Questão de Segurança da Informação — TLS, SSL e HTTPS — VUNESP 2023
Segurança da Informação›TLS, SSL e HTTPS
Código
vu197156
Banca
VUNESP
Órgão
Pref SBO
Ano
2023
Cargo
Tec ( )
Assinale a alternativa correta sobre o protocolo HTTPS.
AA porta TCP utilizada pelo HTTPS, por padrão, é a porta 80.
BA porta TCP utilizada pelo HTTPS, por padrão, é a porta 443.
CEle é inseguro, a despeito de aperfeiçoamentos recebidos em relação ao HTTP, e sujeito a ataques e escutas ilegais.
DEle substitui o HTTP, que se tornou obsoleto depois que o protocolo IPv6 passou a ser utilizado.
EEle utiliza uma camada adicional de segurança, sem prever uma conexão criptografada.
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GabaritoB — A porta TCP utilizada pelo HTTPS, por padrão, é a porta 443.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
HTTPS: porta padrão e camada de segurança
Gabarito: letra B. O HTTPS (HyperText Transfer Protocol Secure) utiliza, por padrão, a porta TCP 443, enquanto o HTTP utiliza a porta 80 — essa é a distinção central que a alternativa B espelha corretamente. O HTTPS é o HTTP executado sobre uma camada de segurança SSL/TLS, que provê criptografia, integridade e autenticação, tornando a conexão segura contra escutas e adulterações.
O HTTPS não é um protocolo novo, mas a combinação do HTTP com o TLS (Transport Layer Security) ou seu antecessor SSL (Secure Sockets Layer). Na prática, o navegador e o servidor estabelecem primeiro uma conexão TLS (por meio do handshake), e só então os dados HTTP trafegam por esse túnel criptografado. O TLS, por sua vez, opera sobre o TCP, adicionando uma camada de segurança entre a camada de transporte e a de aplicação — por isso dizemos que ele "envolve" o HTTP.
A porta padrão é um dos detalhes mais cobrados em provas de redes e segurança. O HTTP usa a porta 80; o HTTPS, a 443. Essa numeração é definida pela IANA (Internet Assigned Numbers Authority) e é amplamente conhecida. Vale lembrar que essas são as portas padrão — tecnicamente, é possível configurar um servidor para usar outras portas, mas o padrão é o que a banca cobra.
A segurança do HTTPS vem de três propriedades principais: confidencialidade (os dados são criptografados, impedindo leitura por terceiros), integridade (os dados não são alterados durante a transmissão) e autenticação (o cliente confirma que está falando com o servidor legítimo, por meio de certificados digitais). Essas propriedades são garantidas pelo TLS, que utiliza criptografia assimétrica para a troca inicial de chaves e criptografia simétrica para a sessão.
SE LIGUE NESSA!
O TLS não se encaixa perfeitamente em nenhuma camada dos modelos OSI ou TCP/IP. Ele é implementado "sobre um protocolo de comunicação confiável (por exemplo, o TCP)", o que implica que está acima da camada de transporte, mas as aplicações geralmente o utilizam como se fosse uma camada de transporte.
A distinção entre HTTP e HTTPS é frequentemente explorada em provas, e a banca costuma trocar as portas ou afirmar que o HTTPS é inseguro. Guarde a fronteira: HTTP = porta 80, sem criptografia; HTTPS = porta 443, com criptografia SSL/TLS. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
HTTPS: Porta padrão (TCP 443); Camada de segurança (SSL/TLS, Criptografia, Integridade, Autenticação); Relação com HTTP (HTTP = porta 80, HTTPS = HTTP + TLS)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a porta TCP utilizada pelo HTTPS, por padrão, é a porta 80. Isso é um erro clássico de troca: a porta 80 é a porta padrão do HTTP, não do HTTPS. O candidato que confunde os dois protocolos cai nessa armadilha. A porta correta do HTTPS é a 443.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma corretamente que a porta TCP utilizada pelo HTTPS, por padrão, é a porta 443. Essa é a porta padrão definida pela IANA para o tráfego HTTPS, que utiliza o protocolo TLS/SSL para criptografar a comunicação. É o conhecimento básico e essencial sobre o protocolo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o HTTPS é inseguro, a despeito de aperfeiçoamentos recebidos em relação ao HTTP, e sujeito a ataques e escutas ilegais. Isso é uma generalização indevida. O HTTPS, quando corretamente implementado com TLS, oferece confidencialidade, integridade e autenticação, protegendo contra escutas e adulterações. Embora nenhum sistema seja 100% seguro e vulnerabilidades possam existir em implementações específicas, o HTTPS é considerado seguro e é o padrão para comunicações web protegidas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o HTTPS substitui o HTTP, que se tornou obsoleto depois que o protocolo IPv6 passou a ser utilizado. Isso é um erro conceitual. O HTTP não se tornou obsoleto com o IPv6; ambos coexistem. O HTTPS é uma extensão do HTTP que adiciona segurança, mas o HTTP ainda é amplamente utilizado, especialmente em ambientes internos ou quando a criptografia não é necessária. O IPv6 é um protocolo de camada de rede, não tem relação com a obsolescência do HTTP.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o HTTPS utiliza uma camada adicional de segurança, sem prever uma conexão criptografada. Isso é uma contradição: a camada adicional de segurança (SSL/TLS) é exatamente o que provê a criptografia. O HTTPS, por definição, estabelece uma conexão criptografada entre cliente e servidor. A alternativa nega justamente a característica central do protocolo.
NÃO CAIA NESSA!
Para não errar em questões sobre portas, memorize o par: HTTP = 80, HTTPS = 443. Quando a banca mencionar "camada adicional de segurança", lembre-se de que essa camada é o SSL/TLS, que criptografa a conexão. E desconfie de alternativas que afirmam que o HTTPS é inseguro ou que o HTTP está obsoleto — são pegadinhas clássicas.