chave pública usada para validar não for a correta (a do signatário). A alternativa D aponta corretamente a segunda situação, que é exatamente o que ocorreu no enunciado. As alternativas A e B tratam de alterações no conteúdo — que também invalidariam a assinatura, mas não é o que o enunciado descreve, pois o problema está na chave, não no documento. A alternativa C é irrelevante, pois o envio por e-mail não criptografado não afeta a validade da assinatura digital. A alternativa E atribui o erro ao software, mas o software está apenas cumprindo sua função ao detectar que a chave usada não corresponde.

Guarde a regra de ouro: para validar uma assinatura digital, use a chave pública do signatário (remetente). É essa fronteira que separa a alternativa correta das demais.

1Fluxo correto
Signatário cifra com chave privada
Verificador usa chave pública do signatário
2Fluxo invertido (erro)
Usar chave pública do destinatário
Validação falha
3Garantias
Autenticidade
Integridade
4Causas de invalidação
Documento alterado
Chave pública errada
Assinatura digital
LEVELsoulevel.com.br
Assinatura digital: Fluxo correto (Signatário cifra com chave privada, Verificador usa chave pública do signatário); Fluxo invertido (erro) (Usar chave pública do destinatário, Validação falha); Garantias (Autenticidade, Integridade); Causas de invalidação (Documento alterado, Chave pública errada)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o conteúdo da assinatura digital passou por alterações. A assinatura digital é um hash cifrado do documento; se ela fosse alterada, a validação falharia. Porém, o enunciado não indica alteração na assinatura — o problema é a chave usada por B. A alternativa confunde a causa da invalidação: a falha ocorreu porque B usou a chave errada, não porque a assinatura foi modificada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o conteúdo do documento foi alterado após a assinatura. Essa é uma causa legítima de invalidação da assinatura (quebra de integridade), mas não é o que o enunciado descreve. O texto afirma explicitamente que B usou a própria chave pública para validar — o que já explica a falha. A alternativa B seria correta se o enunciado indicasse alteração no documento, mas não há essa informação; o erro está na chave, não no conteúdo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o documento foi enviado como anexo em e-mail não criptografado. O envio por e-mail não criptografado afeta a confidencialidade (terceiros podem ler), mas não invalida a assinatura digital. A assinatura digital garante autenticidade e integridade, independentemente do canal de transmissão. Essa alternativa é um distrator que mistura conceitos de sigilo com validação de assinatura.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que B não utilizou a chave correta para validar a assinatura digital. Exatamente o que ocorreu: B usou a própria chave pública, mas deveria ter usado a chave pública de A (o signatário). A validação de uma assinatura digital exige a chave pública do remetente, pois somente ela consegue decifrar o hash cifrado com a chave privada de A. A alternativa D espelha com precisão o erro descrito no enunciado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o software validador possui algum bug e deve ser substituído. O software está funcionando corretamente: ele detectou que a chave usada não corresponde à assinatura e, por isso, rejeitou a validação. Atribuir o erro ao software é uma conclusão precipitada e sem fundamento técnico. A falha está na escolha da chave por B, não no funcionamento do validador.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a inversão clássica do papel das chaves na criptografia assimétrica. Na assinatura digital, cifra-se com a chave privada do remetente e valida-se com a chave pública do remetente. Já na criptografia para sigilo, cifra-se com a chave pública do destinatário e decifra-se com a chave privada do destinatário. O candidato que confunde esses fluxos tende a marcar a alternativa B (alteração do documento), mas o enunciado deixa claro que o problema é a chave usada por B. Com esse entendimento, a alternativa D salta aos olhos.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de assinatura digital, pergunte-se sempre: "quem assinou?" e "qual chave valida?". O signatário usa a chave privada; o verificador usa a chave pública do signatário. Se a alternativa mencionar a chave pública do destinatário para validar, está errada. Essa regra resolve a maioria das questões do tema.

Gabarito: letra D

Link permanente: /questoes/vu196784