Questão de Biologia — Controle de Vetores e Zoonoses — VUNESP 2024
Biologia›Controle de Vetores e Zoonoses
Código
vu198653
Banca
VUNESP
Órgão
Pref SBC
Ano
2024
Cargo
Bio ( )
Ao longo dos anos, os roedores desenvolveram a habilidade de se adaptar a diferentes condições do ambiente onde vivem. O combate a esses animais, em ambientes urbanos, baseia-se no conhecimento de sua biologia, de seus hábitos comportamentais, suas habilidades e capacidades físicas e, também, no conhecimento do meio ambiente onde os roedores a serem combatidos estão localizados. Assim, para o controle desses animais é necessário pensar em um manejo integrado de roedores (MIR). A partir da presença de roedor em um local, uma das ações de controle baseado no MIR consiste na
Aidentificação da espécie, que pode ser feita pelo exame das numerosas fezes (cíbalas) facilmente encontradas na área.
Bprevenção, por meio de processos químicos, em que são utilizadas substâncias rodenticidas, visando à eliminação da espécie.
Cavaliação, estimulando a disposição dos sacos de lixo fora da lixeira, dificultando o alcance pelo roedor.
Ddesratização, por meio de canalização de córregos, medida que elimina a instalação de ratazanas nas barrancas dos córregos.
Emonitoramento, por meio de reflorestamento com espécies nativas, visando à recomposição do ecossistema perdido da região.
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GabaritoA — identificação da espécie, que pode ser feita pelo exame das numerosas fezes (cíbalas) facilmente encontradas na área.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Manejo Integrado de Roedores (MIR)
Gabarito: letra A. No Manejo Integrado de Roedores (MIR), a primeira ação após a constatação da presença de roedores é a identificação da espécie, que pode ser feita pela análise das fezes (cíbalas) e outros vestígios deixados no ambiente. As demais alternativas descrevem medidas de controle ou prevenção que, embora façam parte do MIR, não correspondem à etapa inicial de identificação.
O Manejo Integrado de Roedores (MIR) é uma estratégia que combina diferentes métodos de controle — ambientais, químicos, biológicos e físicos — de forma racional e sustentável, visando reduzir as populações de roedores a níveis que não causem danos à saúde pública e ao ambiente. O MIR se baseia no conhecimento da biologia, do comportamento e da ecologia dos roedores, bem como das características do ambiente onde eles vivem. As etapas do MIR incluem: inspeção (identificação da espécie e avaliação da infestação), medidas preventivas (controle ambiental, como acondicionamento adequado do lixo e vedação de frestas), medidas corretivas (controle químico com rodenticidas, controle físico com armadilhas e controle biológico) e monitoramento contínuo.
A identificação da espécie é o ponto de partida, pois cada espécie de roedor (ratazana, camundongo, rato de telhado) possui hábitos e comportamentos distintos, o que determina a estratégia de controle mais adequada. As fezes (cíbalas) são um dos principais indícios da presença e da espécie de roedor, pois apresentam tamanho, forma e distribuição características. Por exemplo, as fezes da ratazana (Rattus norvegicus) são maiores e em forma de cápsula, enquanto as do camundongo (Mus musculus) são menores e em forma de grão de arroz.
As demais alternativas apresentam ações que, embora possam ser parte do MIR, não correspondem à etapa de identificação. A prevenção por processos químicos (B) é uma medida de controle, não de identificação. A avaliação estimulando a disposição de sacos de lixo fora da lixeira (C) é uma medida de controle ambiental, mas não é uma ação de avaliação. A desratização por canalização de córregos (D) é uma medida de controle ambiental, não de desratização em si. O monitoramento por reflorestamento (E) é uma medida de recuperação ambiental, não de monitoramento de roedores.
A pegadinha da questão está em confundir as etapas do MIR: a banca oferece alternativas que são medidas de controle ou prevenção, mas a pergunta pede especificamente uma ação de identificação da espécie. O candidato que não conhece as etapas do MIR pode marcar uma alternativa de controle, como a B ou a D, por parecerem mais "ativas".
1Inspeção (identificação da espécie)
2Medidas preventivas (controle ambiental)
3Medidas corretivas (químico, físico, biológico)
4Monitoramento contínuo
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A identificação da espécie é a primeira etapa do MIR, e as fezes (cíbalas) são um dos principais vestígios utilizados para essa identificação. Cada espécie de roedor deixa fezes com características morfológicas distintas (tamanho, forma, extremidades), o que permite ao profissional de controle de vetores reconhecer a espécie presente e, assim, planejar as medidas de controle mais adequadas. A alternativa está correta ao afirmar que a identificação pode ser feita pelo exame das numerosas fezes facilmente encontradas na área.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A prevenção por processos químicos com rodenticidas é uma medida de controle químico, não de prevenção. A prevenção no MIR envolve principalmente o controle ambiental (eliminação de abrigos, alimentos e água), e o uso de rodenticidas é uma medida corretiva, aplicada após a identificação da espécie e avaliação da infestação. Além disso, a prevenção não visa "eliminar a espécie", mas sim evitar a infestação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A disposição dos sacos de lixo fora da lixeira é uma prática que facilita o acesso dos roedores ao alimento, portanto, é uma medida inadequada de controle ambiental. O correto é manter o lixo em recipientes fechados e acondicionados adequadamente, dificultando o acesso dos roedores. A alternativa inverte a lógica da prevenção.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A canalização de córregos é uma medida de controle ambiental que visa eliminar os abrigos das ratazanas nas barrancas dos córregos, mas não é uma ação de "desratização" em si. A desratização refere-se ao conjunto de medidas para eliminar roedores, incluindo o uso de rodenticidas e armadilhas. A canalização é uma medida preventiva de longo prazo, não uma ação imediata de desratização.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O reflorestamento com espécies nativas é uma medida de recuperação ambiental, que pode indiretamente afetar a população de roedores ao restaurar o ecossistema, mas não é uma ação de monitoramento de roedores. O monitoramento no MIR envolve a avaliação contínua da infestação, por meio de inspeções periódicas e registro de vestígios, não a recomposição do ecossistema.