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Questão de Biologia — Animais Peçonhentos — VUNESP 2024

BiologiaAnimais Peçonhentos
Código
vu198665
Banca
VUNESP
Órgão
Pref SBC
Ano
2024
Cargo
Bio ( )

Escorpiões são animais conhecidos em diversas regiões do mundo, vivendo tanto em florestas úmidas quanto em desertos. Aproximadamente 160 espécies de escorpiões ocorrem no Brasil. Destas, três espécies são consideradas de importância em saúde pública: Tityus bahiensis, Tityus serrulatus e Tityus stigmurus. O conhecimento de suas características e de seu modo de vida são importantes para a prevenção de acidentes com esses animais. Assim, para as espécies de importância em saúde pública, é correto afirmar que esses escorpiões

  1. Ase alimentam principalmente de restos de alimentos que não devem ser deixados na residência para não os atrair.
  2. Bcausam acidentes mais frequentes no outono e inverno, período de seca, o que faz com que eles busquem abrigo nas residências.
  3. Cse reproduzem por partenogênese, pois as fêmeas não são fecundadas pelo macho e depositam seus ovos sobre seu próprio corpo.
  4. Dsão considerados peçonhentos, pois possuem veneno e podem inoculá-lo através do ferrão ou das quelíceras.
  5. Esão vivíparas, ou seja, os filhotes desenvolvem-se dentro da mãe, com a gestação durando em torno de 3 meses.
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GabaritoE — são vivíparas, ou seja, os filhotes desenvolvem-se dentro da mãe, com a gestação durando em torno de 3 meses.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Escorpiões de importância em saúde pública no Brasil

Gabarito: letra E. Os escorpiões de importância médica no Brasil (Tityus bahiensis, Tityus serrulatus e Tityus stigmurus) são vivíparos: os filhotes se desenvolvem dentro do corpo da mãe, com gestação de aproximadamente 3 meses. As demais alternativas erram ao atribuir hábitos alimentares, sazonalidade, modo de reprodução ou mecanismo de inoculação que não correspondem a esses animais.

Os escorpiões pertencem ao filo Arthropoda, subfilo Chelicerata, classe Arachnida — o mesmo grupo de aranhas, carrapatos e ácaros. São animais dioicos (sexos separados), com fecundação interna: o macho deposita um pacote de espermatozoides (espermatóforo) no solo e guia a fêmea até ele, que o captura com o poro genital. Diferentemente da maioria dos aracnídeos, que são ovíparos, os escorpiões apresentam desenvolvimento vivíparo (ou ovovivíparo, em algumas espécies): os embriões se desenvolvem no interior do corpo da fêmea, que dá à luz filhotes já formados. No caso das espécies brasileiras de importância médica, a gestação dura cerca de 3 meses, e os filhotes sobem no dorso da mãe até a primeira ecdise (troca de exoesqueleto).

A peçonha dos escorpiões é produzida em glândulas localizadas no télson (a estrutura final do abdome, em forma de aguilhão ou ferrão). A inoculação ocorre exclusivamente por essa estrutura — nunca pelas quelíceras, que são as peças bucais usadas para triturar e manipular o alimento. Essa distinção é crucial e frequentemente explorada em provas: nas aranhas, a peçonha é inoculada pelas quelíceras; nos escorpiões, pelo aguilhão caudal.

Quanto ao comportamento, os escorpiões são predadores noturnos de pequenos invertebrados, principalmente insetos (baratas, grilos, cupins) e outros artrópodes. Não se alimentam de restos de comida humana — embora possam ser encontrados em residências, isso se deve à busca por abrigo, umidade e presença de presas, não por atração por restos alimentares. A sazonalidade dos acidentes também é um ponto de confusão: no Brasil, os acidentes escorpiônicos são mais frequentes nos meses quentes e chuvosos (primavera/verão), quando há maior atividade reprodutiva e dispersão dos animais — não no outono/inverno seco.

A alternativa correta exige conhecer a biologia reprodutiva específica dessas espécies. A banca explora a confusão entre o modo de reprodução dos escorpiões (viviparidade) e o de outros artrópodes, como insetos (oviparidade) ou pulgões (partenogênese). Além disso, mistura conceitos de peçonha (inoculação por ferrão) com estruturas de outros grupos (quelíceras das aranhas). Guarde o par ferrão/télson = inoculação e viviparidade = desenvolvimento interno: é exatamente nesses pontos que as alternativas se dividem.

Escorpiões (importância médica no Brasil)
  • 1Reprodução
    • Vivíparos (gestação ~3 meses)
    • Fecundação interna (espermatóforo)
  • 2Peçonha
    • Glândulas no télson
    • Inoculação pelo ferrão (aguilhão caudal)
  • 3Alimentação
    • Predadores noturnos de insetos
    • Não se atraem por restos de comida
  • 4Sazonalidade
    • Acidentes: meses quentes e chuvosos
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os escorpiões se alimentam de restos de alimentos deixados na residência. Isso é um equívoco: os escorpiões são predadores carnívoros de pequenos artrópodes (insetos, aranhas, outros escorpiões). Eles não consomem matéria orgânica em decomposição nem restos de comida humana. A presença em residências está relacionada à busca por abrigo, umidade e, principalmente, à disponibilidade de presas (como baratas). A recomendação de não deixar restos de alimentos visa controlar as presas (baratas), não atrair diretamente os escorpiões.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que os acidentes são mais frequentes no outono e inverno, período de seca. Na verdade, no Brasil, os acidentes escorpiônicos aumentam nos meses quentes e chuvosos (primavera e verão), quando há maior atividade e reprodução dos escorpiões. O período de seca (outono/inverno) reduz a atividade desses animais. A busca por abrigo em residências ocorre ao longo do ano, mas não é o fator que determina o pico sazonal de acidentes.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que os escorpiões se reproduzem por partenogênese, com fêmeas não fecundadas que depositam ovos sobre o próprio corpo. Há dois erros graves aqui. Primeiro, a partenogênese (desenvolvimento de embrião sem fecundação) ocorre em algumas espécies de escorpião, mas não é a regra para as espécies de importância médica no Brasil — o Tityus serrulatus, por exemplo, é partenogenético, mas o Tityus bahiensis e o Tityus stigmurus se reproduzem sexuadamente. Segundo, escorpiões não depositam ovos: são vivíparos (ou ovovivíparos), com desenvolvimento interno dos embriões. A alternativa mistura o conceito de partenogênese com o de oviparidade, ambos incorretos para descrever a reprodução dessas espécies.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que os escorpiões são peçonhentos e inoculam veneno pelo ferrão ou pelas quelíceras. A primeira parte está correta — são peçonhentos e inoculam veneno pelo ferrão (aguilhão caudal, localizado no télson). Porém, a inoculação nunca ocorre pelas quelíceras: essas estruturas são as peças bucais, usadas para triturar e manipular o alimento, e não possuem glândulas de veneno nos escorpiões. A confusão vem das aranhas, que inoculam peçonha pelas quelíceras. A alternativa está incorreta por incluir as quelíceras como via de inoculação.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que os escorpiões são vivíparos, com filhotes que se desenvolvem dentro da mãe e gestação de aproximadamente 3 meses. Isso está correto para as espécies de importância médica no Brasil (Tityus bahiensis, Tityus serrulatus e Tityus stigmurus). A viviparidade é uma característica marcante dos escorpiões, que os distingue da maioria dos outros aracnídeos (como aranhas, que são ovíparas). A gestação de cerca de 3 meses e o nascimento de filhotes já formados, que sobem no dorso da mãe, são dados clássicos da biologia dessas espécies.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o mecanismo de inoculação de peçonha dos escorpiões e o das aranhas. Nos escorpiões, o veneno é injetado exclusivamente pelo ferrão (aguilhão caudal); nas aranhas, pelas quelíceras. A alternativa D mistura os dois grupos para induzir ao erro. Além disso, a alternativa C confunde partenogênese (que ocorre em algumas espécies, como Tityus serrulatus) com oviparidade — mas os escorpiões são vivíparos, não depositam ovos. Fique atento a essas trocas: com treino, você identifica o erro de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre animais peçonhentos, monte uma tabela comparativa com os grupos: escorpiões (inoculação por ferrão, vivíparos), aranhas (inoculação por quelíceras, ovíparas) e serpentes (inoculação por dentes, ovíparas/vivíparas conforme a espécie). Isso fixa as diferenças que a banca adora cobrar.

Gabarito: letra E

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