Questão de Biologia — Biodiversidade e Bioinvasão — VUNESP 2024
Biologia›Biodiversidade e Bioinvasão
Código
vu198676
Banca
VUNESP
Órgão
APS
Ano
2024
Cargo
Esp Port ( )
A maioria das espécies exóticas invasoras marinhas são introduzidas involuntariamente através da navegação comercial e movimento de estruturas como plataformas de óleo e gás. Algumas espécies são transportadas na forma de larvas em água de lastro de navios, outras aderem aos cascos de navios.
(https://bd.institutohorus.org.br. Adaptado)
A maior parte das espécies marinhas invasoras de ecossistemas do litoral do estado de São Paulo são
Ainvertebrados, como os agnatos moreias, lampreias e feiticeiras.
Bvertebrados, como peixes, aves, quelônios e cetáceos.
Cinvertebrados, como camarões, caranguejos, cracas, moluscos e poliquetas.
Dvertebrados, como peixes, anfíbios corais e mariscos.
Einvertebrados, como osteíctes, condrictes e bivalves.
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GabaritoC — invertebrados, como camarões, caranguejos, cracas, moluscos e poliquetas.
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Espécies marinhas invasoras no litoral de São Paulo
Gabarito: letra C. A maior parte das espécies marinhas invasoras no litoral paulista é composta por invertebrados, como camarões, caranguejos, cracas, moluscos e poliquetas — grupos que se encaixam nos mecanismos de dispersão descritos no texto-base (água de lastro e incrustação em cascos). As demais alternativas erram ao classificar esses organismos como vertebrados ou ao citar grupos que não são tipicamente invasores marinhos nesse contexto.
O texto-base é o ponto de partida para entender a questão: ele afirma que a maioria das espécies exóticas invasoras marinhas é introduzida involuntariamente por meio da navegação comercial e de estruturas como plataformas de petróleo. Duas vias principais são citadas: o transporte de larvas na água de lastro dos navios e a aderência ao casco (bioincrustação). Esses mecanismos favorecem organismos com características específicas: ciclo de vida com fase larval planctônica (que pode ser bombeada junto com a água de lastro), capacidade de fixação em superfícies (como cracas e mexilhões) e alta tolerância a variações ambientais durante a viagem.
Os invertebrados marinhos dominam esse cenário por razões ecológicas e biológicas. Crustáceos (camarões, caranguejos, cracas), moluscos (mexilhões, ostras, caramujos) e poliquetas (vermes marinhos) são grupos extremamente diversos e abundantes no ambiente marinho, com muitas espécies de ciclo de vida curto, alta fecundidade e larvas que permanecem longo tempo no plâncton — exatamente o que facilita o transporte por água de lastro. Além disso, cracas e mexilhões são incrustantes clássicos de cascos de navios, sendo transportados aderidos às estruturas. Em contrapartida, os vertebrados marinhos (peixes, aves, quelônios, cetáceos) têm mobilidade ativa, o que reduz a dependência de vetores humanos para se dispersar; quando ocorre introdução de peixes, ela costuma ser intencional (aquicultura, aquarismo) ou por escapes, não pelo mecanismo passivo descrito no texto.
A questão explora justamente essa distinção: o candidato precisa reconhecer que o perfil das espécies invasoras marinhas no litoral de São Paulo é majoritariamente de invertebrados, e não de vertebrados. A pegadinha está em alternativas que misturam grupos taxonômicos incorretamente — por exemplo, classificar corais e mariscos como vertebrados, ou incluir peixes ósseos e cartilaginosos (osteíctes e condrictes) como se fossem invertebrados. O critério decisivo é a classificação zoológica correta de cada grupo citado, combinada ao conhecimento de quais organismos são efetivamente transportados pelos mecanismos descritos.
Guarde a fronteira entre invertebrados e vertebrados marinhos: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A alternativa correta precisa listar apenas grupos de invertebrados, e todos eles com ocorrência real como invasores marinhos.
Espécies marinhas invasoras (litoral de SP)
1Mecanismos de introdução
Água de lastro
Incrustação em cascos
2Grupo dominante
Invertebrados
Crustáceos (camarões, caranguejos, cracas)
Moluscos (mexilhões, ostras)
Poliquetas (vermes marinhos)
Vertebrados (não são o perfil)
Peixes ósseos (osteíctes)
Peixes cartilaginosos (condrictes)
Agnatos (lampreias, feiticeiras)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está em classificar moreias, lampreias e feiticeiras como invertebrados. Esses três grupos são vertebrados: as moreias são peixes ósseos (osteíctes), enquanto lampreias e feiticeiras (peixes-bruxa) são agnatos — vertebrados sem mandíbula, do grupo dos ciclostomados. Além disso, o termo "agnatos" não é sinônimo de invertebrados; são vertebrados basais. A alternativa mistura a classificação correta (são vertebrados) com o rótulo errado (invertebrados), e ainda cita grupos que não são representativos de espécies invasoras marinhas no litoral paulista.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a maioria das invasoras são vertebrados, como peixes, aves, quelônios e cetáceos. Isso contraria o padrão ecológico descrito: os vertebrados marinhos têm dispersão ativa e não dependem de água de lastro ou incrustação em cascos para se espalhar. Aves, quelônios e cetáceos são organismos de grande mobilidade, capazes de percorrer longas distâncias por conta própria; não são tipicamente introduzidos pelos mecanismos passivos citados no texto-base. A alternativa erra ao inverter o grupo dominante: são os invertebrados, não os vertebrados, que compõem a maior parte das espécies invasoras marinhas.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a única alternativa que acerta em dois pontos: classifica corretamente os grupos como invertebrados e lista organismos que são, de fato, invasores marinhos relevantes. Camarões e caranguejos são crustáceos decápodes, com larvas planctônicas facilmente transportadas em água de lastro; cracas são crustáceos cirripédios incrustantes, clássicos de bioincrustação em cascos; moluscos (mexilhões, ostras, caramujos) incluem espécies invasoras conhecidas em todo o mundo; e poliquetas são anelídeos marinhos com larvas que também se dispersam via lastro. Todos são invertebrados e todos se encaixam nos mecanismos de introdução descritos no texto-base.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra duplamente: classifica corais e mariscos como vertebrados, quando ambos são invertebrados (corais são cnidários; mariscos são moluscos bivalves). Além disso, inclui anfíbios, grupo essencialmente terrestre/água doce, sem representantes marinhos verdadeiros — não há anfíbios que vivam no ambiente marinho. A alternativa mistura grupos de classificação incorreta com organismos que não pertencem ao perfil de invasores marinhos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O erro está em classificar osteíctes e condrictes como invertebrados. Osteíctes são os peixes ósseos e condrictes são os peixes cartilaginosos (tubarões, raias) — ambos são vertebrados. A alternativa usa termos técnicos de classificação zoológica, mas os aplica de forma invertida, rotulando grupos de vertebrados como se fossem invertebrados. Apenas bivalves (moluscos) são corretamente classificados como invertebrados, mas isso não salva a alternativa, que erra na classificação dos dois primeiros grupos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre vertebrados e invertebrados usando termos técnicos. Em A e E, ela rotula grupos de vertebrados (moreias, lampreias, feiticeiras, osteíctes, condrictes) como se fossem invertebrados. Em D, faz o inverso: classifica invertebrados (corais, mariscos) como vertebrados. A chave é dominar a classificação zoológica básica: peixes (ósseos, cartilaginosos e agnatos) são sempre vertebrados; crustáceos, moluscos, anelídeos, cnidários e equinodermos são sempre invertebrados. Com esse domínio, você elimina as alternativas erradas de imediato.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de bioinvasão marinha, memorize os grupos que são incrustantes (cracas, mexilhões, briozoários) e os que têm larvas planctônicas (crustáceos, poliquetas, moluscos) — são esses os transportados por navios. Vertebrados marinhos raramente são introduzidos por esses mecanismos passivos. Na prova, desconfie de alternativas que misturam termos técnicos com classificação incorreta: a banca testa exatamente se você sabe a diferença entre osteíctes (peixes ósseos = vertebrados) e, por exemplo, crustáceos (invertebrados).