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Questão de Biologia — Coleta, Transporte e Manutenção de Amostras — VUNESP 2024

BiologiaColeta, Transporte e Manutenção de Amostras
Código
vu198733
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Peruíbe
Ano
2024
Cargo
TLab ( )
No preparo do paciente para a coleta de sangue venoso, deve-se
  1. Arealizar a coleta preferencialmente no membro em que já estiver instalada a terapia intravenosa, se disponível.
  2. Bevitar a veia cubital mediana, pois é a mais dolorosa e propensa à formação de hematomas.
  3. Cmassagear suavemente o braço do paciente e realizar a palpação das veias com o dedo indicador do flebotomista.
  4. Dpreferir as veias da parte inferior do punho às do dorso da mão.
  5. Eaplicar o torniquete por até 2 minutos, 5 cm acima do local da punção.
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GabaritoC — massagear suavemente o braço do paciente e realizar a palpação das veias com o dedo indicador do flebotomista.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coleta de sangue venoso: preparo do paciente e técnicas de evidenciação das veias

Gabarito: letra C. A alternativa correta descreve corretamente a técnica de palpação das veias, que deve ser realizada com o dedo indicador do flebotomista, e a massagem suave do braço do paciente, ambas recomendadas para evidenciação das veias antes da punção venosa. As demais alternativas apresentam erros técnicos: a coleta não deve ser feita em membro com terapia intravenosa, a veia cubital mediana é a mais recomendada, as veias do punho devem ser evitadas e o torniquete não deve ser aplicado por até 2 minutos.

A coleta de sangue venoso é um procedimento que exige técnica apurada para garantir a qualidade da amostra e o conforto do paciente. Antes da punção, o flebotomista deve identificar a melhor veia disponível, utilizando técnicas de evidenciação que facilitam a visualização e a palpação do vaso. A palpação é uma etapa crucial: ela permite distinguir veias de artérias, pois as veias não apresentam pulsação e possuem paredes mais finas e elásticas. A recomendação técnica é que a palpação seja feita com o dedo indicador, pois o polegar tem menor sensibilidade tátil e pode confundir o profissional ao sentir a pulsação arterial.

A massagem suave do braço, do punho em direção ao cotovelo, é outra técnica recomendada para aumentar o calibre das veias e facilitar a punção. Essas manobras fazem parte do preparo adequado do paciente e do local de coleta, e são descritas nas recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) para coleta de sangue venoso. O conhecimento dessas técnicas é essencial para o profissional que realiza coletas, pois a escolha inadequada do local ou a técnica incorreta pode levar a complicações como hematomas, punção arterial acidental e amostras hemolisadas.

A escolha do local de punção também segue critérios rígidos. A fossa antecubital, especialmente a veia cubital mediana, é o local de primeira escolha por ser mais calibrosa e menos dolorosa. Locais como o dorso da mão podem ser utilizados como alternativa, mas as veias da parte inferior do punho devem ser evitadas. Além disso, não se deve coletar sangue em membros com terapia intravenosa instalada, pois isso pode contaminar a amostra com a solução infundida e causar danos ao paciente. O torniquete, quando utilizado, deve ser aplicado por no máximo 1 minuto, a uma distância de 4 a 5 dedos (ou cerca de 10 cm) acima do local da punção, para evitar hemoconcentração e alterações nos resultados.

A banca explora exatamente esses detalhes técnicos, invertendo recomendações e criando distratores que parecem plausíveis. O candidato que domina as técnicas de evidenciação das veias e os critérios de escolha do local de punção consegue identificar facilmente a alternativa correta. A pegadinha central está na alternativa B, que inverte a recomendação sobre a veia cubital mediana, e na alternativa E, que estende o tempo de aplicação do torniquete para 2 minutos, quando o recomendado é no máximo 1 minuto.

Coleta de sangue venoso
  • 1Local de punção
    • Veia cubital mediana (1ª escolha)
    • Dorso da mão (alternativa)
    • Veia cefálica (dolorosa, hematoma)
    • Parte inferior do punho (evitar)
    • Membro com terapia IV (evitar)
  • 2Técnicas de evidenciação
    • Massagem suave (punho → cotovelo)
    • Palpação com dedo indicador
    • Palpação com polegar (baixa sensibilidade)
  • 3Torniquete
    • Máximo 1 minuto
    • Até 2 minutos (hemoconcentração)
    • 4 a 5 dedos (10 cm) acima da punção
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A coleta não deve ser realizada no membro com terapia intravenosa instalada. A recomendação é justamente o oposto: "Preferencialmente amostras de sangue não devem ser coletadas nos membros onde estiverem instaladas terapias intravenosas". Isso ocorre porque a infusão pode diluir ou contaminar a amostra, além de aumentar o risco de complicações no acesso venoso. A alternativa inverte completamente a orientação técnica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A veia cubital mediana é a mais recomendada para punção, não a mais dolorosa e propensa a hematomas. O texto técnico afirma que "as mais utilizadas são as veias cubital mediana e cefálica, sendo a cefálica mais propensa a hematoma e dolorosa para punção". Portanto, a alternativa troca as características: a veia cubital mediana é a preferida, enquanto a cefálica é a que apresenta maior risco de hematoma e dor.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve corretamente duas técnicas de evidenciação das veias: a massagem suave do braço (do punho para o cotovelo) e a palpação com o dedo indicador do flebotomista. O texto técnico confirma: "Massagens: massagear suavemente o braço do paciente (do punho para o cotovelo)" e "Palpação: realizada com o dedo indicador do flebotomista. Não utilizar o dedo polegar devido à baixa sensibilidade da percepção da pulsação". Essas manobras são essenciais para localizar a veia adequada e distinguir veias de artérias.

Alternativa D — ❌ Incorreta

As veias da parte inferior do punho devem ser evitadas, não preferidas. O texto técnico é claro: "não recomendado puncionar as veias na parte inferior do punho". O local de preferência é a fossa antecubital, e o dorso da mão é uma alternativa aceitável, mas nunca a parte inferior do punho, que apresenta maior risco de lesão em nervos e tendões.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O torniquete não deve ser aplicado por até 2 minutos. O tempo máximo recomendado é de 1 minuto, pois a aplicação prolongada causa hemoconcentração e altera os resultados dos exames. Além disso, a distância correta do local da punção é de 4 a 5 dedos (ou cerca de 10 cm), não 5 cm. A alternativa erra tanto no tempo quanto na distância.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte as recomendações técnicas para confundir o candidato. Na alternativa B, a veia cubital mediana — que é a mais recomendada — é apresentada como a mais dolorosa e propensa a hematomas, quando na verdade essas características pertencem à veia cefálica. Na alternativa E, o tempo de aplicação do torniquete é estendido para 2 minutos, quando o correto é no máximo 1 minuto. Fique atento a essas inversões: elas são o padrão da banca nesse tipo de questão.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar os pontos-chave da coleta de sangue venoso, lembre-se: a veia cubital mediana é a primeira escolha; a cefálica é mais dolorosa e propensa a hematomas; o dorso da mão é alternativa; o punho deve ser evitado; o torniquete fica por no máximo 1 minuto, a 4-5 dedos (10 cm) do local da punção; e a palpação é feita com o dedo indicador, nunca com o polegar. Esses são os detalhes que a banca mais cobra.

Gabarito: letra C

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