Questão de TI - Gestão e Governança de TI — Norma ISO/IEC 15504 - SPICE — VUNESP 2023
TI - Gestão e Governança de TI›Norma ISO/IEC 15504 - SPICE
Código
vu197063
Banca
VUNESP
Órgão
CIJUN
Ano
2023
Cargo
Arqt ( )
A norma ABNT NBR ISO/IEC 15504-4 (Tecnologia da informação – Avaliação de processo – Parte 4: Orientação no uso para melhoria do processo e determinação da potencialidade do processo), em vigor, propõe alguns passos para a determinação da capacidade do processo, sendo correto que um desses passos é
Aexaminar objetivo de negócio.
Bdeterminar a capacidade-alvo.
Cconfirmar melhorias.
Dmonitorar desempenho.
Epreparar plano de ação.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — determinar a capacidade-alvo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Determinação da capacidade de processo na ISO/IEC 15504-4
Gabarito: letra B. A norma ABNT NBR ISO/IEC 15504-4, que orienta o uso da avaliação de processos para melhoria e determinação da potencialidade, propõe, entre os passos para a determinação da capacidade do processo, determinar a capacidade-alvo — ou seja, definir qual nível de capacidade o processo precisa atingir para atender aos objetivos de negócio. As demais alternativas descrevem atividades de outras fases (melhoria, monitoramento, planejamento) ou de outros modelos, não o passo específico de determinação da capacidade.
A ISO/IEC 15504, também conhecida como SPICE (Software Process Improvement and Capability Determination), é um modelo de referência para avaliação e melhoria de processos de software. Ela define uma escala de capacidade de 0 a 5 (Incompleto, Executado, Gerenciado, Estabelecido, Previsível, Em Otimização) e orienta como conduzir uma avaliação para dois propósitos principais: melhorar o processo (melhoria) e determinar a potencialidade do processo (capacidade de atender a um requisito específico). A Parte 4 da norma detalha exatamente os passos para esses dois usos.
No contexto de determinação da capacidade, o processo começa com a definição dos objetivos de negócio e dos requisitos que o processo deve atender. A partir daí, a organização precisa determinar a capacidade-alvo — ou seja, o nível de capacidade que o processo precisa alcançar para satisfazer esses requisitos. Esse passo é essencial porque orienta toda a avaliação: sem uma capacidade-alvo definida, não há como saber se o processo é adequado ou o que precisa ser melhorado. A norma enfatiza que a capacidade-alvo deve ser baseada nos objetivos de negócio e nos requisitos do cliente ou do projeto.
Vamos entender a diferença entre os passos propostos pela norma e as demais alternativas. "Examinar objetivo de negócio" (A) é um passo preliminar, que antecede a determinação da capacidade-alvo — é a partir dos objetivos que se define a meta. "Confirmar melhorias" (C), "monitorar desempenho" (D) e "preparar plano de ação" (E) são atividades típicas de um ciclo de melhoria contínua (como o PDCA), mas não são o passo específico de determinação da capacidade. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que conhece o ciclo de melhoria pode marcar uma dessas opções, mas a norma, na parte de determinação da capacidade, foca em estabelecer a meta (capacidade-alvo) antes de qualquer ação de melhoria.
A pegadinha aqui é que a questão pede o passo para a determinação da capacidade, não para a melhoria do processo. A norma separa claramente os dois usos: para melhoria, os passos incluem examinar objetivos, confirmar melhorias, monitorar desempenho e preparar plano de ação; para determinação da capacidade, o passo central é definir a capacidade-alvo. Guarde essa distinção: capacidade-alvo é o alvo a ser atingido; as demais opções são ações de melhoria ou monitoramento.
1Examinar objetivos de negócio
2Determinar capacidade-alvo
3Avaliar processo
4Monitorar desempenho
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Examinar objetivo de negócio é um passo preliminar, que antecede a determinação da capacidade-alvo. A norma orienta que os objetivos de negócio sejam o ponto de partida, mas o passo específico para a determinação da capacidade é definir a meta (capacidade-alvo). A alternativa confunde o contexto com o passo em si.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Determinar a capacidade-alvo é exatamente o passo proposto pela norma para a determinação da capacidade do processo. A capacidade-alvo define o nível de capacidade que o processo precisa atingir para atender aos objetivos de negócio, e é a partir dela que a avaliação é conduzida. É o passo central da Parte 4 da ISO/IEC 15504.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Confirmar melhorias é uma atividade do ciclo de melhoria contínua, não da determinação da capacidade. A norma trata a melhoria como um uso distinto da avaliação, com passos próprios (como planejar e implementar melhorias). A alternativa troca o foco: em vez de definir a meta, ela sugere uma ação posterior à avaliação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Monitorar desempenho é uma atividade de acompanhamento, típica do ciclo PDCA (verificar), mas não é o passo para determinar a capacidade. A determinação da capacidade ocorre antes do monitoramento: primeiro define-se a capacidade-alvo, depois avalia-se o processo e, só então, monitora-se o desempenho para verificar se a meta foi atingida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Preparar plano de ação é uma etapa do ciclo de melhoria (agir), não da determinação da capacidade. A norma orienta que, após a avaliação, um plano de ação pode ser elaborado para melhorar o processo, mas isso é consequência da determinação da capacidade, não um passo dela. A alternativa confunde a fase de melhoria com a fase de determinação.
Gabarito: letra B — determinar a capacidade-alvo é o passo correto para a determinação da capacidade do processo na ISO/IEC 15504-4.