Questão de Biologia — Heredogramas — VUNESP 2024
- Código
- vu198690
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- PM SP
- Ano
- 2024
- Cargo
- Alun Of ( )

- A1/2.
- B1/4.
- C1/6.
- D1/8.
- E3/4.

GabaritoA — 1/2.
Gabarito: letra A — a conta chega a 1/3 (não está nas alternativas; o gabarito oficial é 1/2, considerando 8 como Aa com certeza).
Um heredograma é uma árvore genealógica que mostra como uma característica passa de geração em geração. Cada símbolo é uma pessoa: quadrado para homem, círculo para mulher, e os que têm a condição aparecem preenchidos. A partir de quem é afetado e quem não é, descobrimos se o alelo responsável é dominante ou recessivo e onde ele fica (autossômico ou sexual).
Numa herança autossômica recessiva, a doença só aparece em quem tem dois alelos recessivos (aa). Quem tem um alelo dominante (AA ou Aa) não manifesta a doença, mas o heterozigoto Aa carrega o alelo e pode passá-lo aos filhos. A assinatura clássica desse padrão é ver pais não afetados gerarem filho afetado — isso só acontece se os dois pais forem Aa, e o filho receber o 'a' de cada um.
Esta questão pede a chance de o casal 7 e 8 ter filho afetado. Para isso, precisamos primeiro descobrir o genótipo de cada um a partir do heredograma e depois montar o cruzamento.
indivíduos afetados: 2, 3, 4, 7, 9 e 10
casal: indivíduos 7 e 8
condição: autossômica
O que queremos: a probabilidade de o casal 7 e 8 gerar uma criança com o mesmo fenótipo do indivíduo 7 (afetado)
Antes de calcular qualquer probabilidade, precisamos saber se a doença é dominante ou recessiva. O heredograma mostra que os indivíduos 1 e 2 (não afetados) tiveram o filho 4 (afetado). Se a doença fosse dominante, pelo menos um dos pais teria que ser afetado — como não são, ela é recessiva.
herança autossômica recessiva
Achar que é dominante porque há muitos afetados — o que importa é o caso de pais não afetados com filho afetado.
O indivíduo 7 é afetado, e numa doença recessiva todo afetado tem genótipo aa. Isso é direto do padrão que acabamos de identificar.
Esquecer que afetado recessivo é sempre aa, não Aa.
O indivíduo 8 não é afetado, então pode ser AA ou Aa. Para saber a probabilidade de cada um, olhamos os pais dele: 3 e 4, que são não afetados mas tiveram filhos afetados (7 e 9). Isso obriga os dois a serem Aa.
Por que esta fórmula: O cruzamento Aa × Aa produz 1/4 AA, 1/2 Aa e 1/4 aa. Como 8 não é afetado, ele não pode ser aa; então as chances se restringem a AA (1/3) e Aa (2/3).
De onde vem cada valor: = do cruzamento Aa × Aa: 2 em 4 possibilidades são Aa · = das 3 possibilidades não afetadas (AA, Aa, Aa)
Esquecer de excluir o genótipo aa, contando 1/2 em vez de 2/3.
Agora que sabemos que 7 é aa e 8 pode ser Aa ou AA, montamos os dois cruzamentos possíveis e vemos a chance de nascer aa em cada um.
Por que esta fórmula: No cruzamento aa × Aa, metade dos filhos é aa; no cruzamento aa × AA, nenhum filho é aa.
De onde vem cada valor: = do cruzamento aa × Aa: 2 de 4 filhos são aa · = total de 4 combinações
= 50% se 8 for Aa; 0% se 8 for AA
Achar que aa × Aa dá 1/4 — na verdade é 1/2, porque o aa só contribui com 'a'.
O indivíduo 8 não tem genótipo fixo: ele é Aa com 2/3 de chance e AA com 1/3. A probabilidade total de filho afetado é a soma das chances de cada cenário, multiplicadas pela chance de o cenário acontecer.
Por que esta fórmula: Usamos a regra da probabilidade total: P(afetado) = P(8=Aa) × P(filho aa | 8=Aa) + P(8=AA) × P(filho aa | 8=AA).
De onde vem cada valor: = passo 3: chance de 8 ser Aa · = passo 4: chance de filho aa se 8 for Aa · = passo 3: chance de 8 ser AA · = passo 4: chance de filho aa se 8 for AA
Esquecer de multiplicar pela probabilidade do genótipo de 8, usando só 1/2.
Resposta: 1/3 (não está nas alternativas; o gabarito oficial é 1/2, considerando 8 como Aa com certeza)
Link permanente: /questoes/vu198690