Questão de Segurança da Informação — VPN — VUNESP 2023
Segurança da Informação›VPN
Código
vu196794
Banca
VUNESP
Órgão
Pref SP
Ano
2023
Cargo
AFTM SP
O tipo de VPN adequado para que um funcionário acesse remotamente a rede privada da empresa na qual trabalha, a partir de sua casa (home office), obtendo acesso a recursos locais que não estão expostos na Internet, é conhecido como
APersonal VPN.
BRemote Access VPN.
CSite-to-Site VPN.
DSuper VPN.
EWPA-Enterprise VPN.
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GabaritoB — Remote Access VPN.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
VPN: Remote Access × Site-to-Site
Gabarito: letra B. A Remote Access VPN (VPN de acesso remoto) é o tipo de VPN que permite a um usuário individual — como um funcionário em home office — conectar-se à rede privada da empresa a partir de um local externo, obtendo acesso a recursos internos que não estão expostos na Internet. É exatamente o cenário descrito no enunciado.
A VPN (Virtual Private Network — Rede Privada Virtual) é uma tecnologia que cria um túnel criptografado sobre uma rede pública (a Internet), permitindo que dados trafeguem de forma segura como se estivessem em uma rede privada. O conceito central é o de extensão lógica da rede privada: o funcionário em casa, ao estabelecer o túnel VPN, passa a se comportar como se estivesse fisicamente dentro da rede da empresa, podendo acessar servidores, impressoras, sistemas internos e outros recursos que não estão disponíveis publicamente na Internet.
A classificação mais importante das VPNs distingue dois grandes grupos, e é nela que a questão se apoia:
Critério
Remote Access VPN
Site-to-Site VPN
Quem se conecta
Um usuário individual (funcionário, cliente)
Redes inteiras (matriz ↔ filial, filial ↔ filial)
Cenário típico
Home office, viagem, acesso móvel
Interligação de escritórios, datacenters
Ponto de conexão
Dispositivo do usuário (notebook, celular)
Roteadores/firewalls/VPN concentrators de cada site
Objetivo
Acesso a recursos internos da rede corporativa
Integração de redes, comunicação entre sites
Exemplo de protocolo
IPsec, SSL/TLS (OpenVPN, WireGuard)
IPsec, MPLS (quando aplicável)
A Remote Access VPN é a resposta direta ao cenário de home office: o funcionário instala um cliente VPN em seu dispositivo, autentica-se (geralmente com usuário/senha, possivelmente com autenticação multifator) e estabelece o túnel até o concentrador VPN da empresa. A partir daí, ele acessa os recursos internos como se estivesse na rede local — inclusive aqueles que não estão expostos na Internet, como servidores de arquivos, sistemas ERP, bancos de dados internos, etc.
A Site-to-Site VPN, por outro lado, conecta redes inteiras entre si. É usada, por exemplo, para interligar a matriz com uma filial: os roteadores de cada localidade estabelecem o túnel, e todo o tráfego entre as duas redes passa por ele de forma transparente para os usuários. Não é o caso do funcionário individual em casa.
A pegadinha da banca está justamente em confundir esses dois tipos: o candidato que sabe que VPN cria um túnel seguro pode marcar Site-to-Site por associação com "rede privada da empresa", sem perceber que o cenário é de um usuário individual acessando remotamente — o que caracteriza Remote Access.
Guarde a fronteira decisiva: quem é o ponto de origem da conexão? Se é um usuário individual (dispositivo pessoal) → Remote Access VPN. Se é uma rede inteira (roteador de um site) → Site-to-Site VPN. É exatamente nesse critério que as alternativas se dividem.
VPN: Remote Access (usuário individual, home office / viagem, acesso a recursos internos); Site-to-Site (redes inteiras, matriz ↔ filial, roteadores/firewalls); Distratores (Personal VPN (consumidor), Super VPN (inexistente), WPA-Enterprise (Wi-Fi))
Alternativa A — ❌ Incorreta
Personal VPN não é uma classificação técnica padrão de VPNs corporativas. O termo é usado informalmente para serviços de VPN voltados ao consumidor final (como provedores comerciais que ocultam o IP e criptografam o tráfego para navegação), mas não descreve o cenário de acesso remoto a uma rede corporativa privada. O conceito correto para o caso é Remote Access VPN.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A Remote Access VPN é exatamente o tipo de VPN que permite a um funcionário, a partir de sua casa (home office), acessar remotamente a rede privada da empresa, obtendo acesso a recursos locais que não estão expostos na Internet. O funcionário instala um cliente VPN, autentica-se e estabelece um túnel criptografado até o concentrador VPN da empresa, passando a ter acesso aos recursos internos como se estivesse fisicamente na rede local.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A Site-to-Site VPN conecta redes inteiras entre si (por exemplo, matriz e filial), por meio de roteadores ou firewalls em cada localidade. Não é o cenário de um funcionário individual acessando remotamente a partir de casa. A confusão é clássica: o candidato associa "rede privada da empresa" a "site", mas o enunciado descreve um usuário remoto individual, o que caracteriza Remote Access.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Super VPN não é um tipo de VPN reconhecido na literatura técnica de redes. É um termo sem definição técnica — provavelmente um distrator inventado pela banca para confundir o candidato que não domina a classificação correta. Não há "Super VPN" como categoria de VPN em livros ou normas de segurança da informação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
WPA-Enterprise VPN mistura dois conceitos distintos. WPA-Enterprise (Wi-Fi Protected Access) é um protocolo de segurança para redes Wi-Fi, que utiliza autenticação 802.1X com servidor RADIUS — não é um tipo de VPN. A alternativa tenta confundir o candidato ao combinar um termo de segurança de redes sem fio com VPN, mas não corresponde a nenhuma classificação real de VPN.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre Remote Access VPN e Site-to-Site VPN. O candidato que sabe que VPN cria um túnel seguro pode marcar Site-to-Site por associar "rede privada da empresa" a "site", sem perceber que o cenário é de um usuário individual acessando remotamente — o que caracteriza Remote Access. A pergunta-chave para desarmar a armadilha: quem é o ponto de origem da conexão? Se é um dispositivo individual (notebook em casa) → Remote Access; se é uma rede inteira (roteador de uma filial) → Site-to-Site.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar a classificação, pense nos dois cenários clássicos: (1) funcionário em home office acessando a rede da empresa → Remote Access VPN; (2) matriz interligando filiais → Site-to-Site VPN. Na prova, leia o enunciado e identifique se o sujeito da conexão é uma pessoa ou uma rede — essa é a chave que separa as duas alternativas.