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Questão de Biologia — Biossegurança e Risco Biológico — VUNESP 2024

BiologiaBiossegurança e Risco Biológico
Código
vu198723
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Peruíbe
Ano
2024
Cargo
Biom ( )

No laboratório clínico deve ser adotada uma série de medidas de controle de risco que são a base e parte integrante da biossegurança laboratorial. Essas medidas refletem os padrões internacionais e as boas práticas em biossegurança que atuam como conjunto de exigências e considerações mínimas necessárias para trabalhar com segurança com agentes biológicos, mesmo quando os riscos associados são mínimos.

 

Exemplos desses requisitos são descritos em todas as alternativas, EXCETO em:

  1. AUtilizar boas técnicas para minimizar a formação de aerossóis e gotículas ao manipular amostras.
  2. BMinimizar o risco associado ao uso de seringas ou agulhas usando agulhas de seringas rombas, dispositivos alternativos ou dispositivos de segurança perfurocortantes projetados, sempre que possível.
  3. CTampar ou remover as agulhas de seringas previamente ao descarte, para minimizar o risco de acidentes.
  4. DProibir o uso de fones de ouvido, que podem distrair as pessoas e impedir que os alarmes dos equipamentos ou do estabelecimento sejam ouvidos.
  5. EEsvaziar regularmente os recipientes de resíduos e eliminar os resíduos de forma segura.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Tampar ou remover as agulhas de seringas previamente ao descarte, para minimizar o risco de acidentes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Biossegurança laboratorial: boas práticas e descarte de perfurocortantes

Gabarito: letra C. A alternativa incorreta é a que manda tampar ou remover as agulhas de seringas previamente ao descarte — prática expressamente proibida pelas boas práticas de biossegurança, pois o reencape e a remoção manual de agulhas são justamente as manobras que mais causam acidentes perfurocortantes. As demais alternativas descrevem corretamente medidas de controle de risco que integram a base da biossegurança laboratorial, refletindo padrões internacionais e boas práticas.

A biossegurança laboratorial é o conjunto de medidas destinadas a prevenir, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal, vegetal e o meio ambiente. No laboratório clínico, essas medidas são a base e parte integrante da biossegurança, atuando como exigências e considerações mínimas para trabalhar com segurança com agentes biológicos, mesmo quando os riscos associados são mínimos. O objetivo é proteger o profissional, a comunidade e o ambiente de exposições acidentais a materiais biológicos potencialmente infecciosos.

Entre as boas práticas de biossegurança, destacam-se: utilizar técnicas que minimizem a formação de aerossóis e gotículas; usar dispositivos de segurança para perfurocortantes; proibir o reencape de agulhas; descartar materiais perfurocortantes em recipientes rígidos e resistentes à perfuração; esvaziar regularmente os recipientes de resíduos; e manter a atenção no ambiente de trabalho, evitando distrações como fones de ouvido.

A regra de ouro para o descarte de agulhas é: nunca reencapar, entortar, quebrar ou remover manualmente a agulha da seringa. O descarte deve ser feito diretamente no recipiente apropriado, sem qualquer manipulação adicional. Essa prática visa eliminar o risco de acidentes com perfurocortantes, que são uma das principais vias de transmissão ocupacional de patógenos veiculados pelo sangue, como HIV, hepatites B e C.

A pegadinha desta questão está exatamente na alternativa C: ela inverte a recomendação correta. O candidato desatento pode achar que tampar a agulha antes do descarte é uma medida de segurança, quando na verdade é uma prática perigosa e proibida. A banca explora a confusão entre "proteger" e "manipular" — a proteção vem do descarte imediato e seguro, não da manipulação adicional da agulha.

Guarde o critério decisivo: toda alternativa que envolva manipular a agulha após o uso (reencapar, remover, entortar) é INCORRETA; toda alternativa que envolva descarte direto e seguro é CORRETA. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

1Nunca reencapar
2Nunca remover manualmente
3Nunca entortar ou quebrar
4Descartar imediatamente no recipiente rígido
Descarte de agulhas (regra de ouro)
LEVELsoulevel.com.br
Descarte de agulhas (regra de ouro): Nunca reencapar; Nunca remover manualmente; Nunca entortar ou quebrar; Descartar imediatamente no recipiente rígido

Alternativa A — ✅ Correta

Utilizar boas técnicas para minimizar a formação de aerossóis e gotículas ao manipular amostras é uma medida fundamental de biossegurança. Aeros sóis e gotículas podem conter agentes biológicos e representam uma via importante de transmissão. Técnicas como abrir tubos com cuidado, evitar agitação vigorosa e usar cabines de segurança biológica quando necessário são exemplos de boas práticas que reduzem esse risco.

Alternativa B — ✅ Correta

Minimizar o risco associado ao uso de seringas ou agulhas usando agulhas rombas, dispositivos alternativos ou dispositivos de segurança perfurocortantes projetados é uma medida correta e recomendada. Esses dispositivos são projetados para reduzir a exposição ocupacional a acidentes com perfurocortantes, sendo uma das principais estratégias de prevenção em ambientes de saúde.

Alternativa C — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

Tampar ou remover as agulhas de seringas previamente ao descarte é uma prática PROIBIDA pelas boas práticas de biossegurança. O reencape e a remoção manual de agulhas são manobras que aumentam significativamente o risco de acidentes perfurocortantes. A recomendação correta é descartar a agulha imediatamente no recipiente apropriado, sem qualquer manipulação adicional. Esta é a alternativa que a banca pede como EXCEÇÃO — a única que NÃO representa um requisito de biossegurança.

Alternativa D — ✅ Correta

Proibir o uso de fones de ouvido no laboratório é uma medida de segurança válida, pois eles podem distrair as pessoas e impedir que alarmes de equipamentos ou do estabelecimento sejam ouvidos. A atenção plena é essencial para a segurança no ambiente laboratorial, e qualquer elemento que comprometa a percepção de riscos deve ser evitado.

Alternativa E — ✅ Correta

Esvaziar regularmente os recipientes de resíduos e eliminar os resíduos de forma segura é uma medida correta de biossegurança. O acúmulo de resíduos pode aumentar o risco de contaminação e acidentes. A gestão adequada de resíduos inclui o descarte em recipientes apropriados, a coleta regular e a destinação final segura, conforme as normas de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte a lógica da segurança com perfurocortantes: o candidato pode achar que "tampar a agulha" é proteger, quando na verdade é a manobra que mais causa acidentes. A regra é clara — agulha usada vai direto para o descarte, sem reencape, sem remoção. Memorize: nunca reencapar, nunca remover, descartar imediatamente. Com treino, você enxerga essa inversão de longe 💪

Gabarito: letra C — a única alternativa que descreve uma prática INCORRETA de biossegurança.

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