Questão de Redes de Computadores — Modulação e Multiplexação — VUNESP 2023
Redes de Computadores›Modulação e Multiplexação
Código
vu197095
Banca
VUNESP
Órgão
CIJUN
Ano
2023
Cargo
Eng Telecom ( )
As principais faixas de frequências usadas em comunicação via satélite são as bandas C e Ku. Assinale a alternativa que apresenta uma afirmativa correta sobre essas faixas de frequência.
ANa banda C, a faixa do uplink usa frequências mais baixas que as de downlink.
BAs antenas empregadas na banda C são de menor porte do que na banda Ku.
CA transmissão em banda C é mais suscetível a interrupções causadas por chuva do que na banda Ku.
DA banda C tem cobertura menos ampla do que a banda Ku.
EA banda C apresenta elevada interferência terrestre, entre outros motivos, porque ela inclui parte da banda ISM.
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GabaritoE — A banda C apresenta elevada interferência terrestre, entre outros motivos, porque ela inclui parte da banda ISM.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Bandas C e Ku em comunicação via satélite
Gabarito: letra E. A banda C (4–8 GHz) é historicamente mais sujeita a interferência terrestre porque sua faixa de downlink (3,7–4,2 GHz) coincide parcialmente com a banda ISM de 5 GHz e com enlaces de micro-ondas terrestres, o que exige coordenação e uso de locais remotos para as estações terrenas. As demais alternativas invertem as características reais das duas bandas.
A comunicação via satélite opera em faixas de frequência específicas, cada uma com compromissos entre atenuação, interferência e tamanho de antena. A banda C, por ser de frequência mais baixa (aproximadamente 4–8 GHz), sofre menos atenuação por chuva (chuva é um problema maior em frequências mais altas, como a banda Ku, de 12–18 GHz). Por outro lado, por estar em uma região do espectro muito utilizada por serviços terrestres (micro-ondas, radares, e parte da banda ISM), a banda C é mais vulnerável a interferências terrestres. A banda Ku, por ser mais alta, exige antenas menores para o mesmo ganho, mas é mais suscetível a chuvas fortes (chuva intensa pode causar perda de sinal, o chamado rain fade).
Na prática, uma estação terrena de banda C usa antenas grandes (pratos de 2 a 4 metros ou mais) para compensar a menor frequência e obter ganho suficiente, enquanto a banda Ku permite antenas menores (0,6 a 1,8 metros), comuns em receptores residenciais de TV por satélite. A cobertura (footprint) de um satélite depende do ganho da antena e da frequência: em geral, a banda C tem footprint mais amplo que a banda Ku, pois a atenuação menor permite que o sinal se espalhe mais sem cair abaixo do limiar de recepção.
A pegadinha da banca está em inverter as relações: a alternativa A afirma que o uplink usa frequências mais baixas que o downlink, mas na verdade o uplink (da Terra para o satélite) usa frequências mais altas que o downlink (do satélite para a Terra) — por exemplo, na banda C, uplink em 5,925–6,425 GHz e downlink em 3,7–4,2 GHz. A alternativa B inverte o tamanho das antenas (banda C usa antenas maiores, não menores). A alternativa C inverte a suscetibilidade à chuva (banda Ku é mais suscetível, não a C). A alternativa D inverte a cobertura (banda C tem cobertura mais ampla, não menos ampla). A alternativa E é a única correta, pois a banda C realmente sofre interferência terrestre, inclusive por compartilhar parte do espectro com a banda ISM (Industrial, Scientific and Medical), que inclui a faixa de 5 GHz.
Guarde a fronteira entre as duas bandas: frequência mais baixa (C) → menos chuva, mais interferência terrestre, antenas maiores, cobertura mais ampla; frequência mais alta (Ku) → mais chuva, menos interferência terrestre, antenas menores, cobertura mais restrita. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Critério
Banda C
Banda Ku
Faixa de frequência
Aproximadamente 4–8 GHz
Aproximadamente 12–18 GHz
Tamanho da antena
Maior (pratos de 2 a 4 m ou mais)
Menor (0,6 a 1,8 m)
Suscetibilidade à chuva (rain fade)
Menor
Maior
Interferência terrestre
Elevada (coincide parcialmente com banda ISM e micro-ondas terrestres)
Menor
Cobertura (footprint)
Mais ampla
Mais restrita
Relação uplink/downlink
Uplink mais alto (5,925–6,425 GHz) e downlink mais baixo (3,7–4,2 GHz)
Uplink mais alto e downlink mais baixo (mesma lógica)
Bandas C e Ku: Banda C (4–8 GHz) (Menos chuva (rain fade), Antenas maiores, Cobertura mais ampla, Mais interferência terrestre); Banda Ku (12–18 GHz) (Mais chuva (rain fade), Antenas menores, Cobertura mais restrita, Menos interferência terrestre); Uplink vs downlink (Uplink: frequência mais alta, Downlink: frequência mais baixa)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que na banda C o uplink usa frequências mais baixas que o downlink. Na realidade, o uplink (Terra → satélite) usa frequências mais altas que o downlink (satélite → Terra). Na banda C, por exemplo, o uplink opera em 5,925–6,425 GHz e o downlink em 3,7–4,2 GHz. A banca inverteu a relação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que as antenas da banda C são de menor porte que as da banda Ku. É o contrário: como a banda C tem frequência mais baixa, para obter o mesmo ganho é necessário um prato maior. Antenas de banda Ku são menores, típicas de receptores residenciais.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a banda C é mais suscetível a interrupções por chuva que a banda Ku. A chuva atenua mais as frequências mais altas; portanto, a banda Ku (12–18 GHz) sofre mais com o rain fade do que a banda C (4–8 GHz). A alternativa inverte a relação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a banda C tem cobertura menos ampla que a banda Ku. Na prática, a banda C, por ter menor atenuação, permite footprints mais amplos no solo. A banda Ku, com maior atenuação, tende a ter footprints menores e mais direcionados. A alternativa inverte a relação.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A banda C apresenta elevada interferência terrestre, entre outros motivos, porque parte de sua faixa de frequências coincide com a banda ISM (Industrial, Scientific and Medical), que inclui a faixa de 5 GHz, muito utilizada por equipamentos como fornos de micro-ondas, Wi-Fi e outros dispositivos sem licença. Essa proximidade exige que as estações terrenas de banda C sejam instaladas em locais afastados de centros urbanos e que se use coordenação de frequências para evitar interferência.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter as características das bandas C e Ku. O candidato que memoriza apenas "banda C = mais interferência" pode marcar a alternativa C, achando que chuva também é interferência. Mas chuva é atenuação, não interferência terrestre — e a banda Ku é a mais afetada por chuva. Lembre: C = baixa frequência, antena grande, menos chuva, mais interferência terrestre; Ku = alta frequência, antena pequena, mais chuva, menos interferência terrestre.